Distrito Federal (Brasil)
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Nota: Se procura outros distritos federais, veja Distrito Federal.
| Distrito Federal | |
| Hino: Hino do Distrito Federal | |
| Gentílico: brasiliense | |
| Localização | |
| - Região | Centro-Oeste |
| - Estados limítrofes | Goiás e Minas Gerais |
| - Mesorregiões | 1 |
| - Microrregiões | 1 |
| - Regiões administrativas (RA's) | 31 |
| Sede do governo | Palácio do Buriti, no Plano Piloto |
| Governo | 2011 a 2015 |
| - Governador(a) | Agnelo Queiroz (PT) |
| - Vice-governador(a) | Tadeu Filippelli (PMDB) |
| - Deputados federais | 8 |
| - Deputados distritais | 24 |
| - Senadores | Cristovam Buarque (PDT) Gim Argello (PTB) Rodrigo Rollemberg (PSB) |
| Área | |
| - Total | 5 801,937 km² (27º) [1] |
| População | 2010 |
| - Estimativa | 2 562 963 hab. (20º) |
| - Densidade | 441,74 hab./km² (1º) |
| Economia | 2008 |
| - PIB | R$117,572 bilhões (8º) |
| - PIB per capita | R$45 873,47 (1º) |
| Indicadores | 2008[2] |
| - Esper. de vida | 75,6 anos (1º) |
| - Mort. infantil | 16,3‰ nasc. (4º) |
| - Analfabetismo | 4,0% (1º) |
| - IDH (2005) | 0,874 (1º) – elevado[3] |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | tropical Aw |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-DF |
| Site governamental | http://www.gdf.df.gov.br |
O Distrito Federal é uma das 27 unidades federativas do Brasil, onde se localiza a capital federal, Brasília, fundada em 21 de abril de 1960. Foi construída em três anos e dez meses, através de um projeto do presidente Juscelino Kubitschek de mudança da capital nacional do município do Rio de Janeiro para o centro do país. Até a criação de Brasília, a capital federal localizava-se na cidade do Rio de Janeiro, antecedida por Salvador.[4]
No período colonial brasileiro a área fazia parte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, sob comando do donatário Jorge Figueiredo Corrêia.[5] Porém, com o fim das Capitanias no Brasil, surgiram diversas cidades na Região, incluíndo Ilhéus e, mais tarde, a própria Brasília, construída por iniciativa do Presidente Juscelino K. de Oliveira.[6]
Durante o Império, o equivalente ao Distrito Federal era o município neutro, onde se situava a corte, no Rio de Janeiro. Depois da Proclamação da República o Rio de Janeiro tornou-se a capital federal, que somente no início da década de 1960 foi transferida para o centro do Brasil, no leste do estado de Goiás. Quando de sua transferência, o território onde se localizava a capital foi provisoriamente o estado da Guanabara (de 1960 a 1975). O Distrito Federal manteve inicialmente sua estrutura político-administrativa, permanecendo até hoje com o prestígio de instituições centenárias e uma capital com menos de meio século.[4]
Com a reordenação republicana do território brasileiro, as províncias passaram a estados e cada um deles passou a ser uma unidade da Federação. Quase todos os estados surgiram das províncias de mesmos nomes, exceto o Distrito Federal e outros estados criados pela divisão territorial, como por exemplo a divisão de Goiás, em que o território norte passou a ser o estado do Tocantins e o sul permaneceu Goiás.[4]
Índice |
[editar] Etimologia
O topônimo Distrito Federal é uma semelhança brasileira em relação ao Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos. No Brasil Império, a cidade do Rio de Janeiro denominava-se Município Neutro da Corte a partir de 1834.[7] Após a Proclamação da República, em 1891, quando da promulgação da Constituição Federal de 1891, passou a se chamar Distrito Federal, mantendo a antiga capital imperial como sede do novo regime político.[8] Com a mudança dos três poderes do Sudeste para o Centro-Oeste do Brasil, Brasília passou a sediar o novo Distrito Federal propriamente dito, de acordo com a Constituição de 1946.[8]
