Djedefré

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Djedefré.

Djedefre ou Radjedef, foi um faraó egípcio, filho e sucessor imediato de Quéops. Sua mãe é desconhecida. Seu nome significa "Duradouro como ". Djedefré foi o primeiro rei a usar o título "O Filho do Deus Sol" como parte da titulação real, o que é visto como uma indicação da crescente popularidade do culto ao deus Sol, Ra.

Ele casou com sua meia-irmã Hetepherés II, o que pode ter sido necessário para legitimar suas pretensões ao trono, uma vez que sua mãe fora um das menores mulheres de Quéops. Ele também teve outra esposa, Khentetka, com quem teve ao menos três filhos: Setka, Baka e Hernet, e uma filha: Neferhetepes. Esses filhos são atestados por fragmentos estatuários encontrados no templo mortuário em ruínas, junto à pirâmide.

Djedefré ordenou a construção da sua pirâmide em Abu Roach, diferente de seu pai e, mais tarde, de seus sucessores, que construíram suas pirâmides na necrópole de Gizé. A pirâmide de Djedefré, Abu Rawash, possuía aproximadamente 66,2 metros de altura e 106 metros de comprimento. Entretanto, diferente das de seus familiares, sua pirâmide encontra-se em ruínas atualmente. A existência dessas ruínas foi descoberta no início do século XX, por um arqueólogo francês.

No local, foram encontradas diversas estátuas do faraó, todas com deteriorações, com a face depredada e parcialmente quebradas. Por esse motivo, a suposição inicial e que perdurou por muitos anos era a de que Djedefré havia rompido com sua família após assassinar o irmão Kawab, que seria o sucessor de Quéops, para assumir o trono após a morte de seu pai, e assim construiu sua pirâmide em um local de diferente do resto de sua família. Acreditava-se também que seu irmão, Quéfren, o teria assassinado, tomado o trono e destruído tudo relativo ao irmão: suas estátuas e sua pirâmide.

Entretanto, estudos mais recentes, realizados nas últimas décadas têm comprovado uma visão diferente. No início, acreditava-se que o governo de Djedefré houvesse durado apenas oito anos, de acordo com o Papiro de Turim. Mas informações encontradas na necrópole de Gizé mostram que, na verdade, seu reinado durou entre 22 e 23 anos. Isso pôs abaixo a teoria de que Djedefré poderia não ter tido tempo de terminar sua pirâmide, justificando a existência única de escombros. Hoje a teoria mais aceita e com maior número de evidências é a de que a pirâmide tenha sido saqueada pelos romanos durante o governo do imperador Otaviano, uma vez que a pirâmide fora construída com um grande número de rochas de granito, material valioso na época.

No início, crê-se que Djedefré queria revestir sua pirâmide inteira de granito, mas isso não foi possível considerando que a fonte do material encontrava-se a mais de 900 km de distância, sendo necessário transporte pelo Rio Nilo, quando esse estava em seu período de cheias. Sendo assim, somente a base da pirâmide foi revestida dessa maneira.

Por um período houve também uma discussão entre arqueólogos e egiptólogos, questionando se a construção era mesmo uma pirâmide ou um templo solar. Entretanto, com a descoberta de uma câmara mortuária, sem o sarcófago do faraó, ficou comprovado que as ruínas pertenceram de fato a uma pirâmide.

Entretanto, uma das descobertas mais importantes foi, sem dúvida, a de um barco localizado na pirâmide de seu pai, Queóps, com as inscrições do nome de Djedefré, mostrando dois fatos importantes: o primeiro de que, se Djedefré havia dado o barco à tumba de seu pai, não faria sentido dizer que ele havia cortado relações com sua família. O segundo mostrava que, devido a data da inscrição, o reinado de Djedefré havia durado sim mais que oito anos. E, além disso, concluiu-se que o rosto representado na esfinge pertencia a Quéops, e que Djedefré mandou que a construíssem como uma espécie de homenagem a seu pai.

Além disso, muitos outros achados mostram que o templo da pirâmide recebeu muitas oferendas e fora utilizado muitos anos após a morte do faraó, o que concluía que a pirâmide havia sido realmente acabada, e que Djedefré não fora um rei rechaçado como se acreditava, uma vez que seu povo continuou a idolatrá-lo por muitos anos. Outros estudos mostraram que seu irmão mais velho, Kawab, morrera de causas naturais e não assassinado por Djedefré.

Desse modo, nos últimos anos, a história tem sido reescrita com base nas novas descobertas, mudando a visão negativa que se tinha do faraó Djedefré, mostrando que, na verdade, ele fora um homem determinado e com muito apreço para com sua família.

Reerências[editar | editar código-fonte]

^ Shaw, Ian, ed (2000). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press. p. 480. ISBN 0-19-815034-2. ^ Clayton, Peter A. Chronicle of the Pharaohs: The Reign-by-Reign Record of the Rulers and Dynasties of Ancient Egypt. Thames & Hudson. 2006. (2nd edition) ISBN 0-500-28628-0 p.50 ^ Clayton, op. cit., p.50 ^ Djedefre, Tour Egypt. ^ Aidan Dodson & Dyan Hilton, The Complete Royal Families of Ancient Egypt, Thames & Hudson (2004), p.59 ^ Miroslav Verner, Archaeological Remarks on the 4th and 5th Dynasty Chronology, Archiv Orientální, Volume 69: 2001, p.375 ^ a b Verner, p.375 ^ Dieter Arnold, MDAIK 37 (1981), p.28 ^ M. Verner, Baugraffiti der Ptahscepses-Mastaba, Praha 1992. p.184 ^ Verner, p.376 ^ Michel Vallogia, Études sur l'Ancien Empire et la nécropole de Saqqara (Fs Lauer) 1997. p.418 ^ Vallogia, op. cit., p.418 ^ a b Verner, p.377 ^ Riddle of the Sphinx ^ a b Clayton, pp.50-51 ^ a b Clayton, p.50 ^ a b Dodson & Hilton, p.55 ^ Dodson & Hilton, p.59 ^ a b Dodson & Hilton, p.58 ^ Dodson & Hilton, pp.56, 58 ^ a b c Dodson & Hilton, p.61

Precedido por
Quéops
Faraó
IV dinastia egípcia
Sucedido por
Quéfren
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