Edemar Cid Ferreira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:
Edemar Cid Ferreira
Nascimento 31 de Maio de 1943
Santos
Nacionalidade  brasileiro(a)
Cônjuge Marcia Cid Ferreira (1978 -?)
Filho(s) Rodrigo
Eduardo
Leonardo
Ocupação Banqueiro e economista

Edemar Cid Ferreira (Santos, 31 de maio de 1943) é um economista e banqueiro, foi o principal controlador do Banco Santos que teve sua falência decretada em 20 de setembro de 2005 e notório colecionador de obras de arte[carece de fontes?]. Edemar teve três filhos Rodrigo (filho do primeiro casamento) e após 1978 quando casou-se com Marcia Cid Ferreira com quem teve mais dois filhos Eduardo e Leonardo.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1963 ingressou no Banco do Brasil e em 1964 ganhou uma bolsa de estudos da ONU-UNCTAD com estágios na Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Japão para aperfeiçoamento em "Marketing de Exportação de Manufaturados". Nesta época já escrevia semanalmente artigos para a editoria de Economia de “O Estado de S. Paulo”, à época sob o comando de Frederico Heller, um dos pioneiros do jornalismo econômico.

Amigo de Patrícia Galvão, a Pagú, e acompanhou o início da carreira do conterrâneo Plínio Marcos, atuando em Barrela, sua primeira peça.

Em 1968 comprou em leilão, o título patrimonial da Bolsa de Valores de Santos. Obteve, assim, a carta patente em 1969 para operar a Santos Corretora de Cambio e Valores, que chegou a ser uma das maiores operadoras de câmbio de café do país. Ela deu origem ao Banco Santos S/A que, em 1989 recebeu a carta patente de Banco Múltiplo. Este trâmite durou de 1989 a 1994, quando passou a operar o Banco Santos S/A. A instituição cresceu em média de 18% a 19% ao ano sobre seu patrimônio líquido, crescimento que a impulsionou da 125ª posição, em 1994, para a 7ª posição no ranking dos maiores bancos de capital nacional não oficiais, em 2004. Nessa época, oficialmente, o Banco Santos já era o 12º banco do País.

No dia 12 de novembro de 2004, mesmo com balanços positivos, recursos em caixa e sem qualquer inadimplência, o Banco Central anunciou a intervenção no Banco Santos, sob o comando do chefe do Departamento de Supervisão Indireta (Desin) do Banco Central, Vânio Aguiar.

Em 4 de maio de 2005, foi anunciada a liquidação do Banco, e no dia 20 de setembro do mesmo ano, sua falência foi decretada pelo juiz Caio Mendes de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Prisão e Acusações[editar | editar código-fonte]

Prisão em 2006[editar | editar código-fonte]

O ex-banqueiro foi preso pela primeira vez em 26 de Maio de 2006, pela Polícia Federal em São Paulo, em cumprimento de mandado de prisão preventiva decretada pelo Juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Juiz Fausto de Sanctis.

Edemar Cid Ferreira e outros 18 ex-dirigentes do Banco Santos foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta. Edemar e o ex-superintendente do banco, Mário Arcângelo Martinelli também estão sendo processados por manter contas ilegais no exterior.

Começou a travar a batalha para a concessão de habeas-corpus para responder o processo em liberdade e vários foram negados, Edemar ficou na Custodia da Policia Federal em São Paulo e transferido para a cadeia de presos provisórios em Guarulhos, por ter curso superior e por ser uma pessoa publica, para manter sua integridade, foi transferido para uma penitenciária especial no interior de São Paulo na cidade de Tremembé (140 km de São Paulo).

Edemar Cid Ferreira consegue ganhar liberdade provisória no dia 22 de Agosto de 2006 decisão é da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por maioria de quatro votos a um, ao retomar o julgamento do caso com o voto do ministro Cezar Peluso.

No dia 12 de Dezembro de 2006, Edemar Cid Ferreira e seu filho Rodrigo Rodrigues de Cid Ferreira foram presos pela Polícia Federal em cumprimento de prisão preventiva determinada pelo juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis. Levados para a Polícia Federal, sendo novamente transferidos para a cadeia de Guarulhos e no dia seguinte, retornaram para o presídio especial na cidade de Tremembé.

