Doutrinas fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia

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As 28 Doutrinas Fundamentais da Igreja Adventista são basicamente suas crenças para sua estruturação como instituição religiosa. Contudo, os adventistas do sétimo dia (IASD) aceitam a Bíblia como seu único credo, por isso são baseadas exclusiva e unicamente na Bíblia. Baseados nela, foram instituídas as Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia.

Essas doutrinas são divididas em seis blocos: doutrina de Deus, doutrina do Homem, doutrina da Salvação, doutrina da Igreja, doutrina da Vida Cristã e doutrina dos Últimos Eventos. Todas elas são apresentadas em textos bíblicos.

A História das 28 Doutrinas[editar | editar código-fonte]

A igreja adventista, partiu para a constituição de suas doutrinas, do princípio que a "Bíblia é a única regra de fé e prática". Após 2 anos do Dia do Grande Desapontamento, ocorreu a guarda do Sábado com seus primeiros líderes e somente 4 anos mais tarde a primeira grande reunião dos "adventistas guardadores do Sábado", em 20-21 de abril em Rocky Hill, Connecticut. Foi estabelecido o sistema de dízimos e ofertas, em 1859. E 19 anos depois, em 1863 começou a haver uma concordância sobre a reforma de saúde, a abstinência do álcool e fumo e distinção entre animais limpos e imundos, baseados na bíblia. E em 1888 vemos claramente o credo na justificação pela fé como forma de salvação, e definição do papel da Lei e da Graça de Deus na vida cristã.

Já 1889 ocorreu a primeira publicação dos "Princípios Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia" [1] no Anuário da organização, e consistia em 28 artigos que eram uma revisão e expansão das declarações de Uriah Smith em 1872. Em 1931 a declaração de crenças fundamentais foi reeditada por 3 razões principais: 1) A ausência de novas declarações após 1914 dava a falsa impressão que a IASD não tinha doutrinas especificadas ou definidas para as outras denominações; 2) Uma requisição formal da Divisão Africana por uma declaração que especificasse melhor a governos quais são as crenças da IASD. Esta declaração permaneceu até 1980. Em 1946 a Associação Geral votou que nenhuma revisão das declarações de crenças fundamentais deveria ser feita, a não ser em uma reunião da Associação Geral. Em 1980 foi a primeira vez em que foram votadas em uma reunião da Associação Geral as crenças fundamentais da IASD. http://ast.gc.adventist.org/

As Doutrinas em Detalhe[2] [editar | editar código-fonte]

As doutrinas estabelecidas até hoje podem ser alteradas e revisadas quando a igreja, através de uma Assembleia Geral inspirada pelo Espírito Santo, encontrar uma linguagem que melhor expresse essas doutrinas ou até mesmo uma nova descoberta aprofundada das Escrituras Sagradas.

Doutrinas de Deus[editar | editar código-fonte]

As doutrinas sobre a crença, natureza e atributos de Deus são as seguintes:

Capítulo 1 - As Escrituras Sagradas[editar | editar código-fonte]

O antigo e novo testamento constituem as escrituras sagradas e representam a palavra de Deus escrita, e a inspiração do Espírito Santo através de homens santos que falaram e escreveram em nome de Deus. Na bíblia, DEUS nos deixou seu plano de salvação, e revelou sua vontade. Nela estão escritos os atos fidedignos de Deus na historia do mundo.

Os adventistas do sétimo dia creem que a Bíblia é a única regra de fé confiável e infalível, pois é a Palavra e também a vontade do Criador,revelada aos profetas e servos de Deus no passado (Hebreus 1:1 e 1ª Pedro 1:10 a 13), os quais foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus a escrevê-la em linguagem humana (2ª Pedro 1:19 a 21). Por isso tudo da Palavra de Deus tem os seguintes (e outros) atributos à nossa vida:

  • Ser a verdade em nossa vida (Jo 17:17).
  • É eterna
  • Nos dar a vida eterna (João 5:39).
  • Testificar de Cristo (João 5:39).
  • Ensinar, corrigir, instruir na justiça, etc (2ª Timóteo 3:16).