O gentílico tanto do Distrito Federal como de Brasília é denominado brasiliense ou candango. Este último foi originalmente usado para se referir aos trabalhadores que, em sua maioria proveniente do Nordeste, migravam à futura capital para sua construção. Uma das vertentes diz que o termo "candango" era usado pelos africanos para designar os portugueses. A denominação é derivada de uma língua africana e significa "ordinário, ruim",[9] embora alguns dicionários apontem como de origem duvidosa.[10]
[editar] História
[editar] Antecendentes
A cidade de São Salvador foi a primeira sede administrativa do Brasil durante o período que vai de 1578 a 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro.[11] Os participantes da Conjuração Mineira de 1798 defendiam que a capital do país deveria ser a cidade de São João Dei Rei, enquanto os nordestinos da revolução de 1817 defendiam que a capital do Brasil deveria ficar no Nordeste e nas proximidades do mar.[12] Mesmo com todas essas divergências, havia o consenso de que o Brasil deveria ter uma cidade como sede administrativa, que facilitasse o desenvolvimento do país, assim como sua defesa. Contudo, já havia preferências para que esta sede funcionasse no interior do pais, pois haveria, nesse caso, muitas vantagens, como a centralização dentro do Brasil e ficar menos predisposta às invasões estrangeiras que aconteciam com mais freqüência na zona litorânea e durante o período da colonização brasileira, ficando assim menos viáveis os ataques de países vizinhos à futura capital brasileira. O sonho com Brasília, a capital federal, começou a existir a partir de 1823, na primeira Constituinte no Império Brasileiro, com uma proposta feita por José Bonifácio de Andrada e Silva, que defendeu a mudança da capital para uma região mais central no país, mostrando as vantagens de se construir a capital em uma das vertentes do rio São Francisco. Durante a defesa de sua proposta, ele até sugeriu o nome da cidade tal qual conhecemos hoje. Porém, somente partir de 1839 iniciou-se uma reflexão sobre a construção de uma cidade no cerrado do planalto central, nas proximidades do rio São Francisco. Em 1852, essa questão despertou o ínteresse do historiador Varnhagen, que defendeu essa idéia em vários artigos, reunidos em um pequeno bloco de textos, com o nome A Questão Da Capital Marítima ou no Interior. Para a sua satisfação pessoal, Varnhagen, em 1877, fez a primeira visita prática ao local, onde definiu o lugar mais apropriado para a construção da futura capital. Um triãngulo formado pelas lagoas Feia, Formosa e Mestre d'Armas. A construção da Capital Federal ficou consolidada no art. 3° da Constituição da República de 1891, que estabelece:[13]
| Fica pertencente à União, no Planalto Central, uma zona de 14.000 km², que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal | — Artigo 3º da Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1891
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Floriano Peixoto, o segundo presidente da república, pretendendo dar continuidade ao que tinha sido determinado pelo texto da Constituição, estabeleceu, em 1892, a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil que foi chefiada pelo geógrafo Luís Cruls. Este, após seu retorno, apresentou um relatório, no qual delimitava uma área retangular, no mesmo ponto definido por Varnhagen, a qual ficou conhecida como Retângulo Cruls. Após essa expedição, devido às dimensões desse empreendimento, o plano de construção foi um pouco esquecido, porém, com a vitória da revolução de 1930, o assunto voltou à tona.[13]
[editar] Centenário da Independência do Brasil
Em 1922 uma comissão do Governo Federal estabeleceu a localização no cerrado goiano, mas o projeto ficou engavetado. No dia do centenário da Independência, o presidente Epitácio Pessoa mandou erigir no Morro do Centenário, em Planaltina, um obelisco com os seguintes dizeres:
| Sendo Presidente da República o Exmo. Sr. Dr. Epitácio da Silva Pessôa, em cumprimento ao disposto no decreto 4494 de 18 de janeiro de 1922, foi aqui collocada em 07 de setembro de 1922, ao meio-dia, a Pedra Fundamental da Futura Capital Federal dos Estados Unidos do Brasil |
