Economia da Coreia do Sul

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Economia da Coreia do Sul
Vista aérea de Seul à noite. Ao fundo o rio Han.
Moeda won sul-coreano
Blocos comerciais OMC, APEC, OCDE, G-20
Estatísticas
PIB 1 622 mil milhões (2012) (13º lugar)
Variação do PIB 2,7% (2012)
PIB per capita 32 400 (2012)
PIB por setor setor primário 2,7%, setor secundário 39,8%, setor terciário 57,5% (2012)
Inflação (IPC) 2,2% (2012)
População
abaixo da linha de pobreza
15% (2006)
Coeficiente de Gini 31 (2010)
Força de trabalho total 25 180 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 6,4%, indústria 24,2%, serviços 69,4% (2011)
Desemprego 3,8% (2012)
Principais indústrias eletrônica, telecomunicações, produção de automóveis, produtos químicos, construção naval, aço
Exterior
Exportações 548,2 mil milhões (2012)
Produtos exportados semicondutores, equipamentos para telecomunicações sem fio, veículos a motor, computadores, aço, navios, petroquímicos
Principais parceiros de exportação República Popular da China 24.4%, Estados Unidos 10.1%, Japão 7.1% (2011)
Importações 520,2 mil milhões (2012)
Produtos importados maquinaria, equipamentos eletrônicos e componentes, petróleo, aço, equipamento de transporte, produtos químicos orgânicos, plásticos
Principais parceiros de importação República Popular da China 16.5%, Japão 13%, Estados Unidos 8.5%, Arábia Saudita 7.1%, Austrália 5% (2011)
Dívida externa bruta 436,9 mil milhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 271,9 mil milhões (2012)
Despesas 249,2 mil milhões (2012)
Fonte principal: [[1] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
Noite em Seul - Cheonggyecheon.
Busan à noite.
Fila de carros na Ponte Seogang, em Seul.

História[editar | editar código-fonte]

O crescimento econômico da Coreia do Sul nos últimos 30 anos foi espetacular. O PIB per capita, que era apenas de US$ 100 em 1963, chegou a quase US$ 9.800 em 2002, 18 vezes maior que o da Coreia do Norte. A Coreia do Sul está entre as dez maiores economias do mundo. O sucesso econômico do país se deve a um sistema de laços íntimos desenvolvidos entre o governo e a iniciativa privada, que inclui crédito facilitado, restrição a importações, subsídios a determinados setores e incentivo ao trabalho. As reformas começaram na década de 1960, com Park Chunghee, que praticou reformas econômicas com ênfase na exportação e desenvolvimento de indústrias leves. O governo também promoveu uma reforma financeira, ajustando as instituições, e introduziu planos econômicos flexíveis. Nos anos da década de 1970 a Coreia do Sul começou a destinar recursos para a indústria pesada e indústria química, bem como as indústrias eletrônica e de automóveis. A indústria continuou seu rápido desenvolvimento na década de 1980 e começo da década seguinte.

O país é o 24º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[2]

Em 21 de janeiro de 2014, ocorreu a detenção de um funcionário de uma empresa de estudos de solvência, a Korea Credit Bureau (KCB), suspeito de ter roubado as informações pessoais de clientes de três empresas emissoras de cartões de crédito. Tal notícia provocou um pânico generalizado no país, fazendo com que mais de 1,15 milhão de pessoas cancelassem seus cartões de crédito e com que 9 milhões de usuários consultassem suas contas na internet para ver se estavam entre as vítimas de roubo de informações bancárias sigilosas. A presidente Park Geun-Hye pediu pessoalmente à justiça sanções exemplares para os ladrões de dados. As três sociedades de crédito em foco se comprometeram a cobrir as eventuais perdas financeiras de seus clientes.[3]

Liderança na tecnologia da informação[editar | editar código-fonte]

Entre fins dos anos 1990 e começo do século XXI, a tecnologia sul-coreana ultrapassou a do Japão e de Taiwan, passando a dominar internacionalmente o setor de semicondutores e tecnologia da informação. Os gigantes da indústria coreana, Samsung e LG, rapidamente ultrapassaram a Sony como líderes no campo da tecnologia da informação. Os telefones celulares e televisões de tela plana da Coreia do Sul são hoje os mais avançados do mundo. Nos últimos anos a economia da Coreia do Sul tem se distanciado do modelo de planificação centralizada e investimentos governamentais diretos, e adotado um modelo mais orientado ao mercado. O país recuperou-se da crise econômica de 1997-98 com ajuda do FMI, e como consequência foi obrigado a adotar uma séria de reformas financeiras, restabelecendo a estabilidade do mercado. A reforma econômica instituída pelo presidente Kim Dae-jung ajudou a Coreia do Sul a manter-se como uma das poucas economias dinâmicas e em expansão da Ásia, com taxas de crescimento próximas altas; no entanto, a retração da economia mundial fez com que em 2001 a taxa de crescimento sul-coreana caísse para 3%, recuperando-se em 2002 (6%). O arroz é a produção agrícola mais importante da Coreia. Na mineração destaca-se o carvão mineral e o volfrâmio. Na Coreia, o potencial hidrelétrico favoreceu o desenvolvimento industrial. Lá também apresenta importante atividade industrial, é o mais forte dos tigres asiáticos.

Grandes empresas da Coreia do Sul[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CIA. The World Factbook. Acessado em 30 de março de 2013
  2. The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
  3. Portal g1.com.br (2014). Milhares cancelam cartões de crédito após roubo de dados na Coreia do Sul. Visitado em 22 de janeiro de 2014.
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