Ecclesia Dei

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Brasão Pontifício de João Paulo II

Ecclesia Dei (pt: Igreja de Deus) ou Ecclesia Dei Adflicta (pt: A Aflita Igreja de Deus) -- incipit do documento—é uma Constituição Apostólica em forma de Motu Proprio emitida pelo Venerável João Paulo II aos 2 de julho de 1988. O documento foi emitido em resposta à ordenação canonicamente irregular de quatro bispos por D. Lefebvre -- emérito da Diocese de Tulle, França -- e D. Antônio de Castro Mayer -- emérito da Diocese de Campos, Rio de Janeiro.

Os então consagrados, o suíço Bernard Fellay (atual superior da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X), o franco-provençal Bernard Tissier de Mallerais, o inglês Richard Williamson e o cântabro Alfonso de Galarreta, juntamente aos consagrantes incorreram "na grave pena da excomunhão prevista pela disciplina eclesiástica"[1] . Motivo: cisma.

"Em si mesmo, tal acto foi uma desobediência ao Romano Pontífice em matéria gravíssima e de importância capital para a unidade da Igreja, como é a ordenação dos bispos, mediante a qual é mantida sacramentalmente a sucessão apostólica. Por isso, tal desobediência - que traz consigo uma rejeição prática do Primado romano - constitui um acto cismático".[2]

Dada a situação irregular em que passou a se encontrar a Fraternidade São Pio X, os seus dissidentes que aspiraram por manter comunhão com Roma, fundaram a Fraternidade Sacerdotal São Pedro, de caráter missionário e em plena atividade na Igreja.

Através de decreto emitido aos 21 de janeiro de 2009 (protocolo nº 126/2009), o Santo Padre Bento XVI revogou as excomunhões.

Notas

Ver também[editar | editar código-fonte]