Djibouti
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Nota: Para a cidade capital deste país, veja Djibouti (cidade).
O Djibuti ou Jibuti[3][4], também conhecido pela forma francesa Djibouti, é um pequeno país do nordeste de África, limitado a norte pela Eritreia, a leste pelo estreito de Bab el Mandeb, pelo Golfo de Áden e pela Somália e a sul e oeste pela Etiópia. A capital é Djibouti.
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[editar] História
Os franceses chegaram ao Djibuti no final da década de 1850, em uma ação de contrapartida à presença dos ingleses em Áden, no atual Iêmen. Em 1888, o país tornou-se parte da Somália Francesa. Apesar do fervor nacionalista, um plebiscito em 1967 determinou que o país continuasse sob o domínio francês. A independência, portanto, só veio a ser proclamada em 1977, quando Hassan Gouled Aptidon foi eleito presidente e governou o país até renunciar em 1999. Foi quando seu ministro-chefe de gabinete, Ismaïl Omar Guelleh , assumiu a presidência. Em 1990, iniciou-se uma guerra civil, que cessou em 1994, graças a um acordo de paz.
[editar] Geografia
O Djibuti ocupa uma região de planalto no interior e planícies costeiras, quentes e áridos no nordeste do continente africano, situado no Chifre da África. Seu território é repleto de lagos de água salgada e acomoda diversas cadeias montanhosas, algumas com altitudes superiores a 1.600 m.
A área costeira do Djibouti está separada dos planaltos do interior por uma cordilheira que chega a uma altitude máxima de 2.028 m no vulcão dormente Moussa Ali, localizado na tríplice fronteira do país com a Etiópia e a Somália, proveniente do tectonismo existente no chamado Triângulo de Afar.
Na região de Tadjourah, centro do país, localiza-se o salgado lago Assal situado numa depressão absoluta de -155 m, o ponto mais baixo do continente africano.
O terreno é principalmente árido e deserto. O clima é quente e seco, mais ameno nas regiões elevadas.
[editar] Demografia
A população do país ultrapassa 600 mil habitantes. A maioria dos djibutianos pertence aos grupos étnicos afar e issa. Existem minorias de árabes e europeus, muitos dos quais estão ali a trabalho. Pouco menos da metade da população possui idade inferior a 15 anos. A população djibutiana cresce rapidamente e estima-se que dobre em trinta anos. A capital, também chamada Djibuti, é a maior cidade do país e abriga mais de 80% da população nacional.
Aproximadamente 95% do país é muçulmano – o islamismo chegou à região no século XII –, enquanto o restante da população professa o cristianismo. A maioria dos muçulmanos é constituída de sunitas, com uma pequena parcela de xiitas. Existe ainda um pequeno contingente de hindus entre os trabalhadores indianos.
[editar] Religião
O islamismo foi declarado religião oficial do estado, mas as outras religiões gozam de uma liberdade considerável.
- muçulmana 94%;
- ortodoxos etíopes 3,17%;
- católicos 1,4%;
- protestantes 0,1%;
- bahá'ís 0,09%;
- hindus 0,02%
- sem religião/outras 1,32%.
[editar] Política
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- República: forma mista de governo.
- Divisão administrativa: 5 distritos.
- Chefe de Estado: presidente
- Chefe de governo: primeiro-ministro
- Principais partidos políticos: União Popular pelo Progresso (RPP), Frente pela Restauração da Unidade e Democracia (Frud), da Renovação Democrática (PRD).
- Legislativo: unicameral - Câmara dos Deputados, com 65 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
- Constituição em vigor: 1992.
[editar] Presidentes
- Hassan Gouled Aptidon, presidente desde 27 de Abril de 1977 até 8 de Maio de 1999
- Ismaïl Omar Guelleh , sobrinho do antigo presidente do país, cumpre o mandato desde 8 de Maio de 1999 até à actualidade, tendo já vencido duas eleições.
[editar] Subdivisões
O Djibuti está dividido em cinco regiões e uma cidade, e subdividido em 11 distritos.
[editar] Regiões
A maior região é a região de Tadjourah e a segunda maior a de região de Dikhil. Todavia a mais importante é a cidade de Djibuti, que representa a capital política e financeira do estado africano.
[editar] Distritos
Os distritos que formam o país são onze e o maior é Yoboki, na região de Dikhil, o menor é o distrito de Djibuti, na região homónima.
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[editar] Economia
O Djibuti é um país muito pobre. A economia depende da capital, que funciona como um importante porto para a vizinha Etiópia e com a qual é interligada por meio de ferrovia. A renda per capita é inferior a US$ 1.000 anuais e, para piorar a situação, a taxa de desemprego no país gira em torno de 40%.
[editar] Cultura
Os trajes tradicionais djiboutianos são próprios para o clima quente e árido, típico do país. Os homens vestem uma roupa vagamente embrulhada que vai até os joelhos, junto a um roupão de algodão ao longo dos ombros, similar a uma toga romana. As mulheres vestem saias longas, tipicamente tingidas de marrom. Mulheres casadas vestem um pano sobre a cabeça, às vezes também abrangendo a parte de cima de seus corpos. Mulheres que não são casadas não são obrigadas a cobrir a cabeça. O vestido tradicional árabe é usado estritamente durante festivais religiosos, especialmente na preparação do hajj. Para algumas ocasiões, as mulheres também podem se adornar com jóias.[5]
A tradição cultural é, na maioria das vezes transmitida oralmente, principalmente em músicas. Usando sua linguagem nativa, essas pessoas podem cantar ou dançar falando de uma história. Muitos exemplos da influência árabe e francesa pode ser notada nos edifícios.
Referências
- ↑ Wikipedia, Anexo:Lista de gentílicos
- ↑ Ranking do IDH 2010. PNUD. Página visitada em 4 de novembro de 2010.
- ↑ Grafia usada oficialmente em português pela União Europeia
- ↑ Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora (disponível na Infopédia)
- ↑ Image of Djibouti women in headdresses. Página visitada em April 5 de {{{acessoano}}}.
