Disfagia

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A disfagia pode ser definida como dificuldade de deglutição[1] . Caracteriza-se por um sintoma comum de diversas doenças. Pode ser causada por alterações neurológicas como o acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame, outras doenças neurológicas e/ou neuromusculares e também alterações locais obstrutivas, como as doenças tumorais do esôfago.

Disfagia temporária é comumente observada em pacientes submetidos a cirurgia da coluna cervical via anterior.

O propósito fundamental da identificação da causa da disfagia consiste em selecionar o melhor tratamento que pode variar desde o tratamento de reabilitação fonoaudiológica, a alteração de consistência dos alimentos para evitar a aspiração do conteúdo para o pulmão e pode ter um foco completamente diferente como o cirúrgico no caso de doenças neoplásicas do esôfago.

Medidas adicionais paralelas ao diagnóstico das causas seria o de evitar, o máximo possível, as complicações da disfagia: desidratação, infecções pulmonares e subnutrição.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Os pacientes podem apresentar uma regurgitação nasal e tosse durante a deglutição, como resultado de uma anormalidade na transferência do bolo alimentar da cavidade oral para o esôfago. Freqüentemente, existem outros sinais de algum distúrbio neurológico associado, mesmo que sutil.

A presença de dor sugere a coexistência de um outro sintoma: a odinofagia. A disfagia pode afetar crianças, adultos e idosos, sendo mais comum nesta última faixa etária devido a maior prevalência das doenças causais.

Os pacientes com comprometimento da motilidade esofágica podem apresentar dor torácica e executar manobras, como deglutir repetidamente e a valsalva, que alivia a disfagia.

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas incluem a obstrução mecânica e os distúrbios na motilidade dos músculos da cavidade oral, da faringe ou esôfago. É útil distinguir a disfagia causada por doenças que afetam a orofaringe daquela que é devida a distúrbios esofágicos. Tipicamente, a obstrução mecânica é caracterizada inicialmente pela disfagia a sólidos e a orofaringea predomina a dificuldade de deglutir líquidos.

A causa pode estar associada a doenças neurológicas como paralisia cerebral, afasias e apraxias comuns no AVC mais conhecido como derrame, traumatismo craniano e diversos tipos de distrofias musculares. Neoplasias devem ser sempre investigadas dependendo do tipo de sintomatologia predominante e dos fatores de risco associados.

Grupos[editar | editar código-fonte]

A disfagia pode ser dividida em dois grandes grupos[2]  :

Disfagia Orofaríngea[editar | editar código-fonte]

A disfagia orofaríngea geralmente caracteriza-se por alteração das fases oral e faríngea da deglutição, geralmente causadas por doenças neurológicas. A causa mais comum de disfagia é o acidente vascular cerebral.

Nestes pacientes a dificuldade de deglutição ocorre predominantemente para líquidos em relação aos sólidos. Realiza-se a avaliação clínica (por exemplo, testes de consistências, de 0 a 5, sendo 0 a água e 5 alimentos sólidos). O exame videodeglutograma e a videofluoroscopia são exames complementares que ajudam a definir as consistências mais seguras no que tange ao menor risco de pneumonia de aspiração.

Disfagia Esofágica[editar | editar código-fonte]

A disfagia esofágica é mais freqüentemente devida a uma obstrução mecânica. Em muitos pacientes, é possível distinguir uma causa mecânica de uma anormalidade na motilidade através da obtenção de um histórico cuidadoso. A idade avançada, o tabagismo e o etilismo são fatores de risco frequentes para neoplasias do esôfago que caracteristicamente são causas destes tipos de disfagia, entre outros.

Disfagia Cardíaca[editar | editar código-fonte]

Em certas doenças, a aurícula esquerda dilata-se e pode comprimir o esófago, produzindo dificuldade a tragar.

Disfagia Botulínica[editar | editar código-fonte]

Em tratamentos de torcicolo com o uso da toxina botulínica tipo A, pode-se ocorrer disfagia devido à penetração da toxina nos músculos da faringe, próximos ao local das aplicações da toxina.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Dentre os tratamentos clínicos destaca-se o tratamento fonoaudiológico e a utilização de medicações. A reabilitação fonoaudiológica do paciente disfágico visa a obtenção de uma deglutição eficiente levando à melhora da qualidade de vida do paciente, além da prevenção de complicações.

O fonoaudiólogo dentro da equipe multidisciplinar é o profissional indicado para ajudar no diagnóstico, no prognóstico, assim como na reabilitação, prevenindo as possíveis complicações já citadas.

Referências

  1. Alberto Augusto A. Rosa | José Luiz M. F. Soares. Sintomas e Sinais na Pratica Médica: Consulta Rápida (em ). [S.l.]: artmed, 2006. p. 215. ISBN 978-85-363-0862-3. Visitado em 2 de Abril de 2013.
  2. al.], editors, Anthony S. Fauci ... [et. Harrison's manual of medicine. 17th ed.. ed. New York: McGraw-Hill Medical, 2009. p. 10. ISBN 0071477438. Visitado em 2 de Abril de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]