Economia de Porto Alegre

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A economia de Porto Alegre é baseada na produção rural e industrial, e está em segundo lugar em entre as cidades brasileiras[1] .. Segundo a mesma consultoria, Porto Alegre está entre as 24 "cidades do futuro"[2] .

Segundo dados do censo do IBGE/2005, o PIB de Porto Alegre é de R$ 27.977.351.000,00 e seu PIB per capita é de R$ 19.693,11][3] .

De acordo com a ONU e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Porto Alegre teve em 2001 o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles nacionais.[4] O Coeficiente de Gini registrado em 2003 era de 0,44, com uma incidência de pobreza de 23,74%, e 17,1% de pobreza subjetiva.[5] Em 2006 o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico era de 0,832[6] e a taxa de desemprego em 2009 foi de 5,8%, com maior incidência na indústria.[7] O relatório Doing Business elaborado pelo BIRD colocou a cidade entre as mais favoráveis no Brasil para a atividade empresarial, estando à frente de São Paulo.[8]

Em agosto de 2010 Porto Alegre foi a capital com o custo da cesta básica mais elevado, chegando a 240,91 reais.[9] Em vários indicadores de custo de vida em 2009 Porto Alegre ficou entre as capitais mais caras, como em serviços e suprimentos domésticos, transporte, vestuário e calçados, mas estava entre as mais baratas para lazer e entretenimento.[10]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

No Censo Agropecuário de 2006 foram registrados 294 estabelecimentos agropecuários de produtores individuais, com uma área produtiva de 5.597 ha, 2 cooperativas (372 ha), 24 sociedades pessoais ou consórcios (1.483 ha), e 20 sociedades anônimas (1.329 ha).[11] No PIB municipal, o valor adicionado bruto da agropecuária em 2007 foi de 15.859.000 reais.[12]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Entre 2007 e 2008, na agricultura, se destacou a produção de arroz em casca, com 2.517 toneladas, com produções bem menores de milho (125 t), feijão (5 t),[13] caqui (29 t), figo (45 t), goiaba (60 t), laranja (132 t), noz (14 t), pera (252 t), pêssego (600 t), tangerina (198 t), uva (225 t),[14] batata-doce (300 t), cana-de-açúcar (630 t), cebola (9 t), fumo (5 t), mandioca (350 t), melão (375 t) e tomate (320 t).[15] Também foram extraídos 22.814 m³ de lenha.[16]

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Na pecuária, em 2008, havia um rebanho de 9.891 bovinos, produzindo 1.148 mil litros de leite, 7.952 equinos, 569 bubalinos, 3.628 suínos, 266 caprinos, 1.397 ovinos, produzindo 3.263 kg de , 7.700 galos, frangos, frangas e pintos, 8.287 galinhas, com uma produção de 8 mil dúzias de ovos, 19.600 codornas, dando 130 mil dúzias de ovos, 720 coelhos, e uma produção de mel de abelha de 6.311 kg.[17]

Setores secundário e terciário[editar | editar código-fonte]

Entrada do salão de convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Indústria[editar | editar código-fonte]

Porto Alegre é sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), uma entidade que representa empresas, associações, sindicatos, centros e câmaras de indústria e comércio de todas as regiões do estado.[18] Entre 1990 e 2000 a cidade experimentou um declínio na concentração de atividades industriais em relação às outras economias, perdendo empregos na indústria para o interior do estado e para a periferia da Região Metropolitana, a qual por sua vez também tem vivido uma desconcentração industrial.[19] Em 1999 a indústria respondia por apenas 30% do PIB municipal, empregando somente 8% dos ativos e com o setor da microempresa predominando.[20] Nos últimos dez anos o número de indústrias caiu 17%. Nas palavras de Valter Nagelstein, Secretário Municipal da Indústria e Comércio, a reversão desse processo só poderá acontecer se forem atraídas indústrias de alta tecnologia, que têm valor agregado e geram empregos com remuneração mais alta, já que o espaço da cidade não comporta mais grandes fábricas, e admite que é preciso criar políticas públicas para atrair essas empresas, que incluam a concessão de incentivos tributários.[21]

Construção civil[editar | editar código-fonte]

