Dominante secundária

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde dezembro de 2011).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde maio de 2010).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Qualquer acorde maior ou menor que não seja a tônica da tonalidade pode ser realçado através do acréscimo de notas ou sendo precedido por um acorde perfeito ou um acorde com sétima, o qual terá uma função de dominante para o acorde seguinte. A este acorde que possui função de dominante de um acorde que não a tônica, chamamos dominante secundária.

Estes acordes de dominante, auxiliares, contem notas que não pertencem à escala original, são acordes alterados, chamados de Dominantes secundárias, comumente utilizadas para enriquecer uma harmonia.

Exemplos:

I   V   V/V   I    V    I  | 

Separamos por barra, sendo chamado assim de dominante secundária do V grau, não resolvendo na tônica do acorde alterado.

I   V   V/iii   iii   V   I |

Dominante secundária do III grau, resolvendo na tônica do acorde alterado.

O acorde de sétima de dominante da escala original também pode ser precedido por sua dominante auxiliar.

Resolução de dominante secundária[editar | editar código-fonte]

Em geral, a resolução de uma dominante secundária não será a tônica da tonalidade, mas um outro acorde, que pode ou não fazer parte da tonalidade. Outra forma de resolver é através de um próximo acorde. Existem várias formas de resolver uma tônica secundária, sendo mais comum a primeira citada. Assim, o acorde no qual a dominante secundária resolverá pode ser ou não um acorde natural do campo harmônico da tonalidade original. Caso não seja, outros meios deverão ser usados posteriormente para voltar ao campo harmônico original.

Dominante secundária x dominante dentro de uma modulação[editar | editar código-fonte]

Quando ocorre modulação (mudança de tonalidade), também é muito empregada a dominante secundária, que será, por sua vez, dominante natural da próxima tonalidade. O que diferenciará uma dominante secundária de uma dominante usada numa modulação é o retorno ao campo harmônico original, que não ocorre a curto prazo na modulação.

É possível, por exemplo, permanecer por vários compassos utilizando dominantes secundárias e "tônicas secundárias", sem contudo sair da tonalidade original, afinal os acordes utilizados são apenas alterações dos acordes naturais da tonalidade. Um exemplo é a harmonia "C, F, E7, Am, A7, Dm, D7, G, G7, C", onde temos um encadeamento de vários acordes alterados, retornando afinal à tônica da tonalidade, que no caso é C.

Na cadência acima, o acorde E7 não faz parte do campo harmônico natural de Dó maior, que possui Em, sendo portanto uma alteração do Em, ou um acorde alterado. E7 é também dominante de A e de Am, e poderia resolver em qualquer um desses dois. A7 é uma forma alterada do acorde Am, e dominante secundária de Dm. D7, por sua vez, é dominante secundária de G. G7 é dominante da tonalidade Dó maior, e sua resolução em C marca o retorno à tonalidade, evitando que a harmonia analisada seja uma modulação (mudança de tonalidade.)

O que diferencia uma dominante secundária de uma dominante de uma tonalidade é a forma como os acordes são conduzidos para retornarem à tonalidade principal ou para irem até a novo tonalidade.

Dominante secundária em cadência deceptiva[editar | editar código-fonte]

Uma dominante secundária pode resolver na sua tônica individual (que será sempre diferente da tônica da tonalidade original), mas pode também conduzir a outro acorde. Exemplos comuns são cadências do tipo "Em7, Em7, C7, D7", onde alguns acordes com 7 são precedidos e seguidos por outros acordes com 7. Este tipo de condução é bastante utilizada no blues, e as sétimas, contudo, não necessariamente indicam dominantes secundárias, mas sim alterações de acordes com o objetivo de enriquecer a harmonia.

Como reconhecer uma dominante secundária.[editar | editar código-fonte]

1. Um acorde de dominante secundária deve ser uma tríade maior ou um acorde maior com 7ª menor(sétima da dominante). Se não for, não é uma dominante secundária.

2. Um acorde alterado maior com 7(ou sem) é geralmente dominante de outro. Encontre a tônica de quem o acorde alterado é dominante, e assim, encontrará uma resolução simples para a dominante secundária. Esta tônica está sempre localizada uma 5ª justa abaixo (ou uma 4ª justa acima) da fundamental do acorde alterado.

3. Se o acorde que você encontrar for uma tríade diatônica maior ou menor da tonalidade principal, o acorde alterado será então uma dominante secundária. Este caso é o mais comum, apesar de podermos utilizar um acorde fora da tonalidade principal após a dominante secundária.

4. Também é possível utilizar a percepção auditiva para descobrir acordes dominantes diferentes da acorde dominante da tonalidade, afinal a compreensão teórica deve ser um aporte em si para a prática musical, seja de execução, de apreciação ou de criação.

Pivôs[editar | editar código-fonte]

Os acordes de V e de viiº apresentam funções semelhantes na música tonal: ambos são acordes com a função de dominante, podendo portanto ocorrer também progressões com sensíveis secundárias numa música tonal.Acordes como esses podem ser usados também com função de acordes de eixo (pivôs) para uma possível tonicalização ou modulação.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]