Ditado popular

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Ditado popular é uma frase de popular, com um texto mínimo de autor anónimo que é várias vezes repetido e se baseia no senso comum de um determinado meio cultural, como por exemplo: “O seguro morreu de velho”.

Ditado é a expressão que se mantém imutável através dos anos, constituindo uma parte importante de cada cultura.

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Exemplos [editar]

“SANTO DO PAU OCO”

Expressão que se refere à pessoa que se faz de boa, mas não é. Nos séculos XVIII e XIX os contrabandistas de ouro em pó, moedas e pedras preciosas utilizavam estátuas de santos ocas por dentro. O santo era “recheado” com preciosidades roubadas e enviado para Portugal.


“NÉVOA BAIXA, SOL QUE RACHA”

Ditado muito falado no meio rural. A Climatologia o confirma. O fenômeno da névoa ocorre geralmente no final do inverno e começo do verão. Conhecida também como cerração, a névoa fica a baixa altitude pela manhã provocando um aumento rápido da temperatura para o período da tarde.


“SEM EIRA NEM BEIRA”

Significa pessoas sem bens, sem posses. Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Na região nordeste este ditado tem o mesmo significado mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.


- Um por todos, todos por um;


- Quem ri por último, ri melhor;


- Cigarra cantou, calor chegou;


- Quando se aproxima temporal, gado se junta no curral;


- Cão que late não morde;


- Homem prevenido vale por dois;


- Quem vai ao mar avia-se em terra;


- De pequenino se torce o pepino;


- Águas passadas não movem o moinho;


- Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura;


- Quem tem boca vai a Roma;


- Ele pesca peixe de olho no gato;


- Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça para baixo e perde o canto;


- Quem com ferro fere, com ferro será ferido;


- Em terra de cego, quem tem um olho é rei;


- Rei morto, rei posto;


- Em boca calada, não entra mosquito;


- Beleza não põe mesa;


- O apressado come cru;


- A curiosidade matou o gato;


- A pressa é inimiga da perfeição;


- Amor com amor se paga;


- À noite, todos os gatos são pardos;


- A união faz a força;


- Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.

Ver também [editar]

a vingança é um prato que se come frio

Bibliografia [editar]

  • Adagios, proverbios, rifaõs, e anexins da lingua portugueza, tirados dos melhores autores nacionaes, e recopilados por ordem alfabetica por F.R.I.L.E.L. Nova ed. correcta e augmentada. Lisboa, Na Typ. Rollandiana, 1841.

Ligações externas [editar]