Doença de Coats

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Doença de Coats é uma patologia crónica e progressiva muito rara que afecta o desenvolvimento dos vasos sanguíneos da retina, parte do olho, levando, em alguns casos, ao descolamento da retina. Correntes defendem que é uma doença hereditária, mas estudiosos acreditam que ainda serão necessárias muitas pesquisas para definir algo mais consistente. Consiste então de uma teleangectasia vascular da retina. É uma doença que ocorre 99% dos casos em homens. Pode vir acompanhada de Catarata e é caracterizada pela ausência de percepção de luz em um dos olhos (ou nos dois em casos mais raros).


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A doença de Coats, igualmente denominada Telangiectasia Retiniana, Síndrome de Coats e Retinite Exsudativa, designa uma condição em que se verifica um desenvolvimento anormal dos vasos que irrigam a retina, levando à sua dilatação, o que motiva extravasamento do soro sanguíneo para a parte posterior do olho. A retina fica então edemaciada, sendo possível que sobrevenha o seu descolamento, total ou parcial. Pode, igualmente, apresentar-se como múltiplos aneurismas dos vasos da retina, que originam degeneração da referida estrutura ocular.

A doença de Coats predomina em rapazes (cerca de 99 por cento dos casos), aparecendo os sintomas, geralmente, nos primeiros dez anos de vida, e atingindo, por norma, apenas um dos olhos. O pico de incidência situa-se nos 6-8 anos, mas há relatos de diagnósticos aos quatro meses de vida, sendo o surgimento em adultos assaz raro.

Trata-se de uma patologia progressiva, pelo que a detecção precoce é de primordial relevância para que se possa preservar a visão da criança. Se a enfermidade progredir muito, dá-se a perda absoluta da visão. Em estádio final de gravidade, a enucleação (remoção do olho) é um desenlace latente.

A doença de Coats (idiopática, e que pode vir acompanhada de catarata e é caracterizada pela ausência de percepção de luz num dos olhos) é qualificada em cinco estádios, conforme a sua evolução.

No primeiro (teliangectasia retiniana), somente os vasos se encontram comprometidos. Se for descoberta nesta fase, existe enorme probabilidade de, com tratamento, salvar o olho e grande parte da visão. No segundo (teliangectasia e exsudação), os vasos afectados ocasionam já inchaço da retina. Ainda assim, a recuperação é bastante viável. No terceiro (descolamento exsudativo da retina), o tratamento pode passar pela cirurgia. No quarto, em que se constata descolamento total da retina e glaucoma, recorre-se à enucleação, numa perspectiva de mitigar as dores intensas. No quinto e último estágio da doença, o paciente está já completamente cego e não há incómodo, razão pela qual não é necessário nenhum tratamento agressivo.

Os estudiosos chegaram à conclusão que a doença de Coats não é hereditária, desconhecendo-se, todavia, a sua procedência. Não obstante, algumas associações com síndromas genéticas distintas enfatizam o pressuposto de uma componente genética.

Os principais sinais relacionam-se com leucocoria, diminuição da acuidade visual e estrabismo.

Acredita-se haver ligação entre o prognóstico e a idade da criança, verificando-se que os doentes mais novos manifestam, usualmente, estágios mais avançados da doença, tendo como consequência acuidade visual inferior. As estatísticas referem que, em média, 70 por cento dos casos são estabilizados ou ostentam melhorias clínicas depois da escolha criteriosa e respectiva aplicação do(s) método(s) terapêutico(s).

O verdadeiro desafio da detecção precoce é que as crianças são incapazes de exprimir o que sentem. Com base nisto, os profissionais a trabalhar na área da saúde infantil não devem prescindir do teste do olhinho como rotina.

Saber mais em: http://www.ruadireita.com/saude/info/o-que-e-a-doenca-de-coats/#ixzz1jB6tZGGj