Donkey Kong Country

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Donkey Kong Country
Arte de embalagem norte-americana
Desenvolvedora Rare
Publicadora(s) Nintendo
Distribuidora Nintendo
Designer Gregg Mayles
Escritor(es) Gregg Mayles
Dan Owsen
Compositor(es) David Wise
Eveline Fischer
Robin Beanland
Artista Steve Mayles
Kevin Bayliss
Plataforma(s) Super Nintendo Entertainment System
Série Donkey Kong
Conversões/
relançamentos
Game Boy Color
Game Boy Advance
Virtual Console
Data(s) de lançamento
Gênero(s) Plataforma
Número de jogadores 1-2 jogadores
Classificação Inadequado para menores de 6 anos i ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 7 anos i PEGI (Europa)
Mídia Game Pak
Último
Último
Donkey Kong (Game Boy)
Donkey Kong Land
Próximo
Próximo

Donkey Kong Country é um jogo de plataforma em 2D desenvolvido pela Rare, estrelando o personagem Donkey Kong. O jogo foi lançado no Super Nintendo Entertainment System em 1994. Após uma intensa campanha publicitária, a versão original para SNES vendeu mais de 9 milhões de cópias, fazendo deste o segundo jogo mais bem vendido para a plataforma.[1] Este foi o primeiro jogo Donkey Kong a não ser produzido nem dirigido por Shigeru Miyamoto, o criador do personagem; ao invés, o jogo foi produzido por Tim Stamper, embora Miyamoto ainda estivesse envolvido no projeto.[2]

O jogo foi posteriormente adaptado ao Game Boy Color em 2000, ao Game Boy Advance em 2003, e disponibilizado no Virtual Console em 2006.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

O objetivo de Donkey Kong Country é passar por 40 fases diferentes (41 na versão para Game Boy Color) e recuperar as bananas dos Kongs, que foram roubadas pelos Kremlings.[3] [4] Cada fase possui um tema único e consiste em variadas tarefas como nadar, correr em vagonetas, se lançar em canhões, ou se agitar entre cipós.[4] O jogador perde uma vida se é atingido por um inimigo ou cai em um abismo. Para derrotar um inimigo, o jogador pode rolar e saltar sobre ele, ou mesmo bater no chão (um movimento reservado apenas a Donkey Kong). Porém, alguns inimigos não são derrotados dessa maneira, exigindo que o jogador arremesse um barril ou use a ajuda de um animal. Os inimigos variam em dificuldade, tipicamente se tornando mais complicados conforme o jogo avança. O jogo termina quando o jogador tiver perdido todas as suas vidas. É possível, porém, obter mais vidas colecionando itens distribuídos no decorrer das fases, tais como bananas, letras K-O-N-G, balões de vida extra, e moedas animais douradas que abrem caminho a fases de bônus.[5] Há também várias passagens secretas que levam a jogos de bônus, onde o jogador pode ganhar vidas adicionais ou outros itens.[6]

O jogador de Donkey Kong Country controla um dos dois personagens: Donkey Kong, ou seu primo Diddy. O jogador pode alternar entre personagens caso ambos estejam na tela. Donkey Kong é o maior dos dois, e pode derrotar inimigos mais facilmente. Diddy Kong é mais rápido e ágil, mas, em contrapartida, não tão poderoso.[7] Nas diversas fases, o jogador obtém assistência de vários animais, encontrados dentro de caixas. Esses assistentes incluem Rambi o Rinoceronte, Expresso o Avestruz, Enguarde o Peixe-espada, Winky o Sapo, e Squawks o Papagaio. Cada animal é encontrado em uma fase de tema apropriado: por exemplo, Enguarde só pode ser encontrado em fases subaquáticas, enquanto que Squawks pode ser visto nas cavernas.[4] [8] Alguns animais também dão acesso aos jogadores a acessar fases de bônus.[7]

