Disputa sobre o nome da Macedônia

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Macedónia (região)
Macedónia grega (azul) e República da Macedónia (vermelho).
   Macedónia (Grécia)    República da Macedónia

FYROM é um acrônimo da língua inglesa para Former Yugoslav Republic of Macedonia, que significa Antiga República Iugoslava da Macedônia no Brasil e Antiga República Jugoslava da Macedónia em Portugal. O nome e a sigla foram criados após o desmembramento da Iugoslávia/Jugoslávia como uma forma de se referir ao Estado independente da Macedônia.

Esta denominação é fruto da pressão exercida pela Grécia nos organismos internacionais, argumentando que o termo Macedônia/Macedónia refere-se a uma região em seu território e que ao usá-lo para nomear a antiga república iugoslava poderia suscitar reclamações territoriais consideradas inaceitáveis.[1]

Desta forma, a Grécia só concordou com a admissão da República da Macedônia (nome constitucional) na Organização das Nações Unidas sob o nome provisório de "Antiga República Jugoslava da Macedónia" (em inglês "the former Yugoslav Republic of Macedonia" - FYROM; em macedônio: Поранешна Југословенска Република Македонија - ПЈРМ) e assim a República da Macedónia tornou-se membro em 1993.[2]

As disputas sobre o uso do topônimo Macedônia/Macedónia continuam acesas entre greco-macedônios e eslavo-macedônios, mantendo-se a obrigatoriedade de usar a sigla FYROM como nome oficial da Antiga República Iugoslava da Macedônia.

A maioria das organizações internacionais adoptou a mesma convenção de nome, inclusive a OTAN[3] , o FMI e o COI. Porém, um número crescente de países têm abandonado a referência provisória da ONU, inclusive três dos cinco membros permanentes do conselho de segurança da ONU: Estados Unidos, Rússia e China. Noventa países já reconhecem o país como "República da Macedónia" ou simplesmente "Macedónia".

Controvérsia e conflito[editar | editar código-fonte]

Bandeira usada pela República da Macedônia, de 1992 a 1995.

O território da atual República da Macedônia foi anteriormente parte da Rumélia, província do Império Otomano até 1913. Em 1893, um movimento revolucionário pela libertação da Macedônia como uma entidade territorial separada começou, resultando no Levante Ilinden em 2 de agosto de 1903 (dia de Santo Elias). O fracasso do Levante Ilinden provocou uma mudança na estratégia da Organização Revolucionária Interna Macedônia, passando do revolucionário para o institucional. O movimento dividiu-se em dois ramos (um lutando pela Macedônia autônoma dentro do Império Otomano ou numa federação balcânica liderado por Jane Sandansky, e um segundo ramo apoiando a inclusão da Macedônia na Bulgária). Depois do Levante Ilinden, o movimento revolucionário cessou e abriu espaço para esquadrões sérvios, búlgaros e gregos no território da Macedônia. Estes esquadrões, frequentemente apoiados pela população local, com frequência atacavam o exército turco, colaborando para o colapso do Império Otomano. A situação de conflito de 1912 resultou na Primeira Guerra Balcânica, e a maior parte da Europa Otomana, inclusive o território da Macedônia, foi libertada dos otomanos.

Bandeira atual da República da Macedônia.

Em 1913, a Segunda Guerra Balcânica deixou como resultado a divisão da maior parte do território europeu do Império Otomano em quatro partes, entre Grécia, Sérvia, Bulgária e Albânia. A atual República da Macedônia foi então incluída na Sérvia. Em 1914, começou a Primeira Guerra Mundial e a Bulgária ocupou a Macedônia oriental e Vardar Macedônia, auxiliada pela Áustria-Hungria, derrotando os sérvios e criando um front em torno da parte grega da Macedônia. Portanto, a atual República da Macedônia era parte da Bulgária entre 1915-1918. Depois que a Bulgária assinou a capitulação, as fronteiras retornaram, com pequenos ajustes, à situação de 1913, e a atual República da Macedônia tornou-se parte do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Este período viu o primeiro reconhecimento da nação macedônia, pela Liga dos Comunistas da Iugoslávia, no terceiro congresso em Viena em 1926 e em 1936 Josip Broz Tito assumiu a liderança da Liga dos Comunistas da Iugoslávia. O Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos mudou seu nome em 1929 para Reino da Iugoslávia e a atual República da Macedônia foi incluída junto com a Sérvia do sul na província chamada Vardar Banovina.

O Reino da Iugoslávia deixou de existir em 1941 como consequência da Segunda Guerra Mundial. A Bulgária, como parte do Eixo, avançou dentro do território da atual República da Macedônia e na província grega da Macedônia. O território da atual República da Macedônia foi então incluído na Albânia búlgara e italiana.

