Dividir para conquistar

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Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar) (derivado do grego: διαίρει καὶ βασίλευε), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera) e imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo.[1] Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedónia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira.[2]

Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia politica, cita "divide et impera" como um princípio comum na política. O uso desta técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que juntas poderiam ser capazes de se opor ao seu governo. Sendo assim, o governante precisa evitar que os diferentes grupos e populações se entendam, pois uma união poderia causar uma oposição forte demais. Maquiavel cita uma estratégia militar parecida no livro IV de A Arte da Guerra (Dell'arte della guerra), dizendo que um capitão deve se esforçar ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou dando-lhe motivos para separar suas forças, enfraquecendo-as.[3] [4]

O uso da estratégia de dividir para conquistar foi atribuída a diversos governantes, desde Luís XI de França até a Casa de Habsburgo. Basicamente, os elementos dessa técnica envolvem:

  • criar ou estimular divisões entre os indivíduos com o objetivo de evitar alianças que poderiam desafiar o soberano
  • auxiliar, promover e dar poder político para aqueles que estão dispostos a cooperar com o soberano
  • fomentar a inimizade e desconfiança entre os governantes locais
  • incentivar gastos sem sentido que reduzem a capacidade de gastos políticos e militares

Referências