[editar] Interiorização da capital federal
Em 1946 uma comissão chefiada por Poli Coelho atestou a excelente qualidade do lugar já preestabelecido para a construção. Em 1954, outra comissão, chefíada pelo general José Pessoa, finalizou os estudos já realizados e definiu que a área da futura capital seria o espaço delimitado pelos rios Preto e Descoberto e pelos paralelos 15°30 e 16°03, que abrangia áreas territoriais de três municípios goianos. Em 1955, durante um comício na cidade de Jataí, Juscelino Kubitschek, que em seus discursos sempre defendia o respeito à Constituição e às leis, foi perguntado se respeitaria, se eleito, a Constituição e mudaria a capital federal para o Planalto, de acordo com o que ela determinava. Juscelino respondeu que cumpriria com o que a Constituição decretava. Em 1956, após ser eleito para a presidência da República brasileira, Juscelino Kubitschek, por iniciativa própria, enviou ao congresso uma mensagem propondo a criação da Companhia Urbanizadora na Nova Capital (NOVACAP) Após a aprovação do Congresso para esse projeto, em setembro do mesmo ano, o presidente sancionou a lei que criou empresa. Com isso, a NOVACAP, de caráter público, foi incumbida de planejar e executar a construção da capital federal na região delimitada pelo general José Pessoa. Após um concurso público que selecionaria o plano-piloto da cidade, uma comissão julgadora escolheu o projeto urbanístico do arquiteto Lúcio Costa, que foi aprovado, como lei, por unanimidade na Câmara e no Senado. Com isso, também foi oficializado o nome Brasília, bem como a escolha do projeto arquitetónico de Oscar Niemeyer. Em 2 de outubro de 1956, Juscelino Kubitschek assinou, no local da futura capital federal, o primeiro ato, nomeando Mário Meneghetti como ministro da Agricultura, ocasião em que proclamou o seguinte:[13]
| Deste planalto central desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos sobre o amanhã do meu país e ante vejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino |
Nesse mesmo ano deu-se inicio às obras, sob a fiscalização de Oscar Niemeyer e Israel Pinheiro. Formou-se, então, o Núcleo Bandeirante, com candangos (trabalhadores que atuaram na construção de Brasília vindos, inicialmente, de Goiás, Minas Gerais e principalmente do Nordeste. Os trabalhos de terraplanagem foram iniciados em novembro de 1956. Trinta mil operários construíram Brasília em 41 meses. Israel Pinheiro foi nomeado prefeito da capital em 17 de abril de 1960, um pouco antes da sua inauguração, ocorrida em 21 de abril de 1960, data escolhida em homenagem a Tiradentes, por Juscelino Kubitschek. Indicado pelo presidente da República, o primeiro governador do Distrito Federal foi Hélio Prates. Em 1987, ano em que Brasília é declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO, a Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte aprovou a autonomia política do Distrito Federal, o que resultou, pela promulgação da Constituição em 1988, nas eleições diretas para governador, vice-governador e 24 deputados distritais. O primeiro governador eleito pelo voto direto foi Joaquim Roriz, que teve o seu mandato compreendido de 1988 a 1990.[13]
[editar] Século XXI
Nas eleições de 2006, o senador José Arruda (PFL/DEM) foi eleito governador em primeiro turno. Em março de 2008, entrou em vigor a lei que isenta o pagamento de despesas com funeral quando houver a doação de órgãos de uma pessoa morta.[15]
Em 29 de novembro, a veiculação de imagens de deputados do Distrito Federal e do governador José Roberto Arruda recebendo dinheiro vivo, em um escritório particular, deflagraram um escândalo político de corrupção. Arruda desligou-se do partido.[15]
Nas eleições de 2010, Agnelo Queiroz foi eleito governador no segundo turno, com 66,10% dos votos válidos, contra a sua adversária Weslian Roriz, que ficou com 31,50%.[16]
[editar] Geografia
O Distrito Federal é uma unidade federativa diferente das demais, pois não é um estado, nem um município. É, na realidade, um território autônomo dividido em regiões administrativas. Com exceção de Brasília, Capital Federal, as outras regiões administrativas são conhecidas como cidades-satélites e possuem uma certa autonomia em suas administrações, pois para cada uma delas é nomeado um administrador.[17]
Brasília, Capital Federal, é uma cidade planejada que foi projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, possui o formato de um avião, o que engloba as asas sul e norte, os lagos sul e norte, o cruzeiro novo e velho; o octogonal e o setor sudoeste são organizados de forma que empresas de mesmo segmento econômico fiquem na mesma área da Cidade. Em sua grande maioria, os órgãos do governo federal encontram-se localizados na asa sul, na norte e no lago sul.[17]
[editar] Relevo e hidrografia
O seu relevo é constituído por planaltos, planícies e várzeas, características típicas do cerrado, que possui terreno bem plano ou com suaves ondulações. Sua altitude varia de 600 m a 1.100 m acima do nível do mar, e o ponto mais alto é o Pico do Roncador com 1 341 m, localizado na serra do Sobradinho.[17]
Em sua localização, o Distrito Federal ocupa uma posição privilegiada, pois divide as principais bacias hidrográficas do país, que são: a bacia do Paraná, a bacia do Tocantins-Araguaia e a bacia do rio São Francisco.[17]
[editar] Clima
O clima é predominantemente tropical sazonal, com uma estação chuvosa e quente (verão), normalmente compreendida entre outubro e março, e outra fria e seca (inverno), compreendida entre abril e setembro. Os índices de umidade giram em torno de 25% no inverno e 68% no verão, o que culmina em um clima típico do cerrado. A temperatura média é muito agradável, na maior parte do ano, com variações que vão de 13°C até 27°C, constituindo uma temperatura média anual que gira em torno de 20°C. A média das precipitações anuais ficam entre 1.200 mm e 1.800 mm.[17]
[editar] Vegetação
A vegetação do Distrito Federal, caracterizada pelo cerrado, é o resultado de um longo processo de evolução, no qual as plantas buscaram adaptar-se às difíceis condições ambientais como: pouca água, falta de umidade no ar e acidez no solo. Em virtude disso, as principais vegetações do Distrito Federal são o cerrado, vegetação composta por árvores de galhos e caules grossos e retorcidos, distribuídos de uma forma esparsa, onde também existem gramíneas, várias espécies de capins, que se desenvolvem embaixo das árvores e umas espécies semi-arbustivas; a mata ciliar composta por florestas estreitas e densas, formadas ao longo do leito dos rios e riachos, por encontrarem solos mais férteis e com boa umidade, o que proporcionam o bom desenvolvimento dessas espécies, e os brejos, que são localizados nas nascentes de água onde desenvolve-se em grandes proporções o buriti. Entre as espécies de plantas que ficam mais em evidência, podemos destacar os ipês amarelo e roxo, a pindaíba e o óleo vermelho, o pau-santo, a gabiroba, o araçá e a sucupira.[17]
Diferentemente de outras regiões brasileiras, durante o período dos meses de verão, o Distrito Federal adquire uma paisagem muito verde, porém, durante os meses de inverno, o capim seca e praticamente todas as árvores mudam suas folhagens, cada árvore ao seu tempo, de modo que não acontece de todas as árvores de uma mesma espécie trocarem de folhas, todas ao mesmo tempo.[17]
[editar] Ecologia e fauna
Durante a elaboração do projeto para a Construção de Brasília houve uma grande preocupação e cuidado com a relaçâo ao trinômio cidade-natureza-homem, para que nessa cidade houvesse equilíbrio ambiental entre esses três elementos, objetivando o mantimento de um alto padrão na qualidade de vida dos seus habitantes Isto é evidente quando observamos que a relação área verde por habitante ê a maior do país. Desde sua construção até os dias de hoje, há uma série de medidas adotadas para que seja mantido equilíbrio ambiental e para que sejam preservados os recursos naturais existentes na região. Essas medidas resultaram na criação de várias unidades de conservação ambiental, bem como em áreas protegidas arnblentalmente e reservas ecológicas, além da criação do Parque Nacional de Brasília. Chega a apresentar uma fauna com mais de 60 000 espécies diferentes, destacando-se a onça-pintada, suçuarana, veado-campeiro, lobo-guará, tamanduá-bandeira e tatu-canastra.[17]
