Djémila

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Janeiro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Pix.gif Djémila *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

GM Djemila Roman Theatre01.jpg
Teatro romano de Djémila
País  Argélia
Critérios C (iii)(iv)
Referência 191
Coordenadas 36º 19' 14" N 5º 44' 12" E
Histórico de inscrição
Inscrição 1982  (6ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Djémila, a bela em árabe é considerada desde 1982, pela UNESCO, como património da humanidade.

Localizada na costa Norte e a Este de Argel, na Wilaya de Setif, 900 m acima do nível do mar, Djémila foi uma pequena vila montanhosa originária de um assentamento Berberes no final do século I, durante o curto reinado do imperador Nerva, um veterano da colónia romana, entre 96 e 98 d.C.

Actualmente, Djémila alberga o maior número de ruínas romanas a Norte de África. É reconhecida também por grande parte das mesmas encontrarem-se em bom estado de preservação, sendo que o museu contíguo ainda mantém grande parte dos excelentes mosaicos.

Conhecida entre os romanos como Cuicul Númida, foi erguida inicialmente como uma guarnição de armamento militar, passando mais tarde a transformar-se num grande mercado comercial onde os recursos agrícolas contribuíam para a prosperidade da cidade sendo também a matéria-prima essencial na sua economia.

O desenvolvimento da cidade derivado ao aumento da área cultivada foi notório durante os séculos II a IV. O clima característico da região costeira do Norte de África fez com que grande parte da região fosse considerada como o “Celeiro de Roma”.

De forma a poder expandir-se a cidade voltou-se para sul criando habitações privadas e públicas como o Arco de Caracala e o templo de Gens Septimia.

No século III,durante o reinado do imperador Caracala, foi retirada parte da muralha defensiva e construído um novo fórum. Este encontrava-se rodeado de edificações maiores do que as que rodeavam o antigo fórum. Foram construídas também termas e uma miniatura de fonte de Meta Sudans representativa da originária em Roma.

O terreno existente dentro das muralhas impedida a construção fazendo com que excepcionalmente o anfiteatro que tinha capacidade para cerca de três mil pessoas fosse construído fora das muralhas da cidade. Mais tarde, por volta do século IV, fora-lhe acrescentado também um baptistério, uma basílica e também uma residência episcopal.

A leste encontrava-se a Cúria e a norte o capitólio e ainda na quadra central podiam ser vistos os templos de Vénus Genetrix e também o Macellum.

Após a queda do Império Romano do ocidente, no século V, a região foi dominada pelos Vândalos, Bizantinos e mais tarde os Muçulmanos, que apelidaram Cuicul como Djémila, que significa Bela em árabe. A cidade era um belo exemplo dos costumes urbanísticos que eram criados em condições romanas.

Os Vândalos estabeleceram-se em Djémila por pouco tempo, sendo que os Bizantinos recuperaram a cidade em cerca 553 d.C. As escavações começaram em torno de 1909 e continuaram até 1957. Os artefactos mais importantes descobertos desde então estão expostos no Museu de Djémila.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]