Donovanose

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Donovanose
Donovanose
Classificação e recursos externos
CID-10 A58
CID-9 099.2
DiseasesDB 3888
MedlinePlus 000636
eMedicine derm/172
MeSH D006100
Star of life caution.svg Aviso médico

A Donovanose (ou Granuloma Inguinale) é uma doença sexualmente transmissível ocasionada pela Klebsiella granulomatis (anteriormente denominada Donovania graulomatis e posteriormente Claymmatobacterium granulomatis).[1]

Caracteriza-se pela presença de úlceras genitais.

Trata-se de afecção endêmica em áreas subdesenvolvidas como Índia, Sudeste Asiático, África do Sul, Caribe, Brasil e Papua Nova-Guiné.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A primeira descrição da doença data de 1882 em Madra, Índia. Em 1905, o médico irlandês Charles Donovan descreveu a presença de microorganismos intracelulares no material de úlceras, sendo a doença denominada donovanose em homenagem a ele.[2]

Apresentação clínica[editar | editar código-fonte]

A maioria das pessoas infectadas desenvolve a doença em até 6 semanas após a exposição. No entanto, o período de incubação pode variar de 6 a 12 meses.

Após a inoculação, desenvolvem-se um ou mais nódulos subcutâneos, que aumentam de tamanho e necrosam, levando a úlceras caracteristicamente indolores, de base limpa e bordas bem demarcadas.

Cerca de 6% das lesões são extragenitais.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

A K. granulomatis é de difícil isolamento em meios de cultura. Dessa forma, firma-se o diagnóstico através obtenção de material da úlcera e visualização dos corpúsculos de Donovan, que correspondem às bactérias no interior dos macrófagos.

Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com outras causas de úlceras genitais.

Referências

  1. Rosen, T. (2009). "Antibiotic Use in Sexually Transmissible Diseases". Dermatol Clin 27: 49-61 pp..
  2. O’Farrell N. (2002). "Donovanosis". Sex Transm Infect 78 (6): 452–7 pp..