Dons do Espírito Santo

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Pentecostalismo
Pentecostalismo

Dons do Espírito Santo ou Carismas conforme algumas denominações cristãs, assim como as pentecostais, são dons que foram concedidos aos cristãos para fortalecer a Igreja. Eles são descritos no Novo Testamento, principalmente em I Coríntios 12, Romanos 12 e Efésios 4.

Alguns acreditam que a sua operação limitou-se a igreja primitiva. Conforme algumas denominações protestantes alguns dons espirituais, por exemplo como falar em línguas e interpretação de línguas, só foram usados por um tempo curto até a Igreja sair de sua infância, e não mais depois. Essa visão é conhecida como cessacionismo. Essa opinião é mantida por John F. MacArthur, Jr., Robert L. Thomas e muitos outras denominações cristãs de linha central. Em contraste, alguns outros estudiosos cristãos como Wayne Grudem e Gordon Fee sustentam o continuacionismo

Enumeração dos Dons[editar | editar código-fonte]

A Primeira Epístola aos Coríntios enumera alguns dons

(I Co 12:8-10):

Buscar os dons[editar | editar código-fonte]

Por ser entendimento comum que os dons eram distribuídos segundo a vontade do Espírito, houve debates teológicos para refletir se era bíblico a petição de dons. Algumas denominações exercitavam reuniões em que o religioso deveria repetir muitas vezes um determinado louvor ou clamor e o Espírito “enrolaria” sua língua para a glossolalia, o que foi muito criticado por outras denominações religiosas. Chegou-se então ao entendimento que as reuniões de orações poderiam invocar a petição do dom, contudo a tentativa de induzir o Espírito Santo com tais práticas era condução ao engano pelo poder do espírito do mal e pelo poder do espírito da carne, visto que a alma do homem poderia ser induzida por mensagem subliminar.

A sustentação para a permissão para a petição de tais dons estariam firmadas em I Co14:1 - “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.”

Muito estudiosos entendem que estariam limitados a tais dons a distribuição do Espírito, contudo pensam outros que o Espírito Santo é livre e não se restringe à relação deixada pelo apóstolo; novas formas de ações surgem no decorrer da história do povo eleito. Essas novas formas foram criticadas por conservadores por dar vazão ao surgimento de heresias.

Outra linha entende que os dons do Espírito não ficaram restritos ao Pentecostes, visto esta tese contraria todas as cartas Paulinas, pois, foram escritas em datas posteriores ao Pentecostes. A conversão de Paulo aconteceu por volta do ano 37 d.C., sete anos após a descida do Espírito Santo no Pentecostes (30 d.C.).

Segundo as traduções da Epístola aos Hebreus - Hb 2.4, os dons espirituais seriam distribuídos segundo a vontade de Deus, confirmando a pregação com sinais e prodígios, sendo o seu recebedor apenas um despenseiro a cuidar desses dons, administrando aos demais - 1Pe 4.10 – por intermédio de um canal humano que não seria o dono do dom, pois seria pertencente ao Espírito.

Há uma linha teológica que entende que a manifestação dos dons na vida do cristão é a confirmação do “Batismo do Espírito Santo”, já outra linha ensina que o “Batismo do Espírito Santo” é “automático” e consecutivo ao arrependimento e aceitação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

Jesus Cristo e os dons[editar | editar código-fonte]

O Senhor Jesus, possuía os dons e os usava para a edificação da multidão que o seguia

“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” (Mt 12.28)

Segundo os que entendem que o cristão receptor é apenas um despenseiro do dom, este exemplo precisa ser observado pelos que foram agraciados, os talentos espirituais não são para a glória do homem, sim, para a edificação do povo de Deus, através da manifestação do poder e autoridade.

Pentecostes[editar | editar código-fonte]

Neste dia o dom do Espírito Santo permitiu a todos os apóstolos falarem em outras línguas (idiomas), sendo entendidos por pessoas de diferentes países.

A primeira referência do derramamento do Espírito sobre a igreja está em Atos:

“Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados. Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa.” (Atos 2.1-4)

Variedade de Línguas[editar | editar código-fonte]

Os dons são diversos e todos eles úteis à edificação da igreja. O dom de línguas é visto por algumas denominações como um sinal do “Batismo no Espírito”; chegando a afirmar alguns que se o cristão não fala em línguas estranhas, eles mesmo assim são batizados. Um entendimento considerado errôneo, pelos não pentecostais e por parte dos pentecostais.

