Doença de Paget do osso

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Doença de Paget do osso
Classificação e recursos externos
CID-10 M88
CID-9 731.0
OMIM 602080
DiseasesDB 9479
MedlinePlus 000414
eMedicine med/2998 radio/514 pmr/98
Star of life caution.svg Aviso médico

A doença de Paget é uma doença do osso, sendo um distúrbio benigno, sistêmico, que altera a velocidade do metabolismo ósseo. A velocidade da reabsorção e construção ósseas (e.g., ações osteolíticas e osteoblásticas) estão aumentadas causando a destruição progressiva de ossos do organismo, e posterior reconstrução de um osso desorganizado.

Causas[editar | editar código-fonte]

Não há causas conhecidas da doença de Paget, embora fatores hereditários e ambientais sejam implicados como facilitadores da doença.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Na grande parte dos casos, esta doença é assintomática, ou seja, não gera sintomas, e costuma ser diagnosticada através de uma radiografia óssea feita por outro motivo qualquer (e.g., Rx de tórax de rotina,etc...). No entanto, em alguns casos podem haver sintomas, sendo os principais dor óssea e tumorações ósseas nos sítios de doença, perda auditiva (por alterações dos ossos do ouvido), fraturas e suas complicações. Mas raramente, quando grandes ossos (e.g., a tíbia ou fêmur) são atingidos, dor ao carregar peso pode surgir. A dor da doença de Paget é contínua, não melhorando com repouso, e por vezes, piora à noite.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Doença de Paget de coxal direito. Homem de 80 anos.

É feito por exclusão de outras doenças que alteram o metabolismo ósseo, associados às alterações ósseas típicas. A fosfatase alcalina encontra-se aumentada em boa parte dos casos, sendo outra fonte comum de diagnóstico da doença. Geralmente acomete indivíduos brancos, da 4ª década de vida em diante, sendo a incidência geral estimada em 1% nos EUA. É discretamente mais comum em homens que em mulheres.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento somente está indicado em pacientes com dor óssea, ou naqueles com acometimento de regiões de perigo (como a coluna vertebral, ou a articulação da perna por exemplo). O tratamento mais comum é feito com uso de bifosfonatos (alendronato), por 06 meses. Estas drogas normalmente não são empregadas em indivíduos com perda da função renal (Clcr<35ml/min), ou naqueles com história de esofagite ou problemas dispépticos.

Evolução[editar | editar código-fonte]

Normalmente a doença tem curso benigno, com lenta progressão. Complicações são raras, e estão mais associadas com as fraturas dos ossos acometidos. Mais raramente transformação da lesão ósseas para osteosarcoma pode ocorrer.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • NEVILLE, B. W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C. M.; BOUQUOT, J. E. Patologia Oral e Maxilofacial. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan

Ligações externas[editar | editar código-fonte]