Djalminha

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Djalminha
Informações pessoais
Nome completo Djalma Feitosa Dias
Data de nasc. 9 de dezembro de 1970 (43 anos)
Local de nasc. Santos,  Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Altura 1,76 m
Canhoto
Apelido Djalminha
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Meia, Ponta-esquerda
Clubes de juventude
Brasil Flamengo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1989-1993
1993-1994
1994
1994-1995
1995-1997
1997-2004
2002-2003
2004
Brasil Flamengo
Brasil Guarani
Japão Shimizu S-Pulse
Brasil Guarani
Brasil Palmeiras
Espanha Deportivo La Coruña
Áustria Austria Wien (emp.)
México América-MEX
0133 000(28)
0051 000(28)
0011 0000(4)
0045 000(19)
0088 000(47)
0137 000(38)
0012 0000(3)
0004 0000(1)
Seleção nacional
1996-2002 Brasil Brasil 0014 0000(6)

Djalma Feitosa Dias, mais conhecido como Djalminha (Santos, 9 de dezembro de 1970), é um ex-futebolista brasileiro, que atuava como Meia-esquerda.

É filho de Djalma Dias, também jogador da Seleção Brasileira.

Tinha como características principais de um Meia clássico: o domínio de bola preciso, além de dribles desconsertantes e passes/lançamentos milimétricos demonstrando toda sua técnica e criatividade.

Djalminha jogou no Flamengo, Guarani e Palmeiras, mas foi no Deportivo, da Espanha, onde passou grande parte da carreira.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Flamengo: de revelação a campeão Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Formado nas divisões de base do Flamengo, Djalminha fez seu primeiro jogo, entre os profissionais, em uma partida contra o América-RJ, válida pelo Campeonato Carioca de 1989.

No ano seguinte, fez parte do elenco vencedor da Copa do Brasil de Futebol de 1990 juntamente com companheiros dos juniores vencedores da Copa SP do mesmo ano. Curiosamente sete campeões participaram dos jogos contra o Botafogo na final do Campeonato Brasileiro de 1992, que rendeu o penta brasileiro ao clube: Fabinho, Júnior Baiano, Piá, Nélio, Paulo Nunes, Marcelinho Carioca e Djalminha.

Em 1991 o time começou a jogar no formato tático que lhe daria o penta campeonato brasileiro no ano seguinte, com Gaúcho centralizado na área como referência no ataque e 2 pontas: Marcelinho Carioca ou alternadamente Paulo Nunes pela ponta-direita e Nélio ou alternadamente Djalminha pela ponta-esquerda. [2]

Tinha um futuro promissor na Gávea, contudo, após uma discussão e troca de empurrões, com o então companheiro de equipe Renato Gaúcho em 1993, viu-se longe dos holofotes e da Seleção Brasileira, onde era nome cotado para a Copa América de 1993, deixando o clube pela porta de trás.

Recomeço e brilho no Guarani[editar | editar código-fonte]

Do Flamengo seguiu para um recomeço no Guarani em 1993, tendo permanecido duas temporadas no clube de Campinas, e sendo o grande armador do time, apesar de a equipe contar com outros bons jogadores como Zanata, Edu Marangon e seu companheiro de divisões de base Rubro-negra Fábio Augusto antes de se transferir para o futebol japonês.

Não se adaptando à vida no Japão, no mesmo ano em que saiu, retornou ao Guarani. Em seu retorno compôs o famoso trio na história do Bugre, na Meia armando jogadas e fazendo gols juntamente com as então revelações do clube Amoroso e Luizão.

Cérebro do Palmeiras: Dream Team[editar | editar código-fonte]

Em 1995, Djalminha foi contratado pela multinacional Parmalat para jogar no Palmeiras, e ganhou reconhecimento por brilhar ao armar jogadas com uma qualidade ímpar, roubando a cena em meio a um elenco que à época, repleto de grandes jogadores como Cafú, Júnior, Flávio Conceição, Rivaldo, Müller e Luizão.

Com esse timaço, o Palmeiras venceu o Campeonato Paulista de Futebol de 1996, quando seu ataque atingiu a histórica marca de 102 gols anotados. Mais tarde, Djalminha chegaria a declarar que aquela fora a melhor equipe pela qual já havia atuado, em toda sua carreira.

O esperado reconhecimento na Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

A carreira de Djalminha atingiu seu ápice, em 1997, quando foi Meia da Seleção Brasileira, que disputou e conquistou a Copa América. A partir deste seu sucesso na Seleção, o reconhecimento internacional acabou rendendo-lhe a passagem para a Europa, mais precisamente para a Espanha, onde veio a defender o Deportivo la Coruña, de 1997 a 2002.

Conquistando a Europa e o mau desfecho com o técnico[editar | editar código-fonte]

Na Galícia, tornou-se ídolo, após a conquista inédita do Campeonato Espanhol de 1999/00. Entretanto, na temporada 2002, o temperamento de Djalminha tornou a atrapalhar sua carreira, visto que, durante um treino, ao desentender-se com seu treinador, agrediu-o com uma cabeçada. Naturalmente, foi afastado da equipe e negociado com um clube da liga austríaca, o Austria Wien.

