Economia primitiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde fevereiro de 2008). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes (desde Fevereiro de 2008). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Ao determinar a economia arcaica como economia de subsistência, designa-se menos a função geral de todo sistema de produção que a maneira pela qual a função geral de todo sistema cumpre essa função, assim seria classificada a economia primitiva pelo fato de que, com muita dificuldade, ela assegura precariamente a subsistência da sociedade pela impossibilidade de armazenamento de estoques decorrente de seu subdesenvolvimento técnico.

Poder-se-ía até dizer que esta fora uma economia de miséria, onde trabalha-se no máximo cinco horas por dia. Também se diria que, ao contrario, em função da mudança considerável que é a conversão de uma economia de caça em uma economia agrária, a eclosão de atitudes econômicas completamente novas, sem falar na própria organização da sociedade.

Ao explicar uma realidade econômica Marshall Sahlins (MPD) traz à baila categorias propriamente políticas, no sentido de tocarem o núcleo da organização social primitiva: segmentação, autonomia e relações centrífugas. Para além das diferenças de estilo de vida, na religião, nos rituais, a base da sociedade não varia da comunidade nômade à sedentária.

Toda comunidade primitiva almeja a autonomia completa na produção de consumo, excluindo-se quaisquer relações interdependentes para com os grupos vizinhos. Esse é o ideal autárquico da sociedade primitiva: produz-se o suficiente, mas de maneira independente. Naturalmente, esse ideal nem sempre é realizado. Como diz Sahlins: “as sociedades melanésias não conhecem 'mercados' e certamente isso vale para todas as sociedades arcaicas”. Por conta do desejo de independência de cada comunidade, o MPD tende a reduzir ao máximo o risco que se corre na troca determinada pela necessidade. Contudo, o comércio entre tribos vizinhas não tem qualquer relação com importação ou exportação.

O ideal autárquico intrínseco ao MPD está presente também no interior da comunidade, onde a fuga da centralização leva cada unidade de produção a proclamar: “cada um por si”. O que não quer dizer, entretanto, que mesmo em condições normais se respeitem sempre de bom grado as incumbências do parentesco.

Dessa forma, o MPD assegura à sociedade primitiva uma abundância relativa às necessidades, funcionando em vista a satisfação total dessas necessidades e recusando ir mais além. Em contrapartida à sociedade capitalista, produz-se para viver, em vez de viver para produzir. Dessa forma as sociedades primitivas produziam baseadas nas necessidades momentâneas, deixando as situações, controversas ou não, para “o prover dos deuses e dos céus”. Conclui-se, logo que as sociedades primitivas são, propositadamente, desprovidas de economia.

Entretanto, questiona-se a sobrevivência, o perseverar da sociedade primitiva, sendo a sua economia autárquica e centrífuga. Antropológicamente, essa sociedade não tem Estado, nem classes. Relativamente ao chefe, este chega ao poder pelos próprios esforços, não podendo explorar os outros, explora a si mesmo, suas mulheres e seus parentes: o big-man se auto explora, e não explora a sociedade. Ele não impõe aos outros que trabalhem por ele; esse poder ele busca pela persuasão. Em outras palavras, a sociedade em seu conjunto explora o trabalho da minoria acerca do big-man. Em razão do seu prestigio não lhe conferir nenhuma autoridade, segue-se que não se pode reconhecer nele o primeiro grau na escala do poder político, que seria um erro ver nele o lugar real do poder.