O jogo pode ser jogado solo ou por dois jogadores. No modo para dois jogadores, há dois modos de jogos: "Concurso" e "Equipe". No modo Concurso, os jogadores alternam entre rodadas para terminar cada fase o mais rápido possível; o objetivo é concluir o maior número de fases em menos tempo. Em Equipe, os jogadores jogam cooperativamente, cada um controlando um personagem. De acordo com o manual de instruções do jogo, este é um bom meio para que jogadores inexperientes joguem ao lado de jogadores ávidos.[9]

Donkey Kong Country usa uma série de telas de mapa para acompanhar o progresso do jogador. Entre cada fase, o jogador controla o seu personagem na tela de mapa, navegando à próxima fase que deseja jogar. Cada fase no mapa é marcada por um ícone: fases inacabadas são marcadas por Kremlings (os principais inimigos do jogo), enquanto que áreas concluídas são marcadas por membros da família Kong.[9] Cada tela de mapa possui um chefe ao final da trajetória, que deve ser derrotado para que então o jogador possa voltar à tela do mapa-múndi, que cobre toda a ilha. É possível acessar mapas anteriores sem ter derrotado o chefe encontrando Funky Kong, que permite que o jogador use seu avião. O jogador usa esta função para selecionar o mundo a partir da tela principal, e então a fase dentro dele. Durante o jogo, a interface oculta a maioria das informações pertinentes ao jogo, tal como o número de bananas, letras e moedas animais colecionadas, e também o número de vidas restantes. Quando um item é obtido, a informação pertinente aparece na tela por um breve período de tempo.[10]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em Donkey Kong Country, Donkey Kong, ao lado de seu sobrinho e companheiro inseparável Diddy Kong, devem recuperar as bananas roubadas por King K. Rool e seus capangas, os Kremlings. Após verificar o vazio esconderijo de bananas, localizado logo abaixo de sua casa em Kongo Jungle, Donkey Kong embarca em uma aventura em sua terra nativa, a Ilha Donkey Kong. Enquanto coleta as bananas nas diferentes regiões da ilha, Donkey Kong deve derrotar vários inimigos, incluindo os repteis Kremlings, além de outras perigosas criaturas nativas da ilha. Ajudando-o em sua missão estão alguns dos outros Kongs da família: Diddy acompanha Donkey Kong em sua aventura, Cranky providencia dicas (e alívio cômico), Candy opera os pontos de gravação ao redor da ilha, e Funky oferece meio de transporte. Também apoiando Donkey Kong em certas ocasiões estão vários 'colegas animais' (o rinoceronte Rambi, a avestruz Expresso, o peixe-espada Enguarde, o sapo Winky, e o papagaio Squawks), cada um com habilidades diferentes. Após superar as diferentes áreas da ilha, Donkey Kong finalmente chega ao navio pirata Gangplank Galleon, onde o arquirrival de Donkey Kong e líder dos Kremlings, King K. Rool, o aguarda. Após derrotá-lo, o jogo termina, com a cena final mostrando o esconderijo de bananas de Donkey Kong em toda sua antiga glória, cheia de bananas novamente.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Antes do início da produção de Donkey Kong Country, Chris e Tim Stamper, da Rare, haviam programado experimentos com uma estação de trabalho Silicon Graphics, com foco inicial em um jogo de boxe. Após impressionar a Nintendo com seu progresso, Genyo Takeda foi enviado ao Japão para avisar ao então-presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi. Após conversas entre Yamauchi e a Rare, a Nintendo adquiriu 25% da companhia, culminando na produção de um novo título utilizando tecnologia SGI. Os Stampers demonstraram interesse em fazer um novo jogo baseado no personagem Donkey Kong, e receberam consentimento da Nintendo para fazê-lo.

O personagem Donkey Kong foi redesenhado com uma aparência distinta e tridimensional. Embora ainda com a gravata vermelha introduzida na versão de 1994 para Game Boy de Donkey Kong, o personagem apresentava um novo visual que passaria a ser o padrão utilizado até hoje no Nintendo GameCube, no Wii, e em outras plataformas da Nintendo.