Queda na seleção brasileira[editar | editar código-fonte]

Porém, o pior de tudo foi que a notícia de seu ato indisciplinar também acabou repercutindo em seu futuro na Seleção Brasileira. Antes cotado para a disputa da Copa do Mundo de 2002, Djalminha acabou ficando de fora dos planos do técnico Luís Felipe Scolari, dando lugar ao então novato Kaká na Seleção Brasileira. Seu ciclo na Seleção foi finalizado com apenas catorze chances e seis gols.[3]

Brilhando nos frios gramados da Áustria e a aventura no México[editar | editar código-fonte]

Em 2003, após uma temporada inteira na Áustria conquistando a copa e a liga deste país na mesma temporada, apesar do desejo austríaco, não foi possivel exercer o direito de compra de seu passe devido ao alto valor de seu salário que era irreal para realidade do futebol austríaco. Voltou então ao Deportivo la Coruña, após especulações de um possível retorno ao Palmeiras, que então encontrava-se na Série B. Por fim, um ano mais tarde, encerrou sua carreira após se ver sem contrato e se dizer desestimulado com as propostas que surgiam, apos uma passagem curta no América do México, aos 34 anos de idade.

Cavadinha[editar | editar código-fonte]

Djalminha foi o jogador responsável por executar a primeira cobrança estilo cavadinha no Brasil, tornando-a conhecida do público brasileiro. Por esse motivo, muitos torcedores acreditam que o jogador tenha sido o inventor desse estilo de bater penalti. Na verdade, a cavadinha foi criada ainda em 1976, pelo jogador tcheco Antonín Panenka, na final do Campeonato Europeu de 1976.

Djalminha executou a cavadinha pela primeira vez em um jogo do Guarani contra o Internacional de Porto Alegre, sendo o goleiro adversário, na ocasião, o argentino Goycochea, famoso por ser grande pegador de penaltis. Seu estilo de cobrança foi depois adaptado por Marcelinho Carioca, e hoje é muito utilizado no futebol mundial, sendo executado inclusive em uma final de Copa do Mundo, pelo craque francês Zidane. No Brasil, o jogador que mais lança mão desse recurso é o uruguaio Loco Abreu.

Pós-carreira[editar | editar código-fonte]

Após parar de jogar, profissionalmente, Djalminha passou a dedicar-se ao showbol, uma modalidade diferente de futebol de salão.

No Mundialito de Showbol de 2006, realizado na cidade de Jerez de la Frontera, na Espanha, Djalminha foi o artilheiro da competição, vencida pelo Brasil. De quebra, ainda foi eleito o melhor jogador daquele campeonato.

Em 2007, no primeiro Torneio Rio-São Paulo de Showbol, Djalminha jogou pelo Flamengo, ao lado de velhos companheiros dos tempos de juniores no rubro-negro.

Em julho de 2009, ele conquistou com o Flamengo o Campeonato Brasileiro de Showbol diante do Santos, com o placar de 11 a 8. No dia 30 de abril de 2010 voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro de Showbol pelo Flamengo, derrotando o Corinthians por 9 a 7, e dando o bicampeonato ao clube carioca.

Em 2012 disputará o campeonato paulista de Showbol pelo Guarani, reeditando o trio Djalminha, Amoroso e Luizão.

No inicio de 2014, Djalminha exerce agora a função de comentarista no programa Jogo Aberto, para o Rio de Janeiro, Distrito federal e Amazonas.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Parte da crítica e do público enquadra Djalminha em um grupo não muito feliz de craques ditos injustiçados com poucas chances na Seleção Brasileira tendo, inclusive, ficando fora de Copas do Mundo. Além de Djalminha em 1994 e 1998, apontam Neto em 1990 e Alex em 2002 e 2006, e mais recentemente Ronaldinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar (todos em relaçao a copa de 2010) nesse mesmo hall. [4] [5] [6]

Em entrevista ao programa Bem Amigos, o ex-lateral-direito Cafú que jogou 4 Copas do Mundo pela Seleção Brasileira e com diversos craques tanto pelo país quanto por grandes clubes europeus, afirmou que Djalminha foi o jogador mais habilidoso que já viu jogar. Em suas palavras "o que o Djalminha fazia com a bola era uma coisa impressionante. No dia-a-dia, nos treinamentos..." - dando a entender que era um gênio em tempo integral, não craque de momento. [7]

Jogos[editar | editar código-fonte]

Ano[8] Clube[9] Jogos[10] Gols[11]
1989 Flamengo Brasil 2 0
1990 Flamengo Brasil 41 7
1991 Flamengo Brasil 26 3
1992 Flamengo Brasil 28 7
1993 Flamengo Brasil 32 11
1993 Guarani Brasil 20 7
1994 Guarani Brasil 31 21
1994 Shimizu S-Pulse Japão 11 4
1995 Guarani Brasil 45 19
1996 Palmeiras Brasil 60 32
1997 PalmeirasBrasil 35 13
1997 DeportivoEspanha 26 8
1998 DeportivoEspanha 34 8
1999 DeportivoEspanha 33 10
2000 Deportivo Espanha 30 12
2001 DeportivoEspanha 31 1
2002 Austria Wien Áustria 12 3
2003 Deportivo Espanha 20 2
2004 América México 10 1
Total de jogos Total de gols média gols x jogo
528 170 0,32
  • Obs: as estatísticas dos clubes contabilizam todas as competiçoes (de clubes), inclusive amistosos pelo Deportivo
Gols pela Seleção Brasileira
Data Adversário Quantidade[3]
13 de novembro de 1996 Flag of Cameroon.svg Camarões 1
13 de maio 1997 Flag of Norway.svg Noruega 1
13 de junho de 1997 Flag of Costa Rica.svg Costa Rica 2
26 de junho de 1997 Flag of Peru.svg Peru 1
06 de fevereiro de 2002 Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 1

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo
Palmeiras
Seleção Brasileira
La Corunha
Austria Wien
America do Mexico
Flamengo em Showbol

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]