[editar] Demografia
O crescimento demográfico se situa em 2,82 % anual. A densidade média é de 410,8 hab./km e a taxa de urbanização, uma das mais altas do país, alcança 94,7% Relativamente ao desenvolvimento socioeconômico são significativos os valores dos seguintes indicadores: a mortalidade infantil é de 17,8‰; a taxa de analfabetismo alcança 4,7% entre as pessoas maiores de 15 anos e o número de leitos hospitalares é de 3 777. Além disso quase a totalidade da população tem acesso à água corrente e à rede de esgoto.[17]
[editar] Etnias
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), a população brasiliense está composta por brancos (49,15%), negros (4,80%), pardos (44,77%), asiáticos (0,39%) e indígenas (0,35%).[18]
[editar] Religião
Tal qual a variedade cultural verificável no Distrito Federal, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado[18]. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos brasilienses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras.[18]
De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Distrito Federal está composta por: católicos (66,16%), protestantes (19,50%), pessoas sem religião (8,64%), espíritas (2,69%), budistas (0,14%), muçulmanos (0,03%), umbandistas (0,15%) e judeus (0,03%).[18]
[editar] Política
A política e a administração do Distrito Federal distinguem-se das demais unidades da federação, em alguns pontos particulares, conforme definido na Constituição do Brasil de 1988:[19]
- O Distrito Federal rege-se por lei orgânica, típica de municípios, e não por uma constituição estadual. Acumula as competências legislativas reservadas aos estados federados e municípios, não vedadas pela Constituição.
- O Poder Legislativo do Distrito Federal é exercido pela Câmara Legislativa, com 24 deputados distritais eleitos;
- O caráter híbrido do Distrito Federal é observável por sua Câmara Legislativa, mistura de Câmara de Vereadores (Poder Legislativo Municipal) e Assembleia Legislativa (Poder Legislativo Estadual), sendo que o chefe do Poder Executivo é um governador, em vez de um prefeito.
O Distrito Federal possui autonomia para instituir e arrecadar tributos próprios aos estados, como o imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS), imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito (ITCMD); e aos municípios, como o imposto predial e territorial urbano (IPTU), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS ou ISSQN) e Imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI).
[editar] Subdivisões
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Ver página anexa: Regiões administrativas do Distrito Federal
A Constituição de 1988, em seu Art. 32, veda expressamente a divisão do DF em municípios[19]. O Distrito Federal é dividido em 31 regiões administrativas (das quais apenas 19 são reconhecida pelo IBGE[20], por as fronteiras das regiões restantes ainda não terem passado por aprovação na Câmara Legislativa de Brasília[21]). A principal é a região administrativa de Brasília.
As regiões administrativas foram, no passado, chamadas de cidades-satélite (atualmente, alguns consideram este termo pejorativo). No Brasil, a ideia de cidade está intimamente ligada à de sede de município. Porém, no Distrito Federal, são chamados de "cidades" os diversos núcleos urbanos sedes das regiões administrativas. Alguns destes núcleos são mais antigos do que a própria Brasília, como Planaltina, que era município de Goiás antes de ser incorporado ao Distrito Federal, e Brazlândia, fundada na década de 1930.