Capítulo 2 - A Trindade[editar | editar código-fonte]

Representa uma unidade de três pessoas coeternas, existentes nas pessoas de Deus Pai, Deus Filho e Espírito Santo. Todos os três são dignos de culto, de adoração e de prestigio por toda a criação.

Capítulo 3 - Deus Pai[editar | editar código-fonte]

É o criador, originador, mantenedor de toda a criação. Nos ama com muita fidelidade. Tudo que faz esta em completa harmonia com seu filho Jesus Cristo e o Espírito Santo, e os poderes e adjetivos neles apresentados também são manifestos em Deus Pai.

Capítulo 4 - Deus Filho[editar | editar código-fonte]

É o filho eterno de Deus (Pai). Deus filho desceu ao mundo como Jesus Cristo. Deus filho é nosso intercessor perante Deus, o justo juiz. Foi concebido como humano pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu como humano e experimentou todo tipo de tentação que nos enfrentamos. Morreu, ressuscitou e prometeu que virá outra vez.

Capítulo 5 - Deus Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

O Espírito Santo desempenha parte ativa junto ao Pai e ao Filho. Esteve junto na criação. Inspirou os escritores da bíblia revelando-lhes a mensagem de Deus. Concedeu poder a Jesus, quando este esteve aqui na Terra. Sua função é convencer o pecador de seus pecados. Tem poder e autoridade para transformar qualquer pessoa, desde que receba permissão. Desceu ao mundo após a morte de Jesus, para ser nosso consolador.

Capítulo 6 - A Criação[editar | editar código-fonte]

Foi revelado através das escrituras sagradas e da Natureza que Deus é o criador de todas as coisas.

Doutrinas do Homem[editar | editar código-fonte]

Capítulo 7 - A Natureza do Homem[editar | editar código-fonte]

Os seres humanos, o homem e mulher, foram criados à imagem e semelhança de Deus. Mas receberam do próprio Deus o direito de pensar e agir individualmente. Todo ser humano é livre. Após o pecado a imagem de Deus foi desfigurada e o ser humano ficou sujeito à morte. A partir daí todos nascem com fraquezas e com tendências pecaminosas. Fomos criados para a glória de Deus. E somos chamados para amá–lo e a amarmos uns aos outros.

Capítulo 8 - O Grande Conflito[editar | editar código-fonte]

Esse conflito se originou no céu, quando uma criatura criada por Deus conduziu uma rebelião, confrontando o caráter de Deus e a sua soberania sobre o universo. Após a criação, o pecado entrou no mundo e todos nos fomos envolvidos nesse conflito de Deus contra satanás.

Capítulo 9 - Vida, Morte e ressurreição de Cristo[editar | editar código-fonte]

Quando Jesus veio ao mundo manteve sua vida em total harmonia com a vontade de Deus. Sua morte é substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. E a sua ressurreição exalta a vitória de Deus, perante as forças do mal e nos dá a vitória final sobre o pecado.

Doutrinas da Salvação[editar | editar código-fonte]

Capítulo 10 - A Experiência da Salvação[editar | editar código-fonte]

Nessa experiência somos guiados pelo Espírito Santo a sentirmos necessidade de Deus, reconhecemos nossas falhas e pecados e arrependermos de nossas transgressões. Para obtermos essa experiência de salvação, precisamos ter , guardando sua lei e temos domínio sobre o pecado apresentado pelo Espírito Santo. Permanecendo nele, nos tornamos participantes de sua natureza e temos a certeza da salvação.