O Movimento de Libertação Nacional da Macedônia começou oficialmente em 1941 no território da atual República da Macedônia. Em 2 de agosto de 1941 (dia de Santo Elias), homenageando os rebeldes do Levante Ilinden, a assembleia do povo constituiu o Estado macedônio como um estado federal dentro da estrutura da futura federação iugoslava. Em 1946, a República Socialista da Macedônia foi estabelecida como parte federal da recém-proclamada República Socialista Federativa da Iugoslávia, sob a liderança de Josip Broz Tito.

A questão do nome da república imediatamente gerou controvérsia com a Grécia, com preocupações sobre uma possível reivindicação territorial sobre a região costeira grega da Macedônia. O governo americano de Roosevelt expressou a mesma preocupação por Edward Stettinius em 1944.[nota 1] A imprensa grega e o governo grego de Andreas Papandreou continuaram a expressar a preocupação acima confrontando a visão da Iugoslávia[4] durante os anos 1980 e as revoluções de 1989.

Em 1995, com a mediação da ONU, Grécia e Macedônia celebraram um acordo no qual, até que a questão do nome da república fosse definitivamente resolvida, a Grécia não poderia impedir a Macedônia de aderir a organismos internacionais, sendo que a mesma deveria usar o acrônimo FYROM.

Entretanto, em 2008, a Grécia impediu a OTAN de convidar a Macedônia a aderir-lhe. Com este fato, a Macedônia interpelou a Corte Internacional de Justiça que, em 05 de dezembro de 2011, decidiu que a conduta grega não poderia se repetir.

Instada a se manifestar, a OTAN disse que não irá convidar a Macedônia a ingressar em seus quadros até que a questão do nome esteja definitivamente resolvida.

Posição grega[editar | editar código-fonte]

O nome constitucional do país República da Macedônia e o nome abreviado Macedônia quando referido ao país, pode ser considerado ofensivo pela maioria dos gregos, especialmente pelos habitantes da região grega da Macedônia. O governo grego oficialmente usa os termos eslavo-macedônios tanto para descrever a língua quanto os membros do grupo étnico, e a referência provisória da Organização das Nações Unidas para o país (the former Yugoslav Republic of Macedonia, que significa antiga República Iugoslava da Macedônia) pelas principais organizações internacionais, inclusive a ONU. As razões oficiais para isso, como descrito pelo ministro grego das relações internacionais, são:

"A questão do nome FYROM não é simplesmente uma disputa sobre fatos históricos e símbolos. É um problema com dimensões regionais e internacionais, considerando que FYROM está exercendo uma política de irredentismo e reclamações territoriais alimentada pela falsificação da história e pela usurpação da herança histórica e nacional da Grécia. Na sua atual forma, a questão do nome FYROM surgiu em 1991, quando FYROM declarou sua independência sob o nome de República da Macedônia. Historicamente, o nome Macedônia refere-se ao estado e civilização dos antigos macedônios, os quais sem dúvida são parte da herança nacional e histórica da Grécia e não têm relação de qualquer tipo com os residentes da FYROM, que são eslavos por descendência e chegaram à região do antigo Reino da Macedônia num estágio muito posterior. Geograficamente, o termo Macedônia refere-se a uma região maior que inclui porções dos territórios de vários estados balcânicos (principalmente Grécia, FYROM e Bulgária). Porém, a maior parte da Macedônia geográfica coincide com a área da antiga Macedônia Grega, a qual fica dentro das fronteiras da Grécia moderna. Cerca de 2,5 milhões de cidadãos gregos atualmente vivem na parte grega da Macedônia, cujos habitantes são chamados e considerem a si mesmos "macedônios" desde tempos imemoriais. A questão do nome originou-se no pós-Segunda Guerra Mundial, quando Josip Broz Tito separou a área então conhecida como Vardar Banovina (agora FYROM) da Sérvia, garantindo-lhe o status de república dentro da nova Iugoslávia federal, com o nome de República Socialista da Macedônia, concorrentemente promovendo a doutrina de uma nação macedônia separada. Obviamente, a razão mais importante da opção de promover a doutrina do macedonismo com claro desacordo com a realidade geográfica da maior região da Macedonia era seu desejo de ganhar acesso ao mar Egeu cultivando a reunificação de todos os territórios macedônios…

O lado grego clama por:

  1. A adoção de uma nome composto definitivo com a qualificação geográfica do termo Macedônia, para todos os propósitos (erga omnes) e para todos os usos, de forma a evitar confusão com a Macedônia grega e por um fim ao irredentismo e aspirações territoriais da FYROM,
  2. que FYROM genuinamente renuncie à usurpação da herança histórica e nacional do povo grego.
  3. Apoio de uma solução definitiva pelo Conselho de Segurança da ONU, para assegurar respeito à sua implementação.