[editar] Economia
A economia do Distrito Federal está baseada na pecuária (criação de bovinos, suínos, equinos, asininos, muares, bubalinos, coelhos, ovinos, aves e apicultura); agricultura permanente (plantação de abacate, banana, café, goiaba, laranja, limão, mamão, manga, maracujá, tangerina, urucum e uva) e temporária (cultivo de abacaxi, algodão, alho, amendoim, arroz, batata-doce, batata-inglesa, cana-de-açúcar, cebola, feijão, mandioca, melancia, milho, soja, sorgo granífero, tomate e trigo); indústria alimentícia, pesqueira, extrativistas, de transformação, produção e distribuição elétrica e de gás, indústria de transporte e imobiliária; comércio e serviço.[17]
[editar] Infraestrutura
[editar] Transportes
O Distrito Federal é atendido principalmente por transporte coletivo de ônibus. O principal ponto de saída e chegada de ônibus urbanos no DF é a Rodoviária do Plano Piloto, que liga o centro de Brasília a todas as outras regiões administrativas e ao entorno.
Um novo terminal rodoviário interestadual foi inaugurado em julho de 2010, às margens da BR-450 (também conhecida como EPIA, Estrada Parque Indústria e Abastecimento).
Outras regiões administrativas possuem terminais rodoviários interurbanos, como Taguatinga e Gama. A maioria, entretanto, possui apenas terminais urbanos, que normalmente funcionam como pontos finais de linhas urbanas, com alguma linha direta para a rodoviária do Plano Piloto.
Inaugurado em 2001, o Metrô de Brasília atende apenas algumas localidades do Distrito Federal (Asa Sul, Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia). Sua demanda vem crescendo a cada ano.
O Distrito Federal é servido pelas seguintes rodovias federais:
[editar] Educação
| Ano | Português | Redação |
|---|---|---|
| 2006[22] Média |
37,96 (7º) 36,90 |
52,74 (7º) 52,08 |
| 2007[23] Média |
54,06 (5º) 51,52 |
56,90 (4º) 55,99 |
| 2008[24] Média |
43,61 (7º) 41,69 |
60,12 (6º) 59,35 |
O ensino médio no Distrito Federal obtém um resultado no ENEM acima da média nacional desde 2006.
[editar] Cultura
Em função da construção de Brasília e em busca de melhores condições de vida, muitas pessoas vieram de todas as regiões do país. Por conta disso, a cidade possui diferentes costumes, sotaques e culturas. Brasília não possui uma cultura de características próprias, porém dessa mistura, e com o passar do tempo surgiu sua identidade cultural. Muitas pessoas acreditam que Brasília possui atributos misticos. Os religiosos, por exemplo, acreditam que a capital federal é resultado de uma profecia, mostrada a Dom Bosco em 30 de agosto de 1883, através de um sonho, no qual ele relata que entre os paralelos 15° e 20° havia uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um lago. Então, repetidamente, uma voz assim falou que quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. A segurança pública de Brasília é a que possui maior efetivo e é mais moderna do país. Nessa cidade, o metro quadrado de área residencial é o mais caro do país. Como foi uma cidade planejada, Brasília possuí um vasto patrimônio arquitetônico que compreende desde a própria estrutura da cidade até seus prédios públicos e monumentos. Brasília possui outros destaques, como a torre de TV com vista panorâmica, a Catedral, o Catetinho, as feiras de artesanato, o Jardim Botânico e o Autódromo Internacional Nelson Piquet.[25]
[editar] Particularidades
O Distrito Federal é uma unidade atípica da Federação, com as seguintes particularidades:
- O Distrito Federal não é nem estado nem município, nem se divide como tal, mas possui administração autônoma.
- As aglomerações urbanas fora do Plano Piloto são denominadas regiões administrativas (ou cidades-satélites), e sua administração é exercida através de nomeação do governador do Distrito Federal.
- É o menor território autônomo do Brasil – com apenas 5.783 km², que equivale a 26% da área de Sergipe, o menor estado brasileiro.
- O Distrito Federal não tem capital, tendo como local da sede de governo a região administrativa de Brasília.
