Duque de Aveiro

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Armas dos Lencastres, titulares do Ducado de Aveiro: Escudo de Portugal, com um filete de bastardia em contrabanda.

Duque de Aveiro, era um título associado à Casa Real Portuguesa, concedido por D. João III, em 1547, a D. João de Lencastre, filho sucessor do 2.º Duque de Coimbra, D. Jorge de Lencastre[1] , este, por sua vez, filho bastardo de D. João II. Não sendo renovado o título de Coimbra por D. João III, ficou assim em uso o de Aveiro nesta Casa com a varonia do "Príncipe Perfeito".

Lista dos Duques[editar | editar código-fonte]

  1. D. João de Lencastre (150122 de Agosto de 1571);
  2. D. Jorge de Lencastre (15484 de Agosto de 1578);
  3. D. Juliana de Lencastre (15601636);
  4. D. Raimundo de Lencastre (16206 de Outubro de 1666);
  5. D. Pedro de Lencastre (160823 de Abril de 1673);
  6. D. Maria de Lencastre (16307 de Fevereiro de 1715);
  7. D. Gabriel de Lencastre (16671745);
  8. D. José de Mascarenhas e Lencastre (2 de Outubro de 170813 de Janeiro de 1759).

A extinção do título[editar | editar código-fonte]

O 8.º duque de Aveiro foi declarado apátrida por ordem régia e sentença judicial em 1759, deixando de ter, por isso, quaisquer direitos aos títulos que ostentava. O filho herdeiro do último duque (a quem o Marquês de Pombal proibiu que se casasse), D. Martinho Mascarenhas da Silva e Lencastre, 6.º marquês de Gouveia, deixou descendência, embora ilegítima, no antigo concelho de Azeitão. Seu pai, D. José de Mascarenhas da Silva e Lencastre, também deixou descendência ilegítima na cidade de Aveiro, mais precisamente na freguesia de Aradas.

As propriedades desta família ducal foram todas confiscadas pela Casa Real em 1760. Todos os seus edifícios e bens próprios foram destruídos, concedidos a outrem ou vendidos, depois de confiscados pelo Estado. As pedras de armas dos Aveiro foram mandadas picar e o chão dos seus palácios e quintas mandado salgar. O próprio nome oficial da cidade de Aveiro foi alterado para o de Nova Bragança (mais tarde voltando ao original). A única propriedade ainda demonstrativa do antigo poder desta família é o grande e sumptuoso Palácio de Azeitão, infelizmente em total abandono e estado avançado de degradação.

São actualmente representantes desta família Lancastre, dos duques de Aveiro, os marqueses de Lavradio, descendentes legítimos de D. Francisca das Chagas Mascarenhas, marquesa de Lavradio, a qual foi irmã do 8.º e último duque de Aveiro. D. José de Mascarenhas da Silva e Lencastre, 8º e o último Duque de Aveiro também deixou descendência ilegítima na cidade de Aveiro, mais precisamente na freguesia de Aradas.

A varonia Lancastre, legítima, existe ainda, na Casa dos Condes da Lousã, os quais não descendem porém dos duques de Aveiro, mas sim de D. Jorge de Lencastre, 2.º duque de Coimbra (pai do 1.º duque de Aveiro), por um filho mais novo deste.

Ainda existe um filho de Dom Afonso V, com sua sobrinha Dona Joana de Castela, chamado Dom Gonçalo Afonso d'Aviz Trastámara Fernandez, que por medidas de segurança, diante de uma conspiração para mata-lo, por questões políticas, pois a este cabia suceder seu irmão Dom João II, mediante a uma suposta união do Reino de Portugal e o Reino de Castella, pois a este cabia a sucessão das duas coroas, uma por linha paterna e a outra por linha materna. Por ordem da Casa Real Portuguesa, teve de ser exilado na Ilha da Madeira, nos Açores, onde recebia anualmente caravelas carregas de tudo quanto lhe era necessário para que tivesse vida de Príncipe, que de fato e direito lhe pertencia. Mais tarde seus descendentes, herdeiros legítimos e sucessores na linha de primogenitura, adotaram o apelido de " Lisboa", em 1539 com a morte de Gonçalo Afonso de Aviz Trastámara Fernandez, a primogenitura segui-se através de seu filho Pedro, e atualmente encontra-se com a Família Real Lisboa, a atual primogenitura, com as prerrogativas inerentes"Jus Majestatis et Jus Honorum" por "Jus Sanguinis et Jus Regno.

Outros títulos associados[editar | editar código-fonte]

Nota: o título espanhol de Duque de Aveyro, não deve ser confundido com a presente situação, uma vez que se trata de uma honnra otorgado por Carlos II de Espanha, em 1681, que pretendia, assim, evitar o regresso a Portugal de D. Maria de Guadalupe de Lencastre que acabara de ser reconhecida como herdeira do título português, por morte do 5.º Duque, seu tio.

Nome de Família[editar | editar código-fonte]

O nome de família dos Duques de Aveiro era Lencastre ou Lancastre, dada a ligação à rainha D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gante, Duque de Lancaster.

O nome de família dos Duques de Lisboa era Aviz ou Avis dada a descendência à D. Afonso V, filho de D. Duarte I e Trastámara dada a ligação à D. Joana de Castela, sua sobrinha com quem teve um filho, Gonçalo Afonso de Aviz Trastámara Fernandez, que foi mantido oculto o seu nascimento, por questões políticas, diante da conspiração de matá-lo, pois a este cabia a sucessão ao throno de Portugal e simultâneamente por linha materna o Trono de Castela. Sua descendência direta e sucessória adotaram o apelido Lisboa da linhagem real, na época foi criado o brasão de armas do herdeiro e sucessor ao trono, com o intuito de assegurar a perpetuidade real e quanto ao acréscimo do apelido Lisboa ao nome, por questões de segurança e para evitar possíveis perseguições políticas, formando-se assim a Família real Lisboa desde 13 de julho de 1539.

Referências

  1. Serrão, Joel (1963). "Aveiro, 1.º Duque de". Dicionário de História de Portugal I. Ed. não referido]]. Lisboa: Iniciativas Editoriais. p. 258. ISBN 9726611601 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nobreza de Portugal e do Brasil, vol. II, Lisboa, Zairol Lda., 1989, pp. 342–347.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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