Capítulo 11 - Crescimento em Cristo[editar | editar código-fonte]

Nova crença fundamental aprovada em 4 de julho de 2005, na 58ª Assembléia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Pela sua morte na cruz Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele subjugou os espíritos de demônios durante o Seu ministério terrestre e quebrou o seu poder e tornou certo o seu destino final. A vitória de Jesus dá-nos vitória sobre as forças do mal que continuam procurando controlar-nos, enquanto nós caminhamos com Ele em paz, alegria, e a garantia do Seu amor. Agora o Espírito Santo mora conosco e nos dá poder. Continuamente comprometidos com Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos livres do fardo dos nossos feitos passados. Não mais vivemos na escuridão, com medo dos poderes do mal, ignorância, e a falta de sentido de nosso antigo estilo de vida. Nessa nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer na semelhança de Seu caráter, comungando com Ele diariamente em oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nisso e em Sua providência, cantando Seus louvores, reunindo-nos juntos em adoração, e participando na missão da Igreja. Na medida em que nos entregamos ao serviço de amor àqueles ao nosso redor e ao testemunho da Sua salvação, Sua constante presença conosco através do Espírito transforma cada momento e toda tarefa numa experiência espiritual. Razões bíblicas: Salmos 1:1, 2; 23:4; 77:11, 12; Colossenses 1:13, 14; 2:6, 14, 15; Lucas 10:17-20; Efésios 5:19, 20; 6:12-18; I Tessalonicenses 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Corintios 3:17, 18; Filipenses. 3:7-14; I Tessalonicenses 5:16-18; Mateus 20:25-28; João 20:21; Gálatas 5:22-25; Romanos 8:38, 39; I João 4:4; Hebreus 10:25.

Capítulo 12 - A Igreja[editar | editar código-fonte]

A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo com Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Velho Testamento, somos chamados para fora deste mundo; e nos unimos para prestar culto para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para serviço a toda humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. A igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que é a Palavra escrita. A Igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem com base no novo concerto. A Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a Cabeça. A Igreja é a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo Igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa, sem defeito. Razões Bíblicas|Gên. 12:3; Atos 7:38; S. Mat. 21:43; 16:13-20; S. João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15

Doutrinas da Igreja[editar | editar código-fonte]

Capítulo 13 - O Remanescente e Sua Missão[editar | editar código-fonte]

A Igreja de Deus se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos do Apocalipse 14; coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial. Razões Bíblicas|S. Mar. 16:15; S. Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14)

Capítulo 14 - Unidade no Corpo de Cristo[editar | editar código-fonte]

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos. Razões Bíblicas|Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; S. João 17:20-23; S. Tiago 2:2-9; I S. João 5:1

Capítulo 15 - O Batismo[editar | editar código-fonte]

Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, tornamo-nos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. É por imersão na água e depende de uma afirmação da fé em Jesus e da evidência de arrependimento do pecado. Segue-se à instrução na Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos. Razões Bíblicas|S. Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6: Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:21 e 13; I S. Ped. 3:21

Doutrinas da vida cristã[editar | editar código-fonte]

Capítulo 16 - A Ceia do Senhor[editar | editar código-fonte]

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé . Ele, nosso Salvador e Senhor. Nessa experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo. Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do nosso Senhor até que Ele volte. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo e para unir nossos corações em amor. O Serviço da Comunhão é franqueado a todos os crentes cristãos. Razões Bíblicas|S. Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; S. João 6:48-63; Apoc. 3:20; S. João 13:1-17

Capítulo 17 - Dons e Ministérios Espirituais[editar | editar código-fonte]

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. De acordo com as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, a cura, profecia, proclamação, ensino, administração, reconciliação, compaixão, e serviço abnegado e caridade para ajuda e animação das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pela Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino especialmente necessários para habilitar os membros para o serviço, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém de Deus e é edificada na fé e no amor. Razões Bíblicas|Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I S. Ped. 4:10 e 11; Col. 2:19; S. Mat. 25:31-36

Capítulo 18 - O Dom de Profecia[editar | editar código-fonte]

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo o ensino e experiência. Razões Bíblicas|Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10

Capítulo 19 - A Lei de Deus[editar | editar código-fonte]

Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórias a todas as pessoas, em todas as épocas. Estes preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A Salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão. Razões Bíblicas|Êxo. 20:1-17; S,. Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; S. João 14:15; Rom. 8:1-4; I S. João 5:3; S. Mat. 22:36-40; Efés. 2:8

Capítulo 20 - O Sábado[editar | editar código-fonte]

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é um sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do por-do-sol ao por-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus. Razões Bíblicas|Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; S. Luc. 4:16; Heb. 4:1- 11; Deut. 5:12-15; Isa. 56: 5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; S. Mar. 2 e S. Mateus 12 (ler capítulo inteiro) favor não ler somente versículos e sim todo o capitulo.