- O Palácio do Buriti é a sede do governo.
- As áreas de educação, saúde e segurança Pública (polícias civil e militar e o corpo de bombeiros militar) e o poder judiciário são mantidos pela União, por meio de fundo constitucional.
- Apesar do Distrito Federal ser subdividido em regiões administrativas, todo e qualquer cidadão que seja nascido dentro dos limites distritais é Brasiliense.
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
- ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
- ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
- ↑ a b c Guia do Turista (2010). Distrito Federal - Apresentação (em português). Guia do Turista. Página visitada em 4 de fevereiro de 2012.
- ↑ Blog do Gusmão: http://www.blogdogusmao.com.br/v1/tag/capitania-de-sao-jorge-dos-ilheus/
- ↑ HJO Brasil: http://www.hjobrasil.com/ordem.asp?secao=1&categoria=132&subcategoria=611&id=3703
- ↑ Klick Educação (2006). Rio, município neutro (em português). Klick Educação. Página visitada em 4 de fevereiro de 2012.
- ↑ a b Governo do Distrito Federal (2010). História do Distrito Federal (em português). Governo do Distrito Federal. Página visitada em 4 de fevereiro de 2012.
- ↑ Verbete "Candango" (em português). Dicionário Informal (12 de setembro de 2008). Página visitada em 4 de fevereiro de 2012.
- ↑ Dicionário Priberian. Página visitada em 15 de outubro de 2010.
- ↑ "Distrito Federal: História". Enciclopédia Barsa Universal volume 3. (2009). São Paulo: Barsa Planeta Internacional. pp.1012.
- ↑ "Distrito Federal: História". Enciclopédia Barsa Universal volume 3. (2009). São Paulo: Barsa Planeta Internacional. pp.1012-1013.
- ↑ a b c d "Distrito Federal: História". Enciclopédia Barsa Universal volume 3. (2009). São Paulo: Barsa Planeta Internacional. pp.1013.
- ↑ SENRA, Nelson. (org.) Veredas de Brasília: as expedições geográficas em busca de um sonho. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.
- ↑ a b CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2011. p. 679.
- ↑ BORGES, Laryssa (31 de outubro de 2010). Agnelo Queiroz é eleito governador do DF com 66,10% (em português). Terra Notícias. Página visitada em 5 de janeiro de 2012.
- ↑ a b c d e f g h i j "Distrito Federal: Geografia". Enciclopédia Barsa Universal volume 3. (2009). São Paulo: Barsa Planeta Internacional. pp.1012.
- ↑ a b c d Roberto Cavararo (2006). Síntese de Indicadores Sociais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Arquivado do original em 23 de agosto de 2011. Página visitada em 23 de agosto de 2011.
- ↑ a b BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 - Título III, Capítulo V: Do Distrito Federal e dos Territórios.
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Unidade Territorial: 53 - Distrito Federal
- ↑ Mader, H. (2011). DF pode ganhar novo mapa. Correio Braziliense, 28/09/2011. Reproduzido em Clipping do Ministério do Planejamento de 28/09/2011 (acesso em 28/09/2011).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ "Distrito Federal: Geografia". Enciclopédia Barsa Universal volume 3. (2009). São Paulo: Barsa Planeta Internacional. pp.1014.
[editar] Bibliográficas
- CAETANO, Nilson F. Apostila Alub/Pré-vestibular. Editora Exato. Caderno IV, p. 2 (Geografia). Brasília-DF, 2004.
[editar] Ver também
- Brasília
- Antigo Distrito Federal
- Plano Piloto de Brasília
- Planalto Central (proposta de unidade federativa)
- Lista de governadores do Distrito Federal
- Lista de estados do Brasil por índice de Gini - Indicador de desigualdade da distribuição de renda
[editar] Ligações externas
- Governo do Distrito Federal
- Página do Governo Distrital: Regiões Administrativas, Datas Importantes e Legislação
- Brasília: Regiões Administrativas