Discussão:Travesti

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[editar] Artigo péssimo

Este artigo está péssimo, quem o escreveu não sabe sequer a definição de "travesti" - uma pessoa que se veste com roupas do sexo oposto, é essa a etiologia da palavra, e o significado aceite em qualquer linguagem, incluindo português de Portugal. Uma pessoa transsexual que ainda não tenha feito, ou não queira fazer, a cirurgia genital, é uma pessoa transsexual, não um travesti, que nunca faz qualquer tipo de transição/modificação dos caracteres sexuais. A utilização errada de travesti como tal é comum no Brasil, sobretudo na indústria dos filmes pornográficos, mas, tal como qualquer erro crasso (e ofensivo!), não é pela utilização que se torna correcto. A mulher transsexual que está fotografia no início do artigo - como sabem sequer se ela não fez a cirurgia genital?? E, mesmo, assim, seria sempre transsexual, e não travesti. O artigo devia ser apagado. Não há nada de bom a dizer sobre ele, e lamento, mas nem sequer chega a ser mau! 87.196.130.96 (discussão) 12h45min de 12 de Novembro de 2008 (UTC)


Modifiquei "eonismo" para "eonista" (embora era essa palavra não esteja registrada nos dicionários), pois travesti identifica a pessoa e eonismo uma condição ou ação. Desse modo travesti = eonista e travestismo = transvestismo = eonismo. Talvez o nome do artigo fosse melhor se fosse travestismo.

Gostaria de fazer um poderação: a rigor, talvez o melhor termo seria travestibilidade. Contudo, caso criássemos esse verbete, o termo travesti deveria ser mantido. Penso nisso no sentido de separar travesti de travestibilidade; transexual de transexualidade. Acompanhei a evolução dos termos transexual e transexualidade. O artigo atual sobre transexualidade está altamente completo e preciso de acordo com uma visão abrangente e minuciosa do assunto em termos genéricos da transexualidade. Ocorre, entretanto, que o tema tornou-se tão completo que praticamente ninguém consegue ler até o final e quem deseja apenas se informar sobre o que é um transexual acaba-se se perdendo no texto... Travesti e Transexual deveriam ser termos diretos e objetivos... travestibilidade e transexualidade deveriam ser textos abrangentes sobre o assunto. --Jirah (discussão) 00h41min de 30 de Abril de 2008 (UTC)
Eu ainda acredito na máxima de que a língua é construída pelo uso, e travestilidade já é um termo consagrado. O google que o diga! -- Aline de Freitas 10h20min de 30 de Abril de 2008 (UTC)

[editar] Redefinindo travesti

Estarei reescrevendo este artigo por completo dada sua total inacurabilidade.

Dentre os travestis existentes são mais conhecidos os travestis homossexuais masculinos, que podem atuar em casas de espetáculos, se prostituem nas ruas ou em bordéis, ou têm outras profissões, mas adotam no dia-a-dia ou com freqüência o visual feminino.

É uma visão absolutamente limitada e (inconscientemente) preconceituosa. Travestis como qualquer pessoa precisa lutar para sobreviver e dentre as formas que encontram para tal está a prostituição, o mundo dos espetáculos. Mas estes elementos não podem de forma alguma definir quem é a pessoa que identifica a si mesma como travesti.

Alguns travestis homossexuais masculinos tomam hormônios femininos e fazem implantes de silicone no rosto, nádegas, quadris e peito.

No próprio artigo desminto a idéia de que travestis sejam homossexuais masculinos, travestilidade é uma condição de gênero, nada a ver com homossexualidade. Questão de hormonização e silicone será explicada no decorrer do mesmo.

Existe uma versão debochada do travesti que são as "drag queens" que se travestem com roupas, perucas e maquiagem exageradas para reforçar o caráter caricatural e debochado.

Drag queen é diferente de travesti. A Drag queen é normalmente uma pessoa que vê a si mesma como homem, e que se traveste por profissão.

Existem travestis heterossexuais masculinos que se excitam ao usar roupas, perucas, lingerie, maquiagem e outros adereços femininos mas têm o desejo sexual predominantemente voltados para as mulheres, podendo contudo ter ou não excitação pela manipulação anal. Muitos desses travestis heterossexuais são casados e tem atitudes másculas no dia-a-dia. Em muitos casos as suas esposas participam e até ajudam o marido a praticar o travestismo. Em outros casos as esposas se mostram contrariadas ou chegam a romper o relacionamento ao saber das preferências do marido.

Mais uma vez a confusão entre gênero e orientação sexual. Travestis heterossexuais masculinos é ilógica definição. Esta expressão refere-se a pessoas com corpo biológico feminino que se identificam como homens e que se relacionam exclusivamente com mulheres. O trecho acima (descontada a referência para homossexualidade e a referência a supostas áreas exógenas) se refere a cross-dressers ou fetichistas transvestite.

Em muitas cidades do Brasil os admiradores de travestis têm se rotulado "T-Lover". As travestis são chamadas "bonecas", "t-gatas", "t-girls" e outros termos semelhantes. Na internet, têm proliferado as páginas, principalmente os blogs, que tomam os travestis como objeto temático. Em muitas dessas páginas, blogs em geral, experiências com travestis são objeto de comentários, embora o mais comum sejam a troca de fotos, telefones. Nesses espaços é comum discussões relativas à condição dos "t-lover". Note-se que essas pessoas não se consideram gays ou bissexuais, embora a concepção popular os veja assim.

Eu vou tentar incluir a questão dos t-lovers a partir de uma perspectiva que coloque não o olhar externo daquele que desconhece sobre o que se fala (como acima) mas a partir das discussões mais recentes e aceitas entre ativistas trans, teóricos de gênero e os próprios t-lovers.

Uma grande preocupação dos proprietários desses blogs tem sido a temática referente às doenças venéreas e a proteção no ato sexual, além da proliferação de casos de violência no relacionamento entre a travesti e seu cliente. É fato: o comum é a travesti ser tratada como uma garota de programa. Marginalizada pela sociedade, não lhe resta muitas alternativas senão a prostituição.

Aqui o trecho sugere como se todas as travestis fossem profissionais do sexo (...a travesti e seu cliente.). Tentarei explicar os mecanismos de marginalização sem jamais considerar a prostituição como regra para a condição social da travesti.

Lésbicas que se travestem de homem são pejorativamente chamadas de sapatão ou caminhoneiro.

Não tem lógica alguma a frase acima. Há mulheres lésbicas (pessoas que vêem a si mesmas como mulheres e se relacionam como mulheres) que adotam algumas posturas e vestimentas que são normalmente consideradas masculinas. Mais uma vez, îdentidade de gênero e orientação sexual nada têm em comum.

Alinefr 12:10, 20 Janeiro 2006 (UTC)

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