O principal texto usado para comprovar esta tese é o que descreve o Pentecostes, no entanto, as línguas ali faladas não foram estranhas ou de anjos, sim, idiomas regionais. O falar em línguas em algumas vidas realmente é a confirmação do enchimento com o Espírito, mas, não é possível generalizar.

O Batismo do Espírito só é possível em vidas que cultivam a santidade.

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” (2 Co 7.1)

A condição de santos é impostas a todos que querem viver na presença do Senhor, estes estão habilitados a receberem os dons reservados, não especificamente línguas. As vidas que produzem os frutos da carne (Gl 5.19-21), estão em pecado, afastadas de Deus e incapacitadas de serem usadas pelo Espírito Santo. Assim entendem os estudiosos que se pessoas que não vivem, ou procuram viver em santidade, se falam em línguas, ou profetizam, provavelmente são movidas pelo espírito de engano. Visto que o reino das trevas seriam um reino organizado que procura imitar o reino celestial, mas com distorções, e “sinais de mentira”.

Os mais conservadores salientam a ordem e decência no falar em línguas - 1Co 14.27-33 – para a desordem não tomar lugar no culto. E que falar línguas não faz o homem santo como muitos pensam, mas viver a vontade de Deus é o que faz o homem ser santo.

Sinal da graça de Deus que fluiu das mãos de Paulo para outros por quem orava com imposição de mãos (At 10.44 e 19.6). Assim, uma das formas de receber a glossolalia seria pela imposição das mãos de um servo “separado”. O dom de línguas é a forma mais pura de louvor e adoração, pois, é o próprio Espírito que se apresenta diante do Eterno Rei.

Não é o dom mais importante segundo Paulo - I Co 14, afirmando que o falar em línguas é para edificação pessoal. E alguns entendem que ao descrever os dons por importância, situou o de línguas entre os menores. Além da importância de haver alguém que possa interpretá-lo para edificação da igreja.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Assemblies of God. "The Assemblies of God - Our Sixteen Doctrines." Springfield, MO: Assemblies of God Office of Public Relations, 1996. Used truth number 10
  • Dusing, Michael L. Systematic Theology. Ed. Stanley M. Horton. Springfield, MI: Logion P, 2007. 525-66. Section was used for discussing the post-Acts church
  • Grudem, Wayne. Electronic Systematic Theology: An Introduction to Biblical Doctrine. Whitefish, MT, Bits & Bytes Computer Resources, 2000. Used for the questions on initial physical evidence and Christ’s return
  • Horton, Stanley M., ed. Systematic Theology, A Pentecostal Perspective, rev. Springfield, MO: Logion Press, 1994. Used in for the question of Christ’s immanent return
  • Klaus, Byron D. Systematic Theology. Ed. Stanley M. Horton. Springfield, MI: Logion P, 2007. 567-96. Used for the question of the governmental structure of the church
  • Limm, David. Systematic Theology. Ed. Stanley M. Horton. Springfield, MI: Logion P, 2007. 457-88. Used on the question of spiritual gifts
  • Marino, Bruce R. A Theology 3 Enchiridion. Phoenixville, PA: VFCC, 19460. Used for the questions of spiritual gifts
  • McLean, Mark D. Systematic Theology. Ed. Stanley M. Horton. Springfield, MI: Logion P, 2007. 375-96. Used as further reference and guidance when talking about gifts and tongues
  • Wyckoff, John W. Systematic Theology. Ed. Stanley M. Horton. Springfield, MI: Logion P, 2007. 423-56. Used for discussion on regeneration

Referências

Fontes adicionais[editar | editar código-fonte]

  • Jack Deere, Surprised by the Power of the Spirit. Grand Rapids: Zondervan, 1993
  • Surprised by the Voice of God. Grand Rapids: Zondervan, 1996.
  • Gary Greig and Kevin Springer (eds.)The Kingdom and the Power: Are Healing and the Spiritual Gifts Used By Jesus and the Early Church Meant for the Church Today? Ventura, CA: Gospel Light, 1993 (thorough and practical).
  • [1] Jon Ruthven, On the Cessation of the Charismata: The Protestant Polemic on Post-Biblical Miracles ] Deo Press, 1993, rev. 2007. (Often identified as the definitive study, it examines the historical, philosophical and exegetical issues, focusing on Warfield.).