Eácides I de Épiro

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Eácides I ou Eácida I (? — 313 a.C.) foi um rei do Épiro.

Família[editar | editar código-fonte]

Ele era filho de Arribas, filho de Alcetas I, filho de Thapyrus.[1] Após a morte de Alcetas I, seus filhos,[2] Neoptólemo I e Arribas,[1] concordaram em dividir o poder, reinando juntos.[2] Neoptólemo I foi o pai de Alexandre, [1] chamado de Alexandre Molosso, para distinguir de seu sobrinho Alexandre, o Grande.

Olímpia, irmã de Alexandre I, foi criada por Arribas,[3] que era casado com sua irmã Troas.[4] [3] [Nota 1]

Eácides I era filho de Arribas [2] [4] e de Troas.[4]

Eácides I se casou com Fítia, filha de Menon da Tessália, e teve duas filhas, Deidamia e Troas, e um filho, Pirro.[5]

Reinado de Arribas[editar | editar código-fonte]

Foi Arribas que promoveu o casamento de Olímpia com Filipe II da Macedónia.[3] Quando Alexandre I fez vinte anos,[6] Filipe derrubou e exilou Arribas,[3] e fez de Alexandre I rei de Épiro.[6]

Reinado[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Alexandre I entre os lucanos, Olímpia, com medo de Antípatro, retornou ao Épiro; Eácides I, filho de Arribas, manteve sua aliança com Olímpia e lutou contra os macedônios, cujo rei nominal era Filipe Arrideu.[2]

Olímpia, porém, após a vitória agiu de forma cruel, na morte de Filipe Arrideu e contra os macedônios, e Eácidas não foi mais aceito pelos epirotas, por causa do ódio a Olímpia.[7] Quando os epirotas perdoaram Eácides, seu retorno ao Épiro ganhou a oposição de Cassandro, e após uma batalha em Oeneade entre Eácides e Filipe, irmão de Cassandro, Eácides foi ferido e morreu.[7]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Os epirotas aceitaram como sucessor Alcetas II, filho de Arribas e irmão mais velho de Eácides, mas que tinha um temperamento incontrolável e havia sido banido por seu pai.[8] Alcetas II descarregou sua raiva nos epirotas, e foi assassinado, com seus filhos, pelos epirotas, que chamaram Pirro, filho de Eácides I, para reinar.[8] Cassandro guerreou contra Pirro, que era jovem e não havia consolidado o reino, e este fugiu para Ptolemeu I Sóter, que casou-o com uma sua enteada,[Nota 2] e restaurou-o no Épiro com ajuda da força egípcia.[8]

Notas e referências

Notas

  1. Segundo Juniano Justino, Arribas era primo-irmão de Olímpia; segundo Pausânias e Plutarco, Arribas era tio de Olímpia.
  2. A esposa de Pirro foi Antigona do Épiro, filha de Berenice I e um macedônio de nome Filipe.

Referências

  1. a b c Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.11.1
  2. a b c d Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.11.3
  3. a b c d Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 7.6 [la] [en] [en] [fr] [ru]
  4. a b c Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pirro 1.2
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pirro 1.3 [em linha]
  6. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 8.6 [la] [en] [en] [fr] [ru]
  7. a b Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.11.4
  8. a b c Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.11.5

Árvore genealógica incompleta baseada no texto (síntese de vários autores):

 
 
 
Arribas
 
 
 
Troas
 
 
 
 
Menon
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eácides
 
 
 
 
 
 
 
Fítia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deidamia
 
Troas
 
Pirro