Do the Right Thing

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Do the Right Thing
Não Dês Bronca (PT)
Faça a Coisa Certa (BR)
EUA
1989 • cor • 120 min 
Direção Spike Lee
Roteiro Spike Lee
Elenco Danny Aiello
Ossie Davis
Ruby Dee
Spike Lee
Género Drama
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Do the Right Thing (Faça a Coisa Certa, no Brasil, e Não Dês Bronca, em Portugal) é um filme americano de 1989 realizado por Spike Lee.

Protagonizaram este filme: Danny Aiello, John Turturro, Ossie Davis e Ruby Dee, havendo ainda a participação de Samuel L. Jackson e do próprio diretor Spike Lee.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme conta a história de um italiano proprietário de uma pizzaria em uma zona problemática de Nova York nos anos 1980, cuja maioria dos moradores são negros. Seu negócio atrai clientes, até ele se envolver em discussões e bate-bocas com alguns moradores do bairro, gerando um conflito inter-racial.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser um filme de baixo orçamento para os padrões dos Estados Unidos e de filmagem simples, marcou presença na história cinematográfica, sendo considerado um dos cem filmes mais polêmicos de todos os tempos. Na superfície do drama, de maneira direta, o diretor (que atua também na película) consegue mostrar o racismo em todas as suas vertentes, de negros contra brancos, brancos contra negros e ambos contra imigrantes. O desenrolar do filme demonstra que pequenas faíscas desse atrito são potencialmente perigosas para detonar grandes conflitos. A inteligência do roteiro porém está em nível mais aprofundado, em pequenos detalhes apresentados por signos que precisam de atenção do espectador para decifrá-los. Como exemplo, um dos personagens, um jovem com deficiência mental chamado Smiley, circula pelo distrito segurando nas mãos fotos coloridas de Malcolm X e Martin Luther King. Há aí um paradoxo, já que Malcolm pregava o "Olho por olho, dente por dente" e King era um pacifista, que pregava valores cristãos como "se levar um tapa no rosto, vire e dê sua outra face". O fato do rapaz ser deficiente pode significar que uma mente menos eficiente se deixa levar facilmente por pregações ideológicas sem filtros e consciência crítica, sem pensar no que dizem líderes e movimentos, apenas acatando ideias já formatadas e politizadas partidariamente. O próprio diretor e cineasta Spike Lee, na época do lançamento do filme, foi alvo de várias críticas. Alguns diziam que seu filme incitava o ódio racial, promovendo a violência como modo de resolver conflitos. Ativistas do movimento afro-americano por seu lado, consideravam o filme uma crítica explícita ao seus paradigmas. Lee chegou a dar entrevistas onde relata que realmente houve interpretações diferentes entre o público branco e negro, o que mostraria a complexidade do tema. Uma interpretação fora de padrões ideológicos pré-formatados porém, indica que o desenrolar da história mostra tanto o racismo em suas várias vertentes em uma metrópole na era contemporânea como também é, partindo de um roteirista e diretor negro de sucesso, um manifesto contra a cultura do "coitadismo" dentro de um país onde as oportunidades de ascensão social e de trabalho são extremamente liberais, e que, a percepção de "cidadão excluído" dentro da comunidade afro-americana torna-se um empecilho psicológico para o seu desenvolvimento e crescimento econômico e social. Isso é várias vezes colocado já que os pequenos proprietários de comércio em um bairro predominante negro, no filme são pessoas brancas (no caso da pizzaria, um ítalo-americano) ou outras etnias imigrantes (como no caso de um mercadinho cujos donos são asiáticos). Aos negros, Lee mostra uma certa resignação a essa realidade, mas também a falta de empreendedorismo dos mesmos para ocupar essas posições, apesar do forte sentimento de coletividade. Há, ao invés de uma luta para o desenvolvimento pessoal, a letargia provocada pelo discurso do oprimido pelo sistema, que, pelo filme, mostraria uma cultura da reclamação oposta a da realização, além de um fechamento em gueto ao invés da integração. O filme também trata lateralmente da violência policial contra os negros, mas aí também há uma crítica a falta de engajamento da comunidade afro em fazer parte do sistema e ocupar espaços institucionais, já que os policiais são brancos fazendo patrulha em uma região predominantemente ocupada por moradores negros. Isso tudo faz de Lee, com seu filme, alvo de críticas multilaterais. Afro-descendentes classificando-o como vendido ao sistema Hollywoodiano e outros acenando ele como radical da causa afro. O filme deixa como mensagem positiva uma amizade sincera entre dois rapazes mais novos, um negro e outro branco, adolescentes que não se prendem a nenhum dos esteriótipos apresentado no filme.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Papeis principais

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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