Divino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Divino
Divino MG Cachoeira.jpg

Bandeira desconhecida
Brasão de Divino
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 25 de janeiro
Fundação 25 de janeiro de 1939
Gentílico divinense
Lema Decus et Labore ("Honra e Trabalho")
Prefeito(a) Mauri Ventura Do Carmo (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Divino
Localização de Divino em Minas Gerais
Divino está localizado em: Brasil
Divino
Localização de Divino no Brasil
20° 36' 50" S 42° 08' 56" O20° 36' 50" S 42° 08' 56" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008[1]
Microrregião Microrregião de Carangola IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São João do Manhuaçu, Luisburgo, Orizânia, Santa Margarida, Pedra Bonita, Fervedouro, Carangola, Espera Feliz e Caparaó.[2]
Distância até a capital 350 km
Características geográficas
Área 338,716 km² [3]
População 19 131 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 56,48 hab./km²
Altitude 650 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,692 médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 116 173,595 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 5 820,61 IBGE/2008[6]
Página oficial

Divino (Divino Espírito Santo) é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2010 era de 19.131 habitantes. Divino está a 20 km da cidade de Carangola e a 320 km de Belo Horizonte.

História[editar | editar código-fonte]

Divino era uma terra de índios da tribo goitacases e em 1833 foi desbravada por "brancos" que se dedicavam a agricultura. O povoado foi fundado por um grupo de moradores que decidiram sair em excursão, descendo pelo atual ribeirão São João do Norte, que ainda é uma região de fazendas, até alcançar o rio Carangola.

Caminharam pela margem do rio e no caminho sentiram fome e no local que pararam e comeram, eles ergueram a bandeira com as insígnias do Divino Espírito Santo, por serem religiosos.

Naquele local construíram uma capela, que deu origem ao povoado. Em 23 de setembro de 1882, pela Lei Provincial nº 2.905, o povoado foi elevado a distrito com a denominação de Divino Espírito Santo e confirmado em 14 de setembro de 1891 pela Lei Estadual nº 2.

Em 7 de setembro de 1923, após aprovada a Lei Estadual nº 843, o nome do distrito é alterado para Divino de Carangola, uma vez que o distrito pertencia ao município vizinho, Carangola.

Já em 17 de dezembro 1938, uma data a ser lembrada por todos, houve a emancipação do município e então ganhou o nome de Divino.

Nos dias atuais, há em Divino uma grande esperança de crescimento, um município que hoje é sustentado pela prática agropecuária, pecuária, está aos poucos se desenvolvendo.

O último senso realizado pelo IBGE em 2007, revelou que Divino tinha uma população de 19.245 pessoas, numa área territorial de 338,716 km².

== Geografia ==

Patrimônio Cultural[editar | editar código-fonte]

Tombamentos[editar | editar código-fonte]

Conjunto Paisagístico Pedra Santa[editar | editar código-fonte]

A região do Conjunto Paisagístico da Pedra Santa, localizada na zona rural do município de Divino, está inserida na Zona da Mata, compreendendo bioma original de Mata Atlântica, sendo que a vegetação sofreu diversas intervenções antrópicas e supressões devido às explorações agropecuárias ocorridas no início de sua colonização. O Conjunto localiza-se a uma cota altimétrica média de 800 metros em relação ao nível do mar (IBGE-1979- Folha SF-23-B-VI-2-Carangola. Escala 1/50. 000), e conta com uma área de 55 hectares de extensão e altura elevada, atingindo 990 metros de altitude em seu topo, com difícil acesso devido às irregularidades da topografia do local.

Ao longo de toda a extensão da Pedra Santa são abundantes as ocorrências de vegetação rasteira, pequenos arbustos e pastagens, ocorrendo fragmentos isolados de mata de transição, com predominância de espécies de cerrado. O padrão de explorações agropecuárias que se estabeleceu na região no início de sua colonização acarretou contínuas derrubadas de matas, que foram então substituídas pelas culturas que viriam a ser tradicionais na região, como cafeicultura e cana-de-açúcar. A vegetação em equilíbrio com o relevo e o clima, originalmente era caracterizada pela floresta tropical, prolongamento do planalto mineiro da Mata Atlântica.

Atualmente, a vegetação encontrada no Conjunto Paisagística da Pedra Santa compreende espécies rasteiras, gramíneas, arbustos e pastagens. As matas reduzem-se a pequenas manchas e capoeiras nas encostas, apresentando alguns fragmentos de cerrado e mata de transição em bom estado de conservação. A cobertura vegetal dominante é o capim gordura (Melins minutiflora), com manchas descontínuas de sapé (Imperata brasiliense). Matas secundárias, formando capoeiras, ocupam descontinuamente pontos isolados no Conjunto.

Na sua composição florestal, as espécies mais comuns são: angico, jequitibá, cedro, peroba e canela. A região é amplamente utilizada como pastagem de bovinos de proprietários das terras vizinhas, podendo ser freqüentemente observada a presença de gado e eqüinos nas áreas que circundam e permeiam a formação rochosa. Cercas de arames foram instaladas até a cota de aproximadamente 860 metros de altitude, para a proteção dos rebanhos.

Um fato relevante quanto à biodiversidade local, é a presença de inúmeras espécies de fungos e líquens, principalmente observados sob maiores altitudes. A fauna local é caracterizada pela diversidade ornitológica. Não há evidências de habitação por animais silvestres na região, uma vez que por apresentar pouca diversidade de espécies vegetais, a fauna silvestre sofre grande pressão de perda de ambiente. Indícios de presença de tatus (Dasypous sp) que habitam a região do Conjunto foram registrados, visto que foram encontradas tocas dos mesmos em alguns locais durante o percurso.

Neste local está localizada a capela construída na década de 50 por fazendeiros locais no intuito de preservar a “água milagrosa” (referência que os moradores fazem ao afloramento de água), e tornar-se local de celebrações religiosas.

A capela é uma edificação de pequeno porte, com aproximadamente 2,20 m de altura, construída sobre um platô de rocha, na cota altimétrica de aproximadamente 870 metros, apresentando revestimento interno e externo na cor branca. Em seu interior foi construído um pequeno altar, e uma “baia” para a proteção da nascente de água que ali é encontrada.

Segundo depoimentos de pessoas que freqüentam o local, o nível de água da nascente no interior da capela permanece o mesmo, independente dos fatores abióticos que possam interferir no nível da mesma. Além da capela, no topo da Pedra Santa, a aproximadamente 938 mts de altitude, há um Cruzeiro que também representa a cultura religiosa do local, sendo local de celebrações religiosas.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. [1].
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado de Minas Gerais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.