Douglas C-47 Skytrain

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C-47 Skytrain
C-53 Skytrooper
Dakota
Picto infobox aircraft.png
C-47 da Real Força Aérea (Reino Unido)
Descrição
Tipo / Missão Aeronave de transporte militar e posterior convertido para uso civil, com motores a pistão, bimotor monoplano
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Douglas Aircraft Company
Período de produção 1943?-1945?
Quantidade produzida +10000 unidade(s)
Desenvolvido de Douglas DC-3
Primeiro voo em 23 de dezembro de 1941 (73 anos)
Variantes Douglas XCG-17
Douglas AC-47 Spooky
Tripulação 4 - piloto, co-piloto, navegador e operador de rádio
Soldados 28 soldados
Carga útil 2 700 kg (5 950 lb)
Especificações (Modelo: C-47B-DK)
Dimensões
Comprimento 19,43 m (63,7 ft)
Envergadura 29,41 m (96,5 ft)
Altura 5,18 m (17,0 ft)
Área das asas 91,70  (987 ft²)
Peso(s)
Peso vazio 8 226 kg (18 100 lb)
Peso carregado 11 793 kg (26 000 lb)
Peso de decolagem 14 061 kg (31 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 2 x motores a pistão radiais Pratt & Whitney R-1830-90C Twin Wasp de quatorze cilindros
Potência (por motor) 1 200 hp (895 kW)
Performance
Velocidade máxima 360 km/h (194 kn)
Velocidade de cruzeiro 257 km/h (139 kn)
Alcance bélico 2 575 km (1 600 mi)
Alcance (MTOW) 5 795 km (3 600 mi)
Teto máximo 8 045 m (26 400 ft)
Notas
Dados de: McDonnell Douglas Aircraft Since 1920[nota 1]

o Douglas C-47 Skytrain a versão militar do Douglas DC-3, foi largamente utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se um dos principais fatores da vitória aliada.

Mais de 10.000 unidades foram fabricadas em suas várias versões, tanto para transporte de tropas ou para-quedistas como para o transporte de cargas.

Foram produzidas numerosas variantes do C-47 utilizando diferentes motores, equipamentos ou disposição das cabinas.

Uma variante para o lançamento de pára-quedistas foi sujeita a tantas alterações especificas que passou a ser designado por C-53 Skytrooper.

A Royal Air Force (RAF - Força Aérea do Reino Unido) utilizou cerca de 2.000 aviões C-47, passando-os a designar como Dakota.

Visão do interior de um C-47
Dakota em exposição no Museu do Ar (Pólo de Sintra)

Variações[editar | editar código-fonte]

Abaixo estão descritas as variações do C-47 Skytrain. Entre parênteses, estão as denominações utilizadas pela Royal Air Force (Dakota).

  • C-47 (Dakota I): Versão militar inicial do DC-3
  • C-47A (Dakota III): Sistema elétrico de 24v substituindo o original de 12v.
  • C-47B (Dakota IV): Motores R-1830-90 e capacidade extra de combustível, permitindo voo de rotas China-Burma-India
  • C-47D
  • C-48 a C-52: Inúmeras variações militares do DC-3 que entraram em serviço
  • C-53 (Dakota II): Versão para passageiros e para-quedistas.

Emprego na Força Aérea Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Em 1944, resultante de uma aterragem de emergência em Lisboa, um avião americano deste tipo foi apreendido. Durante a Segunda Guerra Mundial, o estatuto de Portugal como País não beligerante proibia a utilização do espaço aéreo por aviões envolvidos no conflito. Antecipando-se à apreensão, o embaixador americano ofereceu a aeronave a Portugal. A partir de 1958, a Força Aérea Portuguesa adquiriu 29 aviões Dakota provenientes de diversas origens e de vários modelos.

Operaram em missões de carga e transporte de passageiros. Durante a Guerra do Ultramar nas três frentes executaram missões de reconhecimento aéreo, lançamento de pára-quedistas, transporte de feridos, busca e salvamento e até de bombardeamento na Guiné-Bissau.

Com o fim da Guerra do Ultramar foram abatidos ao serviço. Muitos deles foram oferecidos aos novos países africanos, antigas colónias portuguesas.

Emprego na Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

Versões anteriores da série DC da Douglas já vinham sendo empregadas pelo Exército Brasileiro desde 1936, com a compra de 2 DC-2, que voavam com designação C-32, a seguir foram encomendados outros 18 DC-2, na configuração C-33.

Quando o antigo Corpo Aéreo deu origem à Força Aérea do Exercito em 1941 o C-47 Skytrain veio a consolidar-se como o avião de transporte padrão.

Essa extraordinária aeronave operou em todos os continentes, particiou de todas as batalhas mais importantes e permaneceu em operação muito tempo depois de terminada a Segunda Guerra Mundial. No Brasil havia remanescentes da frota desse avião até ao final da década de 1960.

A FAB desativou seus C-47 em 1983.

Notas

  1. Francillon 1979, p. 261.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Francillon, René J. McDonnell Douglas Aircraft Since 1920. London: Putnam & Company Ltd., 1979. ISBN 0-370-00050-1


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