Ditirambos de Dionísio

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Ditirambos de Dionísio
Dionysos Louvre Ma87 n2.jpg
estátua do deus Dionísio, no Museu do Louvre
Autor (es) Friedrich Nietzsche
Idioma Alemão
Assunto poemas
Género Poesia
Tradutor Paulo Cézar de Souza
Lançamento 1891
ISBN 978-85-8086-396-3 (e-book em edição conjunta com "O Anticristo", e 978-85-359-0962-3 (edição impressa)

Os Ditirambos de Dionisio (Dionysos-Dithyramben, no original) constituem a única recolha de poemas de carácter lírico composta por Friedrich Nietzsche.[1] Terminados em 1888, foram publicados em um único volume apenas em 1900, depois da morte do autor.

Referindo-se à dicotomia proposta por Nietzsche entre o carácter apolíneo e dionisíaco da arte, proposta em "A Origem da Tragédia", os poemas desta recolha fazem a apologia da sedução estética e sensorial característica da figura do deus tomado como referência (Dioniso).

Histórico da publicação[editar | editar código-fonte]

É uma coleção de nove poemas escritos no outono de 1888 por Friedrich Nietzsche sob o pseudônimo de Dionísio. Os primeiros seis poemas (Em meio às Aves de Rapina, Os Signos de Fogo, O Sol se põe, Último desejo, Glória e Eternidade e Na pobreza dos mais ricos) foram publicados na edição de 1891 Assim Falou Zaratrusta. Outros três poemas (Lamento de Ariadne, Não Louco! Apenas um poeta! e Entre as Filhas do Deserto) são composições alteradas levemente das encontradas primeiramente em Zaratustra. Glória e Eternidade foi publicado no fim do ano de 1908 na primeira edição de Ecce Homo; no entanto, agora é considerada parte integrante e indispensável dos "Ditirambos".

Dedicatória[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1889, durante sua demência, Nietzsche esboçou "dedicatórias" dos "Ditirambos de Dionísio" para Catulle Mendès, um poeta, crítico e romancista francês do parnasianismo e autor do libreto da opereta Isoline composta por André Messager, a qual fez sua estreia no Théâtre de la Renaissance em Paris em 26 de dezembro de 1888, no qual afirma sua alta consideração por Mendes, chamando-o de des grössten und ersten Satyr, der heute lebt—und nicht nur heute ("O maior e primeiro de todos os sátiros de hoje - e não apenas hoje").

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências