Economia de escala

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Economia de escala é aquela que organiza o processo produtivo de maneira que se alcance a máxima utilização dos fatores produtivos envolvidos no processo, procurando como resultado baixos custos de produção e o incremento de bens e serviços. Ela ocorre quando a expansão da capacidade de produção de uma empresa ou indústria provoca um aumento na quantidade total produzida sem um aumento proporcional no custo de produção. Como resultado, o custo médio do produto tende a ser menor com o aumento da produção. Mais especificamente, existem economias de escala se, quando se aumentam os fatores produtivos (trabalhadores, máquinas, etc.), a produção aumenta mais do que proporcionalmente. Por exemplo, se forem duplicados todos os fatores produtivos, a produção mais do que duplicará. Numa função produção com dois inputs' (trabalho e capital, L e K respectivamente) \ F(K,L) têm-se economias de escala se: \ F(aK,aL)>aF(K,L) para 'a' constante e maior que 1. Sendo assim, os custos médios serão decrescentes.

Em empresas com grande escala de produção, normalmente grandes empresas, o investimento inicial (custo fixo) é difundido sobre o crescente número de unidades de produção. Desta forma, estas empresas possuiriam vantagens sobre as pequenas, com custos médios ainda altos, o que poderia favorecer monopólios.

"Existe economia de escala quando a expansão da capacidade de produção de uma firma ou indústria causa um aumento dos custos totais de produção menor que, proporcionalmente, os do produto. Como resultado, os custos médios de produção caem, a longo prazo" (Bannock et alii, 1977).

"Aquela que organiza o processo produtivo de maneira que se alcance, através da busca do tamanho ótimo, a máxima utilização dos fatores que intervêm em tal processo. Como resultado, baixam-se os custos de produção e incrementam-se os bens e serviços" (SAHOP, 1978).

"Ganhos que se verificam no produto e/ou nos seus custos, quando se aumenta a dimensão de uma fábrica, de uma loja ou de uma indústria" (Seldon & Pennance, 1977).

Economia de escala[editar | editar código-fonte]

Em finais da década de 70, Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia em 2008, publicou um artigo onde detectava o aparecimento de novos padrões comerciais. Na opinião de Paul Krugman, o tamanho do mercado era essencial para determinar a vantagem de um país em relação a outro nas relações comerciais. Não obstante, anos após esse artigo, Krugman concluiu que existem outras premissas para a criação de uma Economia de Escala: o padrão de localização geográfica das empresas dentro de um país leva em conta a oposição entre economia de escala e os custos com o transporte das mercadorias, ou seja, as empresas localizadas em áreas mais densamente ocupadas poderiam fazer melhor uso da economia de escala, pois levaria preços mais baixos para os consumidores e uma maior diversidade de oferta. Tudo isso provocaria uma sensação de bem-estar nos consumidores, levando-os a se deslocarem para essas mesmas regiões densamente ocupadas, o que por sua vez resultaria numa maior oferta de mão-de-obra, tornando-se assim um círculo vicioso, de concentração. Este círculo vicioso descrito por Krugman poderá de alguma forma ser a explicação para o aparecimento de grandes cidades, rodeadas de zonas rurais que sofreram uma enorme migração das suas populações para a cidade.[carece de fontes?]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Há dois tipos de economias de escala: reais e pecuniárias.

As economias de escala são ditas reais se o fator que as explica é a redução na quantidade de fatores produtivos utilizados quando há um aumento da produção.As economias de escala reais, pois muito embora a produção esteja crescendo t vezes, a quantidade de insumos utilizados não cresce na mesma proporção, e sim em uma proporção inferior.

As economias de escala são ditas pecuniárias se o fator que as explica é uma redução no preço pago pelo insumo.

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