Dor fetal

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Dor fetal é um termo utilizado para estudos e determinação se fetos sentem dor, e quais as etapas de sensibilade.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A existência ou ausência de sensações fetais durante o processo de aborto é matéria de interesse médico, ético e político. Diversas provas entram em conflito, existindo algumas opiniões defendendo que o feto é capaz de sentir dor a partir da sétima semana enquanto outros sustentam que os requisitos neuro-anatómicos para tal só estarão completamente formados e em funcionamento a partir do segundo ou mesmo do terceiro trimestre da gestação.[1] [2] [3]

Os receptores da dor surgem na pele na sétima semana de gestação. O hipotálamo, parte do cérebro receptora dos sinais do sistema nervoso e que liga ao córtex cerebral, forma-se à quinta semana. Todavia, outras estruturas anatómicas envolvidas no processo de sensação da dor ainda não estão presentes nesta fase do desenvolvimento. As ligações entre o tálamo e o córtex cerebral formam-se por volta da 23ª semana. Existe também a possibilidade de que o feto não disponha da capacidade de sentir dor, ligada ao desenvolvimento mental que só ocorre após o nascimento.[4]

Novos estudos do Hospital Chelsea, realizados pela Dra. Vivette Glover em Londres sugerem que a dor fetal pode estar presente a partir da décima semana de vida do feto, o que justificaria, segundo os proponentes da discriminalização do aborto, o uso de anestésicos para diminuir o provável sofrimento do feto.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Schmidt, Dr. Richard T. F., et. al. (1984-02-13) Open Letter to President Reagan Visitado em 18 de novembro de 2006.
  2. BBC News Article (2005). "Fetos 'sem dor até as 29 semanas'."Visitado em 18 de julho de 2006
  3. Parliamentary Office of Science and Technology. (1997). Fetal Awareness.Visitado em 11 de janeiro de 2006.
  4. Artigo da BBC News (2006). "Foetuses 'cannot experience pain'." Visitado em 18 de julho de 2006.
  5. Título não preenchido, favor adicionar.