Capítulo 21 - Mordomia[editar | editar código-fonte]

Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus por meio do fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua Igreja. A mordomia é um privilégio que Deus nos concede para o desenvolvimento no amor e para a vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas bênçãos que advêm aos outros como resultado de sua fidelidade Razões Bíblicas|Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; S. Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14

Capítulo 22 - Conduta Cristã[editar | editar código-fonte]

Somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, nós só nos envolvemos naquelas coisas que produziram em nossa vida pureza, saúde, e alegria semelhantes às de Cristo. Isto significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões de gosto e beleza cristãos. Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranqüilo. Significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras. Visto que as bebidas alcóolicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar. Razões Bíblicas|I S. João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e 10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I S. Ped. 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8)

Capítulo 23 - Matrimônio e Família[editar | editar código-fonte]

O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo amor, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério. Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcança completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros de Seu corpo, a família de Deus. Crescente intimidade familiar é um dos característicos da mensagem final do evangelho Razões Bíblicas|Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; S. João 2:1-11; Efés. 5:21-33; S. Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; S. Mar. 10:11 e 12; S. Luc. 16:18; I Cor 7:10 e 11

Capítulo 24 - O Ministério de Cristo no Santuário Celestial[editar | editar código-fonte]

Há um Santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crente os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grade Sumo-sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesta quem, dentro vivos permanece em Cristo, guardando os mandamentos e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a transladação ao Seu reino eterno. Esse julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus, receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento. Razões Bíblicas|Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12

Capítulo 25 - A Segunda Vinda de Cristo[editar | editar código-fonte]

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados em todo o tempo. Razões Bíblicas|Tito 2:13; S. João 14:1-3; Atos 1:9- 11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; S. Mat 24; S. Mar. 13; S. Luc. 21; II Tim. 3:1- 5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28

Capítulo 26 - Morte e Ressurreição[editar | editar código-fonte]

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde. Razões Bíblicas|I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6;23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; S. João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; S. João 5:24

Capítulo 27 - O Milênio e o Fim do Pecado[editar | editar código-fonte]

O milênio é o reinado de mil anos de Cristo e de Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. Razões Bíblicas|Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II S. Ped. 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21

Capítulo 28 - A Nova Terra[editar | editar código-fonte]

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria, e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declaram que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém. Razões Bíblicas|II S. Ped. 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; S. Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15

Considerações Finais[editar | editar código-fonte]

Os adventistas do sétimo dia creêm que além dos deveres instituidos por Deus; tem a responsabilidade de manter as relações com todos de igual forma e cuidar daquilo que é o bem de todos - o planeta. Por essa questão, são inúmeras as instituições não-governamentais ligadas a este grupo. São escolas, faculdades, hospitais, e organizações de ajuda humanitária como a ADRA (Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistênciais), que atuam neste e em países. Repetidamente, esse grupo é alvo de inumeos ataques de outros grupos evangélicos que se opõem aos seus ensinamentos, taxando-a de não-cristã ou seita. Esta por sua vez não tem respondido a nenhuma destes ataques, pois acredita que o paragrafo VI do artigo 5º da constituição federal seja o mais claro possível.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.arquivoxiasd.com/yb1889.htm (Clique aqui e veja a imagem dos originais impressos)
  2. http://www.mpv.org.br/institucional/nistocremos.php (clique e veja as doutrinas de forma completa)