Dōjinshi

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Dōjinshi (同人誌?) são mangás produzidos e distribuídos de forma independente. O termo "dōjinshi" ou "doujinshi" deriva das palavras dōjin (同人, palavra japonesa que designa um grupo de pessoas com o mesmo interesse - ou, de forma mais coloquial, uma "turma"?) e shi (誌, uma forma mais comprimida de "zasshi", ou "revista"?).[1][2]

Os dōjinshis são a principal parte do mercado de publicações independentes japonesas relacionadas aos mangás, animês e games. Esse mercado, de acordo com a agência de pesquisa Media Create, movimentou, em 2007, 700 milhões de dólares, só no Japão.

A maior parte dessas publicações japonesas é feita por fãs, e coloca personagens já conhecidos do público de séries de mangás, animês ou jogos em situações novas, sejam elas coerentes ou não com as suas histórias de origem.[3] Existe, porém, um número bastante grande de autores de dōjinshis que publicam também mangás "originais", com personagens e histórias criadas por eles mesmos.

Na última década, com a expansão da internet, o número de produção e consumo de dōjinshi têm crescido exponencialmente, uma vez que se tornou possível a autores (inclusive de outros países além do Japão) divulgar e vender o seu trabalho online.

Índice

[editar] Comiket

No maior evento relacionado ao tema, no Japão, o Comiket[4] (abreviação de "Comic Market"), uma média de 500 mil pessoas se reúnem duas vezes por ano para vender, comprar, trocar dōjinshis. Esse grande número de compradores fiéis faz com que o Japão seja o maior mercado do mundo de quadrinhos independentes.

O primeiro Comiket foi realizado em 1975.[5]

Dentro desse evento, os autores se organizam dentro de "círculos" - ou sākuru (サークル?), que são categorias de publicação. Muitas vezes os autores se "escondem" atrás desses círculos, para publicar de forma anônima.

Autores que estão publicando histórias com personagens conhecidos, por exemplo, se reúnem de forma mais discreta e imprimem um número pequeno de exemplares, já que essas publicações infringem direitos autorais.[3]

A maioria das editoras grandes, no entanto, faz "vista grossa" para essas publicações, já que elas ajudam, de certa forma, a divulgar as suas respectivas obras. Às vezes, porém, elas acabam tendo que recorrer a processos e intervenções.[6]

[editar] Artistas e Produção

A maioria dos mangakás famosos inicia sua carreira publicando mangás de forma independente. Quando seus trabalhos começam a ser reconhecidos, as editoras os conviam para publicar em suas revistas[7]. É por isso que as editoras estão sempre presentes nos grandes eventos como o Comiket. Quando um mangaká publica doujinshis, ele é, na verdade, mais popularmente conhecidos como "dōjinshika".[8] Alguns dos mais famosos são:

Referências

  1. , Shirley R. Steinberg,Priya Parmar,Birgit Richard Greenwood Publishing Group, Contemporary youth culture: an international encyclopedia, Volume 2, 201, 2006. ISBN 0313337292, 9780313337291
  2. , Satomi Ishikawa Peter Lang, Seeking the self: individualism and popular culture in Japan, 32, 2007. ISBN 3039108743, 9783039108749
  3. a b , Lawrence Lessig Cultura Livre, 45 e 46
  4. , Roland Kelts Palgrave Macmillan, Japanamerica: How Japanese Pop Culture Has Invaded the U.S., 2007. ISBN 140398476X, 9781403984760
  5. , ETIENNE BARRAL Editora Senac, Otaku - Os Filhos Do Virtual, 132. ISBN 8573591641, 9788573591644
  6. Cavaleiros - A fanzinemania. Abrademi. Página visitada em 31/05/2010.
  7. Marcel Goto. Quando surgiram os primeiros mangás e animês?. Mundo Estranho.
  8. , Roland Kelts Palgrave Macmillan, Japanamerica: How Japanese Pop Culture Has Invaded the U.S., 170, 2007. ISBN 140398476X, 9781403984760

[editar] Ver também

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