Economia da Argentina
| Economia da Argentina | ||
|---|---|---|
| Moeda | Peso argentino | |
| Ano fiscal | ||
| Organizações de comércio | OMC, Mercosul | |
| Banco Central | ||
| Bolsa de Valores | ||
| Estatísticas | ||
| Produto Interno Bruto | US$ 523.7 bilhões [1] (23º) (2007) | |
| % de cresc. do PIB | 8,7% (2007) | |
| PIB per capita | US$ 13.308 (2007) | |
| PIB por setor | agricultura (9,5%), indústria (35,8%), comércio e serviços 54,7(%) (2004) | |
| Inflação anual | 9,8% (2006) | |
| População abaixo da linha de pobreza | 26,9% (2006) | |
| Força de trabalho | 15 340 000 | |
| Força de trabalho por setor | n/d | |
| Desemprego | 9,5% (2007) | |
| Principais indústrias | alimentícias, veículos, bens de consumo duráveis, têxteis, produtos químicos e petroquímicos, impressão, metalurgia, aço | |
| Parcerias comerciais [2] | ||
| Exportações (US$) | 85 000 milhões f.o.b. (2008) | |
| Principais produtos exportados | óleos comestíveis, combustíveis e energia elétrica, cereais, alimentos, veículos | |
| Principais mercados | Mercosul 19%, União Europeia 17%, Nafta 15%, Chile 11% (2007) | |
| Importações (US$) | 68 800 milhões (2008) | |
| Principais produtos importados | máquinas e equipamentos, veículos automotores, produtos químicos, manufaturados de metal, plásticos | |
| Principais parceiros | Brasil 24%, EUA 21.5%, Alemanha 6.8%, Itália 4.3%, Espanha 4.2% (2007) | |
| Finanças públicas [3] | ||
| Dívida externa | US$ 118 200 milhões (2005) | |
| Receitas totais (US$) | 42 630 milhões | |
| Despesas (US$) | 39 980 milhões | |
| Relação Dívida/PIB | n/d | |
| Relação Receitas/PIB | n/d | |
| Ajuda econômica recebida | US$ 10 000 milhões (2001) | |
A economia da Argentina é a 28a maior do mundo, se considerarmos seu PIB nominal, estimado em US$370 bilhões (dados de 2010). Já seu Poder de Compra, calculado em 2010 em US$642 bilhões, é o 22o maior do mundo, e efetivamente, a 3a mais desenvolvida da América Latina, superada somente pelas economias do Brasil e do México. A Argentina é membro do Mercado Comum do Sul (Mercosul), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).
A economia argentina baseia-se, principalmente, na produção agrícola e na pecuária, que juntas, respodem por 60% de seu PIB. O país, exatamente por isso, é uma das principais nações produtoras de carne, cereais e azeite do mundo. Apesar dos retrocessos da década de 1980, a exportação de gado desempenha importante papel no comércio internacional. Também produz e exporta grande quantidade de lã.
Os pesqueiros argentinos, potencialmente muito produtivos, não são plenamente explorados. Embora o país disponha de grande diversidade de reservas de petróleo, carvão e metais variados, a mineração não tem recebido muita atenção por parte do governo argentina durante o século XX. Somente na última década houve um aumento na produção de petróleo e carvão. A produção de gás natural também é importante para a economia do país.
O parque industrial concentra-se na capital Buenos Aires, sua maior e mais desenvolvida cidade. O setor mais importante é o de processamento e embalagem de produtos alimentícios, seguido pelo setor têxtil e pela indústria automobilística. Nos últimos anos, o desenvolvimento do Mercosul fez com que o Brasil se tornasse o principal parceiro do comércio exterior argentino, comprando quase um terço das exportações. Como unidade monetária, no início da década de 1970, estabeleceu-se como a moeda do país o "Peso Lei". Em 1985, porém, criou-se o "austral" e, no início de 1992, implantou-se o novo peso argentino, em circulação até hoje, apesar de corroído pela inflação que se abasteve sobre o país nos últimos anos.
Índice |
[editar] Recursos Naturais
[editar] Agricultura
A Argentina é um dos mais importantes do mundo produtores agrícolas, estando entre os maiores produtores agrícolas e, exportador de citrinos, uva, mel, milho sorgo , soja , girassol, semente , trigo e erva mate. A Agricultura representou 7,5% do PIB em 2009, e quase um quinto de todas as exportações (não incluindo os alimentos processados e alimentos para animais, que são mais um terço).Sendo a soja e seus derivados, principalmente os alimentos para animais ,produtos hortícolas e o óleo, são os principais commodities exportados, representando 24% do total. Trigo, milho, sorgo e outros cereais somaram 8%. A carne,o couro e as leiteiras foram de 5% do total das exportações , embora essas atividades tenham diminuído pela metade desde 1990.
