Ducas (historiador)

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Ducas (ca. 1400 - após 1462)[1] foi um historiador bizantino que escreveu sob Constantino XI Paleólogo, o último imperador bizantino. Sua obra é uma das mais importantes fontes das últimas décadas do Império Bizantino até a eventual queda de Constantinopla frente aos turcos otomanos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele era o neto de Miguel Ducas, que teve um importante papel nas guerras civis bizantinas do meio do século XIV. A data de seu nascimento e o seu primeiro nome são desconhecidos[1] . Ele é mencionado pela primeira vez em 1421 vivendo em Phocaea Nova (atual Yenifoça, na Turquia) e servindo ao secretário do governador genovês. Após a queda de Constantinopla, ele buscou refúgio em Lesbos, onde ele passou para o serviço da família regente, os Gattilusi. Eles o empregaram em diversas missões diplomáticas junto ao Império Otomano[1] . Ele conseguiu obter dos turcos uma semi-independência para Lesbos até 1462, quando ela foi tomada e anexada ao império turco pelo sultão Maomé II. Sabe-se que Ducas sobreviveu a este evento, mas não há mais registros sobre a sua vida.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ele foi o autor de uma história do período de 1341 - 1462, continuando as de Nicéforo Gregoras e João VI Cantacuzeno, e suplementando as de Jorge Frantzes e Laônico Calcondilas. A obra tem um capítulo preliminar com a cronologia a partir de Adão e Eva até João V Paleólogo. Mesmo sem um refinamento no estilo, a história de Ducas é ao mesmo tempo sensata e mais ou menos confiável, sendo de qualquer maneira uma valiosa fonte para os anos finais do Império Bizantino. O relato da queda de Constantinopla é de especial importância. Ducas era um forte defensor da reunião das Igrejas Católica e Ortodoxa e se mostra muito amargo contra os que rejeitavam até mesmo a ideia de apelar por ajuda ao ocidente contra os otomanos (veja União de Florença).

A História, preservada (sem o título) em um único manuscrito, em Paris, foi editada pela primeira vez por I. Bullialdus (Bulliaud) (Paris, 1649);edições posteriores estão na Bonn Corpus scriptorum Hist. Byz., por I. Bekker (1834) e na Patrologia Graeca (vol. CLVII), de Migne. A edição de Bonn contém uma tradução italiana do século XV por um autor desconhecido encontrada por Leopold Ranke em uma biblioteca em Veneza e enviada por ele para August Bekker.

Referências

  1. a b c Kazhdan (1991), p. 656

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Kazhdan, Alexander, ed. (1991) (em inglês), Oxford Dictionary of Byzantium, Oxford University Press, ISBN 978-0-19-504652-6