O atual primeiro-ministro e líder do partido governista grego PASOK, George Papandreou declarou "em janeiro de 2002, quando ele era ministro das relações exteriores, estava próximo a um acordo com a liderança de Skopje sobre o uso de "Горна Македонија" ("Gorna Makedonija" - "Macedônia Superior" em eslavo-macedônio). Os outros partidos e os ex-presidentes da república, disse ele, foram informados, mas o processo de solução não funcionou devido ao conflito macedônico de 2001."[5]

As preocupações gregas podem ser analisadas como segue:

Preocupações históricas[editar | editar código-fonte]

Greco-macedônios protestam em Melbourne em abril de 2007, carregando símbolos descritivos das preocupações históricas sobre a disputa do nome e outros com o Sol de Vergina.

Os gregos argumentam que o nome Macedônia é historicamente inseparável da cultura grega, desde o antigo Reino da Macedônia e dos antigos macedônios. Eles portanto consideram que somente os gregos têm o direito histórico de usar o nome atualmente, uma vez que os modernos eslavos do sul chegaram à região 1000 anos após aquele reino, não tendo nenhuma relação com os antigos Macedônios ou com a cultura grega.[6]

Esforços por eslavo-macedônios para construir uma narrativa de continuidade étnica ligando-os aos antigos Macedônios de várias maneiras[7] e as ações simbólicas de tais reivindicações, tal como o uso público do Sol de Vergina como bandeira da República da Macedônia, ou a renomeação do aeroporto de Skopie como "Aeroporto Alexandre o Grande"[8] enfrentam grande crítica do lado grego, muito da mídia internacional que trata da assunto, e mesmo de visões políticas moderadas na própria República da Macedônia.[nota 2] [nota 3] [nota 4] De acordo com notícias em jornais, há planos para uma estátua de "oito andares" de altura de Alexandre o Grande a cavalo a ser construída no centro da cidade de Skopie.[9] A Grécia tem caracterizado o esforço, como o ministério do exterior comentando sobre o tamanho da estátua como "inversamente proporcional à seriedade e à verdade histórica".[9] [10] O projeto recebeu críticas pela União Europeia, chamando-o "não colaborativo"[9] bem como de arquitetos e acadêmicos eslavo-macedônios[10] e políticos comentando sobre o resultado anti-estético e semântico de tal ação.

Alguns gregos enfatizam a tardia emergência da nação macedônia, frequentemente apontando a 1944 como a data de sua "artificial" criação sob Josip Broz Tito, descontando raízes anteriores nos séculos XIX e início do século XX.[11] A visão grega também reforça que o nome Macedônia é um termo geográfica e historicamente usado para referir-se à parte sul e grega da região, e não ou apenas marginalmente ao território da atual república. Eles também notam que o território não foi chamado de Macedônia como entidade política até 1944.

Um número de historiadores internacionais e clássicos junto com muitos gregos tem feito campanha pelas preocupações internacionais com respeito à disputa do nome refletida na política americana..[12] [13] [14]

Preocupações territoriais[editar | editar código-fonte]

A região da Macedônia como percebida por irredentistas. Alguns nacionalistas étnicos macedônios, inclusive no nível oficial, têm expressado reivindicações territoriais, além da Vardar Macedônia (hoje República da Macedônia), ao que eles referem como "Macedônia Egeia" (Macedônia grega), Macedônia Pirin Bulgária, "Gora e Prohor Pchinski" (Sérvia), "Mala Prespa e Golo Brdo" (Albânia), apesar do fato que gregos, búlgaros, sérvios e albaneses formam a maioria da população de cada região, respectivamente.

Durante a Guerra Civil Grega, em 1947, o ministro grego de Imprensa e Informação publicou um livro, Ἡ ἐναντίον τῆς Ἑλλάδος ἐπιβουλή ("Projetos para a Grécia"/He enantíou tes Helládos epiboulé), de documentos e discursos sobre a questão macedônia, muitos deles traduções de oficiais iugoslavos. O livro relata Josip Broz Tito usando o termo "Macedônia Egeia" (para referir-se à província grega da Macedônia) em 11 de outubro de 1945, no início da Guerra Civil Grega; o documento original arquivado em "GFM A/24581/G2/1945". Para Atenas em 1947, o "novo termo, Macedônia Egeia" (também "Macedônia Pirin") foi introduzido pelos iugoslavos. Contextualmente, esta observação indica que isso era parte da ofensiva iugoslava contra a Grécia, com reivindicação territorial sobre a província grega da Macedônia, mas Atenas pareceu não dar importância ao próprio termo.