Frutas e vegetais composta por 4% das exportações. A Argentina é o maior produtor mundial de vinho quinto maior, e tem uma produção de vinhos de grande qualidade. A crescente exportação, o total de viticultura potencial está longe de ter sido respeitada. Mendoza é a maior região de vinhos, seguida de San Juan
A pesca da Argentina produz anualmente um milhão de toneladas de capturas anuais, que representa 50% das capturas, lula e caranguejo centolla. Silvicultura tem longa história em todas as regiões da Argentina, além do pampas, o que representa quase 14 milhões de m³ de eucalipto, pinheiro e elm (para celulose) são todos amplamente exploradas, principalmente para o mobiliário doméstico, bem como os produtos derivados da celulose (1,5 milhões de toneladas). Pescas e exploração de cada conta por 2% das exportações.
[editar] Recursos minerais
A Mineração é uma indústria crescente, que aumentou de 2% do PIB em 1980 para cerca de 4% hoje. O Noroeste e San Juan são as principais regiões de atuação. O Carvão é extraído de Província de Santa Cruz. Os metais extraídos incluem cobre, zinco, magnésio enxofre, tungstênio, urânio, prata e, em particular, ouro, cuja produção foi impulsionada por investimentos recentes de Barrick Gold em San Juan. As exportações de minério de metal subiu de EUA $ 200 milhões em 1996 para EUA $ 1,2 bilhão em 2004.
Cerca de 35 milhões de m³ cada um de petróleo e petróleo combustível s são produzidos, bem como 50 bilhões de m³ de gás natural, tornando o país auto-suficiente nesses grampos, e gerando cerca de 10 % das exportações. O mais importante campo de petróleo encontram em Patagônia e Cuyo. Uma rede de transportes de gasodutos (ao lado do México, o segundo maior na América Latina) envia a matéria-prima para o Bahía Blanca, centro da indústria petroquímica e para o La Plata -Buenos Aires-Rosario, onde está o cinturão industrial.
[editar] Crescimento da Economia[1]
| Ano | Taxa de Crescimento Real (%) | Referências históricas |
|---|---|---|
| 1980 | 0,7 | |
| 1981 | -5,7 | |
| 1982 | -3,1 | |
| 1983 | 3,7 | |
| 1984 | 2 | |
| 1985 | -7,0 | |
| 1986 | 7,1 | |
| 1987 | 2,5 | |
| 1988 | -2,0 | |
| 1989 | -7,0 | Início do governo Carlos Menem |
| 1990 | -1,3 | |
| 1991 | 10,5 | |
| 1992 | 10,3 | |
| 1993 | 6,3 | |
| 1994 | 5,8 | |
| 1995 | -2,8 | |
| 1996 | 5,5 | |
| 1997 | 8,1 | |
| 1998 | 3,9 | |
| 1999 | -3,4 | Dez - Início do governo Fernando de la Rúa |
| 2000 | -0,8 | |
| 2001 | -4.4 | |
| 2002 | -10,9 | |
| 2003 | 8.8 | Início do governo Néstor Kirchner |
| 2004 | 9.0 | |
| 2005 | 9.2 | |
| 2006 | 8.5 | |
| 2007 | 8.7 | |
| 2008 | 7,0 | |
| 2009 | 0,9 | * |
| 2010 | 7,8 | * |
Fonte: Cia World Factbook https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ar.html
[editar] Turismo
O turismo representa atualmente 7,7% do produto interno bruto (PIB) argentino. Segundo dados de 2010 do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC) os brasileiros continuam liderando o ranking dos turistas internacionais que visitam a Argentina, representando 33% do total de estrangeiros que visitaram o país no período de setembro de 2009 a setembro de 2010. O levantamento do INDEC identifica a recuperação do grave déficit ocorrido em 2009 no setor de turismo da Argentina. No ano passado, a crise internacional e a gripe A, também conhecida como gripe suína, afastaram os visitantes internacionais da país. Entre julho e agosto de 2009, os principais hotéis de Buenos Aires, por exemplo, registraram taxas de ocupação variando entre 20% a 50%.
Depois dos brasileiros, são os chilenos os turistas que mais visitam o país vizinho. Os números do INDEC mostram que em setembro de 2010 eles representaram 31% do total de turistas estrangeiros no país. Em seguida, vêm os europeus (5,2%), os norte-americanos e os canadenses (2%).
De acordo com as projeções do atual ministro argentino de Turismo, Enrique Meyer, em 2010 a Argentina deverá receber mais de 5 milhões de estrangeiros.[2]
Referências
- ↑ Argentina GDP - real growth rate - Economy. indexmundi.com. Página visitada em 23 de novembro de 2010.
- ↑ Luiz Antônio Alves. Agência Brasil: Brasileiros continuam liderando ranking de turistas estrangeiros na Argentina. agenciabrasil.ebc.com.br. Página visitada em 23 de novembro de 2010.