Doença negligenciada

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Menino do Panamá afetado pela Doença de Chagas, com tumefação do olho esquerdo (Chagoma) provocada pela picada do barbeiro.

Doenças negligenciadas são um grupo de doenças radicais endêmicas especialmente entre as populações pobres da África, Ásia e América Latina.

Juntas, essas doenças causam entre 500.000 e 1 milhão de óbitos anualmente.[1]

As medidas preventivas e o tratamento para algumas dessas doenças são conhecidos, mas não são disponíveis universalmente nas áreas mais pobres do mundo. Em alguns casos, o tratamentos é relativamente barato. O custo do tratamento da esquistossomose, por exemplo, é de USD$0.20 por criança por ano.[2]

Em comparação às doenças negligenciadas, as três grandes doenças (HIV/AIDS, tuberculose e malária), geralmente recebem mais recursos, inclusive para pesquisa. Entretanto, as doenças negligenciadas podem tornar a HIV/AIDS e a tuberculose mais letais.[3] .

Algumas empresas farmacêuticas se comprometeram a doar os remédios necessários aos tratamentos, e a distribuição em massa foi bem sucedida em vários países.[4]

Lista das doenças negligenciadas[editar | editar código-fonte]

A Organização Mundial da Saúde considera como negligenciadas as seguintes doenças tropicais:[5]

O OMS refere ainda, como outras condições negligenciadas:

Em documento de 2009, a OMS destacou como prioritárias:[6] úlcera de Buruli, doença de Chagas, dengue e dengue hemorrágica, dracunculíase, tripanossomíase africana, leishmaniose, lepra, filaríase linfática, oncocercíase, esquistossomose, helmintíases, tracoma e zoonoses (tais como anthrax, tuberculose bovina, brucelose, neurocisticercose e teníase, equinococose, raiva, trematodose).[7] [8]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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