Publicidade[editar | editar código-fonte]

Como parte da campanha publicitária da Nintendo, um vídeo VHS de 15 minutos intitulado Donkey Kong Country: Exposed foi enviado aos assinantes da Nintendo Power. Apresentado pelo comediante Josh Wolf, o vídeo exibia um breve tour pela sede da Nintendo of America em Redmond, Washington, mostrando também filmagens do jogo em suas etapas finais de desenvolvimento. Vários testadores de jogo deram dicas sobre como acessar fases de bônus e desempenhar truques no jogo. Várias entrevistas promovem o nível de complexidade gráfica como revolucionário ao padrão dos sistemas de jogos da época. Um segmento ao final do vídeo lembra à audiência que o jogo está disponível apenas no console de 16-bit da Nintendo, o Super Nintendo Entertainment System, e não em suas plataformas rivais de 32-bit ou que utilizavam CD-ROM (isto é, Sega 32X e Sega CD), que se enalteciam por possuir maior poder de processamento. Em uma seção "escondida" ao final do vídeo, o apresentador abre uma porta e descobre os testadores da Nintendo of America jogando uma versão inicial do arcade Killer Instinct. Um personagem similar a Chief Thunder é exibido com diferenças notáveis.

Gráficos[editar | editar código-fonte]

O jogo foi revolucionário em ser um dos primeiros jogos entre os principais sistemas de videogame da época a utilizar gráficos pré-modelados em 3D. Era uma técnica visual que foi utilizada também no jogo Killer Instinct, da Rare. Mais tarde, vários jogos também passariam a utilizar 3D pré-modelado com objetos em 3D completo. A Rare assumiu sérios riscos financeiros ao adquirir o caro equipamento de SGI utilizado para modelar os gráficos. Uma nova técnica de compressão desenvolvida localmente permitiu que fossem incorporados mais detalhes e animação a cada sprite em um determinado trecho da memória do que em outros jogos para SNES, melhor representando os gráficos pré-modelados. Tanto a Nintendo como a Rare se referem a esta técnica de animação como "ACM" ("Advanced Computer Modeling", ou "Modelagem Avançada por Computador").

Áudio[editar | editar código-fonte]

Donkey Kong Country contou também com uma trilha sonora popular lançada em CD sob o título DK Jamz. Os compositores Robin Beanland, Eveline Fischer e David Wise colaboraram neste conjunto de jungle music. A composição diversa consiste em mais de 20 faixas.

A trilha sonora também foi o foco de uma colaboração na OverClocked ReMix intitulada Kong in Concert, que foi elogiada por Wise.[11]

Recepção[editar | editar código-fonte]

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Electronic Gaming Monthly 9.25/10[12]
Game Informer 9.5/10[12]
IGN 8.5/10[13]
Nintendo Power 4.5/5[12]
Pontuação global
Publicação Nota média
Game Rankings 90.50%[12]

Donkey Kong Country teve muito sucesso em seu lançamento, recebendo clamor crítico e alcançando a marca de 8 milhões de cópias vendidas.[14] Mais tarde, o jogo foi relançado como um título incluso ao Super Nintendo no "Donkey Kong Set" (que continha o console, um controle, conexões, e o jogo). Isto ocasionou nas vendas de mais um milhão de cópias, resultando em um relançamento Player's Choice em meados de 1998. A versão para SNES recebeu uma classificação de 90%, enquanto que as versões para Game Boy Color e Game Boy Advance receberam 78% do Game Rankings.[15]

O jogo recebeu vários prêmios da Electronic Gaming Monthly em sua premiação de jogos de 1994, incluindo Melhor Jogo para Super NES, Melhor Animação, Melhor Dupla (de Personagens) em um Jogo, e Jogo do Ano.[16] Porém, ele também foi considerado pela revista por ser um dos 10 mais superestimados de todos os tempos antes de seu 200º exemplar de aniversário em 2005.[17] O jogo também alcançou a 9ª posição na lista dos 25 jogos mais superestimados de todos os tempos pela GameSpy em 2003.[18] Apesar disso, ele foi considerado o 90º melhor jogo já feito em uma plataforma da Nintendo na lista dos 200 maiores jogos pela Nintendo Power em 2006.[19] O título recebeu um Prêmio Nintendo Power por Melhor Jogo em 1994 e duas condecorações Kid's Choice por Jogo Favorito em 1994 e 1995, respectivamente.

