Economia do Rio Grande do Sul

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Tendo 8,8% do PIB nacional, a economia do Rio Grande do Sul é baseada na agricultura (soja, trigo, arroz e milho), na pecuária e na indústria (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química). Há que ressaltar o surgimento de pólos tecnológicos importantes no Estado na década de 1990 e no início do século XXI, nas áreas petroquímica e de tecnologia da informação.

A industrialização do Rio Grande do Sul está elevando sua participação no produto interno bruto (PIB) brasileiro, trazendo investimento, mão-de-obra e infra-estrutura para o Estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul está em quarto lugar na lista de estados mais ricos do Brasil.

Com uma população de quase 11 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul é a quarta maior economia nacional, pelo tamanho do seu produto interno bruto, que chega a 8,8% do PIB nacional, superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, respectivamente.

A economia do estado possui uma associação com os mercados nacional e internacional superior a média brasileira. Desta forma, a participação da economia gaúcha tem oscilado conforme a evolução da economia do Brasil e também de acordo com a dinâmica das exportações.

Municípios com maior PIB[editar | editar código-fonte]

Dados extraídos do IBGE/2007

Município PIB (R$ 1000) População
Porto Alegre 30.944.201.000,00 1.440.939
Canoas 8.610.943.000,00 333.322
Caxias do Sul 8.117.442.000,00 412.053
Triunfo 6.461.807.000,00 25.302
Gravataí 3.894.463.107,00 270.763
Rio Grande 3.820.671.004,00 196.982
Novo Hamburgo 3.434.114.000,00 258.754
Santa Cruz do Sul 3.209.996.000,00 119.803
Pelotas 2.972.849.158,00 346.452
Bento Gonçalves 2.367.582.000,00 104.423
Passo Fundo 2.010.607.000,00 188.302

Agricultura[editar | editar código-fonte]

O Rio Grande do Sul apresenta-se como um estado que se destaca pela sua produção agrícola e pecuária. O setor agropecuário apresentou, em 2004, uma participação de 15,9% no produto interno bruto do estado. No entanto, sabe-se que esta participação é ainda maior se considerada a repercussão na cadeia produtiva que o setor movimenta.

Principais cultivos:

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A maior concentração do rebanho gaúcho está no oeste e sul do estado, junto à presença dos campos ou integrado com a produção de arroz. As quatro regiões que apresentam maior rebanho, correspondendo a 57,3% do rebanho gaúcho são: Fronteira Oeste, Sul, Central (10,8%), e Campanha. Destacam-se os municípios de Santana do Livramento com 593.601 cabeças, Alegrete com 558.948, Dom Pedrito com 450.558 e São Gabriel com 414.414 cabeças.

A pecuária gaúcha caracteriza-se por se desenvolver em sistemas extensivos de produção, tendo o campo nativo com base da alimentação dos animais.

No estado, as principais criações são de bovinos, suínos, aves e ovinos

Indústria[editar | editar código-fonte]

Os dados da estrutura do PIB do estado mostram que a indústria responde cerca de um terço (1/3) da economia do Rio Grande do Sul, sendo a maior fatia desta participação responsabilidade da indústria de transformação, já que a indústria extrativa mineral possui uma participação pouco expressiva dentro da economia gaúcha. O estado apresenta uma indústria diversificada que se desenvolveu a partir das agroindústrias e de outros segmentos ligados ao setor primário.

A matriz industrial estruturou-se sobre quatro complexos básicos: o agroindustrial, que inclui as indústrias de alimentos, bebidas e as que utilizam insumos agrícolas; o complexo coureiro-calçadista; o complexo químico; e o complexo metal-mecânico. A indústria de transformação gaúcha alcançou a segunda posição no parque nacional.

Setores:

Setor metal-mecânico[editar | editar código-fonte]

O Rio Grande do Sul possui um dos parques automotivos mais completos de toda a América Latina. O setor automotivo responde por 13% do PIB industrial gaúcho. O pólo de autopeças da região de Caxias do Sul é o segundo mais importante do país, composto por mais de 2.200 empresas, geradoras de cerca de 40 mil postos de trabalho, com faturamento de 1.200.000.000 de dólares.

Essa região, juntamente com a Grande Porto Alegre, produz ônibus, caminhões, implementos agrícolas, automóveis, motores e computadores de bordo para o mercado nacional e de exportação. O estado exporta partes mecânicas e elétricas, além de componentes de alta tecnologia, com qualidade desenvolvida por gaúchos.

As maiores empresas da cadeia de automóveis e autopeças são tanto multinacionais quanto empresas gaúchas internacionalmente reconhecidas. Hoje, o Rio Grande do Sul produz cerca de 70% das colheitadeiras e mais de 50% dos ônibus e tratores brasileiros.

Alta Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Nos anos recentes vem sido notável a implementação de indústrias de alta tecnologia, em especial a de semicondutores no Rio Grande do Sul, com destaque para o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada em Porto Alegre. Existem também diversas outras empresas do ramo - Desde incubadas até mesmo multinacionais - no Vale dos Sinos. Há também o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS onde existem diversas empresas multinacionais instaladas tais como Dell, HP, ThoughtWorks e outras. Há também presença de diversas empresas incubadas do ramo de eletrônica de precisão. É também previsto a criação de um Parque Tecnológico da UFRGS, onde é esperada grande atuação nos cenários da Fotônica, Metrologia, Biotecnologia, Nanotecnologia e Tecnologia de Informação.

Exportações[editar | editar código-fonte]

A balança comercial do estado apresentou algumas oscilações durante os anos 1990, decorrentes dos planos econômicos que afetaram a relação de competividade, principalmente no período de câmbio sobrevalorizado, somada ao próprio processo de abertura da economia acelerado a partir do início da década. A essa trajetória deve-se acrescentar a emergência do projeto de integração econômica do Cone Sul: a constituição do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Horário e energia[editar | editar código-fonte]

O fuso horário é igual ao de Brasília: três horas a menos em relação a Greenwich - UTC-3. Uma vez por ano - em geral entre outubro e fevereiro - adota-se o horário de verão, no qual os relógios são adiantados uma hora para poupar energia. A tensão elétrica no estado é de 110 e 220 volts, dependendo da região.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul
Rio Grande do Sul
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