O representante de Tito na Macedônia, general Tempo (Svetozar Vukmanovic), recebeu crédito por promover o uso dos novos nomes regionais da Macedônia para propósitos irredentistas. Preocupações sobre implicações territoriais do uso do termo foram expressadas em 1944 por diplomatas americanos .[15]

A Grécia suspeita que a República da Macedônia tenha reivindicações territoriais sobre a província grega da Macedônia. Esta tem sido uma preocupação da Grécia por décadas. Desde 1957, o governo grego expressou preocupação sobre alegadas ambições iugoslavas de criar uma "independente" "República Popular da Macedônia" com capital na cidade grega de Tessalônica.[16]

Loring Danforth descreve o objetivo de uma "livre e independente Macedônia", incluindo territórios gregos e búlgaros "liberados" por uma parte de nacionalistas macedônios radicais, enquanto macedônios étnicos mais moderados reconhecem a inviolabilidade das fronteiras, mas consideram a presença de macedônios étnicos nos países vizinhos como questão de proteção de minorias.[17]

Analistas gregos[18] e políticos[19] têm expressado preocupações de que observadores ocidentais tenham a tendência de olhar superficialmente ou não entender a severidade da ameaça territorial e tendam a entendem o conflito como uma disputa trivial sobre um nome.[18] [19]

Posição eslavo-macedônia[editar | editar código-fonte]

Auto-determinação e auto-identificação[editar | editar código-fonte]

Skopje rejeita muitas das objeções de Atenas devido ao que lhe parecem erros nas reivindicações gregas.

De acordo com o governo em Skopje, a preservação do nome constitucional para uso doméstico e internacional é de suprema importância. O país assegura que isso não repousa exclusivamente na reivindicação do termo Macedônia seja no sentido histórico como geográfico,[20] várias demonstrações e protestos na República da Macedônia[21] e na diáspora dos eslavo-macedônios. Os eslavo-macedônios sentem que seu direito de autodeterminação é violado pelo que eles consideram a rejeição do nome pelos gregos e seu país. A Academia de Artes da Macedônia sugere:

"E os atuais eslavos estão vivendo lá (Macedônia) por um período de 1400 anos. É muito natural que os eslavos balcanizados que têm vivido continuamente na Macedonia sejam chamados de macedônios e sua língua de "macedônica." [22]

Perspectiva Histórica[editar | editar código-fonte]

De uma perspectiva histórica, acadêmicos da República da Macedônia culpam a Grécia por reivindicar propriedade sobre um reino antigo (o Reino da Macedônia) o qual, em sua visão, não era grego, clamando que estudos históricos propõem que há um considerável grau de distância política e cultural entre gregos antigos e macedônios[23] . Esta visão contrasta drasticamente com aquela dos autores gregos, que apontam para dados históricos vistos como evidência dos antigos macedônicos identificados como gregos e falando grego. Oficialmente, os eslavo-macedônios clamam continuidade com a Macedônia antiga, baseado em que a população da Macedônia teria se miscigenado com os eslavos invasores depois de sua chegada nos séculos VI e VII, mas retendo o nome Macedônia e elementos de sua cultura e tradições.[24]

O nome Macedônia continuou em uso como termo geográfico e político através das eras antiga, romana, medieval e moderna. Ainda mais, o uso antigo do Sol de Vergina como símbolo que precede a divisão étnica do presente.[25]

O argumento da legitimidade também estende à visão que muito do sul (isto é, Macedônia Grega) só teria sido totalmente helenizada por meios políticos nos tempos modernos. Eslavo-macedônios podem argumentar que eles têm uma reivindicação mais legítima ao nome Macedônia que muitos macedôniso gregos, que são descendentes de imigrantes gregos estabelecidos na Macedônia vindos de regiões como Anatólia, Épiro e Trácia durante o início do século XX.