Na construção civil a tendência tem sido a concentração na edificação imobiliária, com significativo crescimento em termos de número de empreendimentos e área construída.[22] Em 2009, contudo, o indicador que mede o comportamento das vendas de imóveis da cidade de Porto Alegre sinalizou uma queda, na média dos oito primeiros meses do ano, relativamente ao verificado em 2008, de cerca de 43%. Em direção oposta, o volume de recursos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para financiamento imobiliário, tanto para a construção quanto para aquisição, cresceram significativamente no período.[23] No censo imobiliário de 2010 foram identificados 342 empreendimentos imobiliários à venda, pertencentes a 195 empresas, totalizando 5.679 unidades novas, com uma área total em oferta de 675,43 mil m². Paulo Vanzetto Garcia, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (SINDUSCON-RS), disse em agosto de 2010 que o mercado imobiliário de Porto Alegre passa por um bom momento.[24]

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

Sede da Petróleo Ipiranga em Porto Alegre.

Embora possua um parque industrial diversificado, em vista da sua economia dinâmica, da forte e moderna infraestrutura física e técnico-científica, e da qualificação do mercado de trabalho, Porto Alegre vem mostrando uma tendência para a concentração em atividades do setor terciário, crescendo a indústria do conhecimento, o comércio e os serviços.[25] [26] Há uma especialização em atividades administrativas, técnicas, científicas e assemelhadas, ostentando um Quociente Locacional (indicador de especialização) próximo de 2,0.[27] Há da mesma forma uma tendência ao crescimento nos níveis de rendimentos reais dos empregados no setor público e dos trabalhadores autônomos,[28] Em 2002 o comércio representava cerca de 30% do PIB municipal, e o setor de serviços, cerca de 40%.[20] Em 2004 cerca de 32% das empresas estavam no comércio varejista e atacadista, cerca de 64% eram do setor de serviços e apenas cerca de 3% se dedicavam à indústria.[29] As exportações totais em 2008 alcançaram o valor de 1.228.626.776 dólares (FOB).[30]

Parte desse fenômeno se deve à concentração na cidade de sedes administrativas de grandes empresas gaúchas, como a Gerdau, a Ipiranga e a Rede Brasil Sul de Comunicações. Outro elemento que favorece a especialização terciária é a crescente procura da cidade por empresários estrangeiros que desejam instalar filiais que sirvam de entreposto para comércio com os países do MERCOSUL, em função da posição geográfica estratégica de Porto Alegre neste bloco comercial. Vêm crescendo o número de empreendimentos hoteleiros para atender a esta movimentação do empresariado e também à expansão da indústria do turismo.[25] Na esteira da desconcentração industrial, muitas empresas abandonaram suas instalações na cidade, ocasionando o relativo despovoamento do antigo distrito industrial da Zona Norte, contribuindo para a degradação da região. Têm sido realizados nos últimos anos, por instâncias oficiais e instituições acadêmicas, diversos estudos e propostas de recuperação dos pavilhões abandonados, muitos deles de interesse histórico e arquitetônico, e revitalização econômica da área, e a Prefeitura Municipal planeja para ali a instalação de um pólo tecnológico.[31]

Outra tendência que desde os anos 1970 vem sendo apontada, não apenas em Porto Alegre mas em todas as capitais brasileiras, é o progressivo declínio do comércio varejista de rua para organização em centros comerciais. Entretanto, mesmo estes centros em anos mais recentes vêm enfrentando a concorrência de vários, grandes e modernos shopping centers que se instalam na capital.[32] Parte disso se deve a aspectos de segurança, acessibilidade e conforto, mas não obstante, no Centro, em especial em torno da Rua da Praia, ainda sobrevive um ativo comércio de rua, dando continuidade a uma vocação tradicional da área.[33] Outros pólos de comércio de rua são as avenidas Azenha e Assis Brasil. Os shopping centers também contribuem para a valorização de algumas áreas urbanas desprestigiadas ou adormecidas antes de sua instalação, como foi o caso do Shopping Iguatemi, que depois dos anos 1980 vitalizou todo o espaço entre as avenidas Nilópolis e Nilo Peçanha, até então considerado distante do Centro e de acesso difícil.[34]

Em fevereiro ocorre a maior liquidação da cidade, o Liquida Porto Alegre[35] , considerada a maior liquidação do Brasil[36] , e consagrada como o maior evento comercial da região metropolitana. Para muitas lojas, a liquidação representa o segundo melhor período de vendas, superado apenas pelo Natal.

O Mercado Público de Porto Alegre é um dos prédios históricos da cidade
Shopping Iguatemi
Principais centros comerciais

No centro histórico da cidade encontra-se o Mercado Público[37] , histórico prédio de Porto Alegre.

