Drúedain

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Os Drúedain (singular Drúadan) são uma sub-raça dos humanos que figuram as obras de Tolkien, em especial em Contos Inacabados.

Eles moravam junto com os Haladin, com o povo de Haleth, na floresta de Brethil na Primeira Era do mundo. São também chamados de Drûg e de Homens-púkel. Sempre foi uma raça de número pequeno, mas conseguiram viver, ao que se sabe, até o final de Terceira Era

Nomes e títulos[editar | editar código-fonte]

Os Drúedain se chamavam Drughu. Quando se estabeleceram em Beleriand, os elfos Sindarin adaptaram sua escrita para Drû (plurais de Drúin, Drúath) e mais tarde acrescentaram o sufixo -adan "homem", resultando na formar habitual Sindarin Drúadan (no plural Drúedain).[1] Tolkien também usou a forma Drûg, com regulares do plural inglês Drûgs.[2]

Drughu tornou-se em Quenya, com a forma posterior com o sufixo Rúatan (no plural Rúatani).[1] Os Orcs chamaram os Drúedain de Oghor-hai.[2] A palavra usada por eles em Rohirrico durante a Terceira Era foi representada por Tolkien como Púkel-men,[3] [4] o que inclui a palavra anglo-saxônica púcel "goblin, trolls" (sobrevivendo também na "Puck" de Shakespeare e "Pook's Hill" de Kipling).

Características[editar | editar código-fonte]

Os drúedain são parecidos com os anões, baixos, atarracados, gordos e com nádegas pesadas. Para os elfos e outros humanos eles tinham um semblante nada amigável.

Sua boca era larga, seu nariz, achatado, e seus olhos eram fundos e negros de forma que alguém deveria chegar bem perto para ver se eles moviam-se. Diz-se que, quando em fúria, os olhos adquiriam um brilho vermelho. Tinham pouquíssimo cabelo e, abaixo das sobrancelhas, eram totalmente sem pêlos, exceto por alguns que tinham um pouco de pêlo no queixo.

Possuíam algumas características peculiares de sua espécie: não comemoravam a vitória numa batalha, eram silenciosos e nutriam um ódio mortal pelos orcs.

Aprendiam as coisas facilmente e eram exímios escultores, esculpindo estátuas tão reais de si mesmos que espantavam inimigos, que fugiam com medo de sua ira.

Para se chamarem uns aos outros, usavam um assobio que doía no ouvido de quem estivesse próximo e era escutado à distância. Sua risada também era marcante: quando riam, riam alto e gostosamente, fazendo todos à volta gargalharem também.

No entanto, sua mais impressionante habilidade era a de ficarem, quando queriam, totalmente imóveis, por dias seguidos às vezes, daí a confusão entre esculturas e escultores. Conta-se que certa vez um guerreiro vindo de uma batalha viu um drúadan e o cumprimentou. Sem receber resposta, foi embora achando que era uma estátua. Em outro dia ele voltou e lá estava a estátua. Cansado, ele jogou o casaco molhado sobre as costas da estátua para secar ao sol, e adormeceu encostado nela. Acordou com um drúadan pedindo-lhe por favor para tirar o casaco de suas costas.

Referências

  1. a b Contos Inacabados, "Os Drúedain", p. 385, nota 8.
  2. a b Contos Inacabados, "Os Drúedain", p. 377, 379.
  3. The Return of the King, "A Concentração das Tropas de Rohan".
  4. Unfinished Tales, "The Drúedain", p. 384.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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