Legado[editar | editar código-fonte]

Relançamentos[editar | editar código-fonte]

Em 2000, uma versão de Donkey Kong Country foi lançada no Game Boy Color. A versão para GBC tem uma nova fase em Chimp Caverns, "Necky Nutmare", e a fase "Winky’s Walkway" foi alongada e reformada. Candy pussui vários mini-jogos na versão para GBC onde Donkey e Diddy tem de recolher moeda dourada de banana em todos os mini-jogos dos mundos excluindo Galeão da Prancha. O jogo salva automático na versão para GBC depois de completar nível. A versão para GBC teve algumas das faixas descartas e outras, substituídas, tipicamente por músicas que apareceram em Donkey Kong Land. Em 2003, outra versão do jogo foi lançada no Game Boy Advance. Esta versão tinha mais brilho ao custo de contraste e saturação de cores, para tornar o jogo mais visível na tela apagada de LCD do portátil. Ambos os jogos possuíam novos recursos, incluindo minigames, imagens escondidas, e um modo de corrida contra o tempo; adicionalmente, a versão para GBA possuía jogos multiplayer. Ambas as versões tinham menor fidelidade de som e uma série de pequenas alterações. Candy Kong não mais possui pontos de gravação, de forma que jogadores podem salvar o jogo em qualquer lugar.

A versão 1.1 para Super Nintendo foi lançada no Virtual Console para Wii na Oceania no dia 7 de dezembro de 2006, no dia 8 de dezembro de 2006 na Europa, e no dia 19 de fevereiro de 2007 na América do Norte e foi excluída na Europa e na América do Norte.

Sequências[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Top 10 in Sales - Super Nintendo"
  2. "E3: 2010"
  3. Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. 4–7 pp. SNS-8X-USA.
  4. a b c Provo, Frank. Donkey Kong Country (Wii). [S.l.]: CNET Networks, 23 de fevereiro de 2007. Visitado em 14 de abril de 2009.
  5. Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. 18–19 pp. SNS-8X-USA.
  6. Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. 22–23 pp. SNS-8X-USA.
  7. a b Thomas, Lucas M.. Donkey Kong Country Review. [S.l.]: IGN, 20 de fevereiro de 2007. Visitado em 14 de abril de 2009.
  8. Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. 24–25 pp. SNS-8X-USA.
  9. a b Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. p. 8. SNS-8X-USA.
  10. Livreto de Instruções para Donkey Kong Country. [S.l.]: Nintendo, 1994. 9 pp. SNS-8X-USA.
  11. OverClocked ReMix. Industry Recognition - OCRWiki OverClocked ReMix. Visitado em 26 de setembro de 2008.
  12. a b c d Donkey Kong Country Reviews Game Rankings. Visitado em 2008-06-03. Cópia arquivada em 2008-01-30.
  13. Schneider, Peer (20 de fevereiro de 2007). IGN: Donkey Kong Country Review IGN. Visitado em 3 de junho de 2008.
  14. Frank Provo (11 de junho de 2003). Donkey Kong Country Review GameSpot. Visitado em 26 de novembro de 2006.
  15. Donkey Kong Country for Game Boy Advance Gamerankings. Visitado em 31 de julho de 2009.
  16. (1995) "Electronic Gaming Monthly's Buyer's Guide".
  17. 1UP's 2005 list of the 10 most overrated games 1UP (4 de abril de 2005). Visitado em 14 de outubro de 2007.
  18. GameSpy's 2003 list of the 25 most overrated games of all time GameSpy (20 de setembro de 2003). Visitado em 14 de outubro de 2007.
  19. "NP Top 200", pp. 58–66.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]