Outros centros de compras da cidade são:

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo não é uma área muito aproveitada para a economia da cidade. Muito tem sido discutido sobre a revitalização do Cais do Porto[38] [39] , que incentivaria o turismo na região.

Referências

  1. Agência Folha - Consultoria coloca Porto Alegre entre as 24 "cidades do futuro" no mundo (11/08/2004)
  2. Agência Folha - Consultoria coloca Porto Alegre entre as 24 "cidades do futuro" no mundo (11/08/2004)
  3. IBGE: Produto Interno Bruto dos Municípios 2005 - PIB per capita de Porto Alegre supera o do Rio de Janeiro em 2005
  4. Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural
  5. Mapa de Pobreza e Desigualdade - Municípios Brasileiros 2003. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  6. [1]. Página da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. Acesso 11 set 2010
  7. FIERGS. Balanço 2009 & Perspectivas 2010. Unidade de Estudos Econômicos, Sistema FIERGS. Dezembro 2009, p. 55
  8. Beleza Natural e Vigor Econômico. Destinos > Porto Alegre. Revista Tchê online. Acesso 13 set 2010
  9. Dieese: Porto Alegre tem cesta básica mais cara do País. Paraná online. 08/09/2010 às 12:25:06 - Atualizado em 08/09/2010 às 12:25:06
  10. Bottoni, Fernanda. Custo de vida nas cidades brasileiras. Você S/A, 18/09/2009
  11. Censo Agropecuário 2006. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  12. Produto Interno Bruto dos Municípios 2007. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  13. Produção Agrícola Municipal - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas 2007. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  14. Lavoura Permanente 2008. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  15. Lavoura Temporária 2008. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  16. Extração Vegetal e Silvicultura 2008. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  17. Pecuária 2008. Página do IBGE. Acesso 11 set 2010
  18. A FIERGS e o CIERGS. Página da FIERGS. Acesso 12 set 2010
  19. Lisboa, Matheus Correa & Bagolin, Izete Pengo. Comportamento das atividades setoriais nos municípios gaúchos entre 1970 e 2000. IN Ensaios FEE. Porto Alegre, v. 30, Número Especial, p. 483-516, out. 2009p. 489
  20. a b Gret, Marion & Sintomer, Yves. Porto Alegre: a esperança de uma outra democracia. Edições Loyola, 2002. p. 22
  21. Duas em cada dez indústrias fecharam as portas em Porto Alegre na última década. Entrevista com Valter Nagelstein. IN novohamburgo.org. Publicado 30/08/2010 às 18:01 - Atualizado em 31/08/2010 às 09:52
  22. Observatório das Metrópoles. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, p. 8
  23. FIERGS, pp. 86-87
  24. XIII Censo do Mercado Imobiliário de Porto Alegre. Página do SINDUSCOM-RS. Acesso 12 set 2010
  25. a b Jacob, pp. 196-197
  26. Diniz, Clélio Campolina & Lemos, Mauro Borges (orgs). Economia e território. Editora UFMG, 2005. p. 162
  27. Lisboa & Bagolin, p. 492
  28. FIERGS, p. 120
  29. Câmara, Sheila Gonçalves; Sarriera, Jorge Castellá & Pizzinatto, Adolfo. Que portas se abrem no mercado de trabalho para os jovens em tempos de mudança?. IN Sarriera, Jorge Castellá et alii. Desafios do mundo do trabalho: orientação, inserção e mudanças. EDIPUCRS, 2004. p. 84
  30. Porto Alegre. Página da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. Acesso 11 set 2010
  31. Hauser, Guissia. Parques tecnológicos como Instrumentos de Requalificação Urbana de Áreas Degradadas.. IN Bregatto, Paulo Ricardo. Documentos de arquitetura: traços & pontos de vista. Editora da ULBRA, 2005. pp. 122-124
  32. Villaça, Flávio. Espaço intra-urbano no Brasil. Studio Nobel, 1998. p. 302
  33. Cobra, Marcos. Marketing e Moda. Marcos Cobra Editora Ltda, 2008. pp. 148-149
  34. Castrogiovanni, pp. 140-141
  35. Página oficial do Liquida Porto Alegre
  36. Câmara de Diretores Lojistas de Porto Alegre
  37. O Mercado Público Central de Porto Alegre
  38. Revitalização do Cais do Porto – 30 anos de espera
  39. Zero Hora em 29/07/2008: Projeto de revitalização do Cais do Porto prevê gasto de R$ 400 milhões até 2013


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