Notas

  1. Quote "a possible cloak for aggressive intentions against Greece" ,from Wikiquote q:Edward R. Stettinius
  2. Kiro Gligorov, primeiro presidente da República da Macedônia: "Nós somos eslavos que vieram à esta área no século VI [...] nós não somos descendentes dos antigos Macedônios". (Foreign Information Service Daily Report, Eastern Europe, 26 February 1992, p. 35) - "Nós somos Macedônios mas somos eslavo-macedônios. Isto é o que nós somos! Nós não temos conexão com Alexandre o Grande e sua Macedônia[...] Nossos ancestais vieram para cá nos séclos V e VI (d.C.) (Toronto Star, 15 March 1992
  3. Gyordan Veselinov, diplomata da República da Macedônia: "Nós não somos relacionados aos gregos do norte que produziram líderes como Filipe e Alexandre o Grande. Nós somos um povo eslavo e nossa linguagem é relacionada proximamente ao búlgaro[...] Há alguma confusão sobre a identidade do povo de meu país" (Ottawa Citizen, 24 February 1999)
  4. Denko Maleski, ministro do exterior da Macedônia de 1991 a 1993, e embaixador nas Nações Unidas de 1993 a 1997: "A ideia que Alexandre o Grande pertence a nós, estava na mente de alguns grupos políticos somente! Estes grupos eram insignificantes nos primeiros anos de nossa independência mas o grande problema é que as velhas nações balcânicas aprenderam a legitimar-se por sua história. Nos Bálcãs, se você quer ser reconhecido como nação, você precisa ter 3000 anos de história. Assim se você nos faz inventar uma história, nós a inventamos![...] Vocês nos forçaram às armas dos nacionalistas extremos que hoje reivindicam que nós somos descendentes de Alexandre o Grande!" (Numa entrevista para o canal de TV Grega Mega, November 2006)

Referências

  1. FLOUDAS, Demetrius Andreas; "A Name for a Conflict or a Conflict for a Name? An Analysis of Greece's Dispute with FYROM”,. 24 (1996) Journal of Political and Military Sociology, 285. Página visitada em 2008-02-11.
  2. ONU - Former Yugoslav Republic of Macedonia - FYROM.
  3. North Atlantic Treaty Organization (em en). Página visitada em 10/05/2009. "Os membros da OTAN com exceção da Turquia reconhecem a República da Macedônia como a antiga República Iugoslava da Macedônica. A Turquia reconhece a República da Macedônia pelo seu nome constitucional."
  4. RADIO FREE EUROPE Archive
  5. Eleftherotypia. George's "No" to Nimitz proposals. Página visitada em 2007-06-25.
  6. Hellenic Republic, Ministry of Foreign Affairs. Former Yugoslav Republic of Macedonia (FYROM) — The Name Issue. Página visitada em 17 July 2006.
  7. Official site of the Embassy of the Republic of Macedonia in London. An outline of Macedonian history from Ancient times to 1991. Página visitada em 19 October 2006.
  8. Kathimerini. A stir over name of Skopje’s airport. Página visitada em 2007-01-02.
  9. a b c Alexander the Great's statue stirs Balkan passions. Associated Press,.
  10. a b Jasmina Mironski. Macedonia's great Alexander statue vexes Greece. The Sydney Morning Herald,.
  11. DANFORTH, Loring, The Macedonian Conflict: Ethnic Nationalism in a Transnational World, p. 56
  12. BalkanInsigth.com, Obama Urged to End “Silliness” over Macedonia
  13. Athens News Agency, Scholars dismiss Skopje claims as 'silliness' in letter to Obama
  14. Note: referring to this Letter to President Barack Obama
  15. U.S STATE DEPARTMENT, Foreign Relations Vol. VIII Washington D.C. Circular Airgram (868.014/ 26 December 1944)
  16. Greek Macedonia "not a problem", The Times (London), 5 August 1957
  17. DANFORTH, Loring M.. How can a woman give birth to one Greek and one Macedonian?. [S.l.: s.n.]. Página visitada em 2007-01-02.
  18. a b FLOUDAS, Demetrius Andreas; "Pardon? A Name for a Conflict? FYROM's Dispute with Greece Revisited” (PDF). in: Kourvetaris et al. (eds.), The New Balkans, East European Monographs: Columbia University Press, 2002, p. 85.
  19. a b Dora Bakoyannis, Macedonia and NATO: The View From Athens, International Herald Tribune, 31 March 2008.
  20. Annual address of the President of the Republic of Macedonia, Mr. Branko Crvenkovski in the Assembly of the Republic of Macedonia, on 2005-12-22, Retrieved on 2007-05-11.
  21. Eurominority. Macedonians protest Concil of Europe decision on their Country's name. Página visitada em 2007-01-02.
  22. Council for Research into South-Eastern Europe of the Macedonian Academy of Sciences and Arts, Skopje, 1993
  23. Macedonia.org (2003). A concise History of Macedonia (em inglês). Macedonia.org. Página visitada em 21 de março de 2010.
  24. Republic of Macedonia, Ministry of foreign affairs. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  25. COWAN, p. 18Macedonia: the politics of identity and difference. Pluto Press, 2000. ISBN 0-7453-1589-5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]