Domingo de Soto

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Domingo de Soto (Segóvia, 1494 - Salamanca, 15 de Novembro de 1560) foi um frade dominicano e teólogo espanhol e confessor do imperdor Carlos V.

Foi professor de teologia na Universidade de Salamanca onde integrou a denominada Escola de Salamanca.

Em 1545 foi enviado ao Concílio de Trento como teólogo imperial ante a impossibilidade de que fosse o também dominicano Francisco de Vitória.

En 1548 interveio, como teólogo católico frente aos protestantes, na redação do Interim da Dieta de Augsburgo. Alí coincidiu com o também dominicano Pedro de Soto, confessor real, a quem substituiu no cargo em 1548. Ambos intentaram, mas não conseguiram impedir a influência que sobre o imperador Carlos V o Cardeal Granvela.[1] Foi-lhe oferecido pelo Imperador o bispado de Segóvia que recusou.

Participou dos debates em torno da disputa aberta entre Sepúlveda y Las Casas pela questão indígena chamada dos justos títulos ou polêmica dos naturais, formando parte da comisssão de teólogos que se reuniu en Valladolid entre 1550-1551 (Junta de Valladolid). Posteriormente sucedeu a Melchior Cano na sua cátedra na Universidade de Salamanca.

Entre as suas numerosas obras de teologia, direito, filosofia e lógica destacam-se De iustitia et iure (1557) y Ad Sanctum Concilium Tridentinum de natura et gratia libri tres. De orientação tomista, comentou vários livros de física e lógica aristotélica.

Domingo de Soto foi o primeiro a estabelecer que um corpo caindo em queda livre sofre uma aceleração constante,[2] sendo este um descobrimento chave em física e base essencial para o posterior estudo da gravidade por Galileu e Newton.

Notas e referências

  1. Soto, Carranza y el Concilio de Trento
  2. J.J. Pérez, I. Sols Domingo de Soto en el Origen de la Ciencia Moderna Revista de filosofía, ISSN 0034-8244, Nº 12, 1994. 455-476

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Barrientos García, José. Un siglo de moral económica en Salamanca (1526-1629): Francisco de Vitoria y Domingo de Soto. [S.l.]: Salamanca : Ediciones Universidad Salamanca (ed.), 1985. ISBN 978-84-7481-345-6.
  • Carro, Venancio Diego. Domingo de Soto y su doctrina jurídica. [S.l.]: Madrid : Real Academia de Ciencias Morales y Políticas (ed.), 1943. ISBN 978-84-7296-047-3.
  • Cuesta Domingo, María Pilar. Domingo de Soto: aportación bibliográfica. [S.l.]: Caja de Ahorros y Monte de Piedad de Segovia. Obra Social y Cultural (ed.), 1996. ISBN 978-84-920063-6-6.
  • Ramos-Lissón, Domingo. La ley, según Domingo de Soto. [S.l.]: Pamplona : EUNSA (ed.), 1976. ISBN 978-84-313-0230-6.
  • Rufau Prats, Jaime. El pensamiento político de Domingo de Soto y su concepción del poder. [S.l.]: Salamanca : Ediciones Universidad Salamanca (ed.). ISBN 978-84-7481-916-8.
  • Santolaria Sierra, Félix F.. El gran debate sobre los pobres en el siglo XVI: Domingo de Soto y Juan de Robles 1545. [S.l.]: Ariel (ed.), 2003. ISBN 978-84-344-6670-8.
  • Garrán Martínez, José María. La prohibición de la mendicidad : la controversia entre Domingo de Soto y Juan de Robles en Salamanca (1545). [S.l.]: Salamanca : Ediciones Universidad Salamanca (ed.), 2004. ISBN 978-84-7800-631-1.
  • Cruz Cruz, Juan. La ley natural como fundamento moral y jurídico en Domingo de Soto. [S.l.]: Pamplona : EUNSA (ed.), 2007. ISBN 978-84-313-2472-8.
  • Wallace, William A.. Domingo de Soto and the early Galileo: essays on intellectual history. [S.l.]: Aldershot, Hants, England; Burlington (ed.), 2004. ISBN 0-86078-964-0.

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