Edemar foi condenado a 21 anos de prisão e o seu filho a 16 anos, pelos crimes previstos nos artigos 4º, 20º e 22º da Lei 7.492/1986 (Crime contra o Sistema Financeiro), artigo 1º, incisos 6º e 7º da Lei 9.613/98 (Lavagem de Dinheiro), combinado com o parágrafo 4º da mesma Lei e Lei 9.034/95 (Crime Organizado), mais o artigo 288 do Código Penal (Formação de Quadrilha) e no dia 28 de Dezembro de 2006, é concedido para Edemar seu filho liberdade provisória pelo STF (MED. CAUT. EM HABEAS CORPUS 90.348-7 SÃO PAULO)

Lista Internacional de Corrupção do Banco Mundial em 2012[editar | editar código-fonte]

No dia 15 de Junho de 2012, Edemar foi um dos quatro Brasileiros listados, juntamente com o então Deputado Paulo Maluf e o Banqueiro Daniel Dantas, pelo Banco Mundial em uma lista de 150 casos internacionais de corrupção. O Projeto do Banco Mundial Chamado de "The Grand Corruption Cases Database Project" contém casos em que foram comprovadas movimentações bancárias de pelo menos 1 milhão de dólares. Na Ocasião Edemar declarou sobre o episódio "as constatações, interpretações e conclusões expressas no banco de dados não refletem necessariamente a opinião dos diretores executivos do Banco Mundial ou dos governos que eles representam"[1]

Relação com o mundo das artes[editar | editar código-fonte]

Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão. (desde junho de 2012)
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.

Desde sua juventude é um apaixonado por música, arte e documentos históricos, mas foi enquanto trabalhava no mundo das finanças que passou a colecionar obras importantes, como também a buscar entender e admirar obras de arte, adquirindo cada vez mais conhecimento nessa área, estudando, pesquisando.

Foi convidado por Alice Carta a fazer parte da Associação Patronos do Teatro Municipal de São Paulo, à época dirigido por Emilio Kalil. Associação que reunia empresários e mecenas, com o objetivo de buscar recursos e trazer para o Teatro Municipal de São Paulo, o que de melhor houvesse mundialmente. Foram dezenas de espetáculos sob a presidência e liderança do José Ermirio de Moraes Filho. Edemar foi vice-presidente junto com os demais diretores como Ivo Rosset, Marcos Arbaitman, Gregório Krammer, Atilio Baschera, Ricardo Gribel.

Em 1992 foi eleito para o Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo.

Em 1993 assumiu a Presidência da Fundação Bienal. Sua primeira realização foi uma “Exposição de Fotojornalismo 1985-1990”, que reuniu em uma mostra inédita algumas das principais fotos de dezenas de fotógrafos – jornalistas, representantes de mais de vinte publicações do país.

Ainda em 1993, junto com o Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB, foi realizada a segunda Bienal de Arquitetura no prédio da sede parque do Parque Ibirapuera.

Em 1994 esteve à frente da realização da 22ª Bienal e, em 1996, da 23ª Bienal de São Paulo. Ainda hoje considerada histórica por especialistas. Nelson Aguilar foi o curador das duas mostras. Foram cridas “salas especiais” para a exposição de grandes artistas para atrair o público. Grandes coleções foram apresentadas como Malevitch, Picasso, Matisse, Mondrian, Torres Garcia, Basquiat, Cy Twombly, Lucio Fontana, Andy Warhol e muitos outros; junto com dezenas de artistas brasileiros para exporem na consolidada Bienal de Veneza da qual foi o responsável pelo Pavilhão do Brasil por seis anos.

Era 1997 quando deixou a presidência da Fundação Bienal de São Paulo para preparar a exposição Brasil 500 anos, comemorativa dessa data, que ocorreu em 2000 e ocupou 60 mil m² e a maioria dos prédios do Ibirapuera. Fundou a Associação Brasil 500 Anos, completamente separada da Fundação Bienal, tanto física como financeiramente. Importante ressaltar que foi nesse período que, juntamente com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha e sob a orientação do seu criador, seu amigo arquiteto Oscar Niemeyer, reformou a OCA. A OCA, um prédio fechado há 14 anos e em estado deplorável de conservação. Transformou a OCA no mais bem instalado espaço expositivo da America Latina. A reforma da Oca custou o equivalente a US$20 milhões.

A “Exposição Brasil 500 Anos”, percorreu todas as áreas da cultura brasileira, desde a arte pré-histórica até a arte contemporânea. Foram editados 14 catálogos, um para cada segmento da arte. A maior coleção de arte brasileira até hoje escrita. Foram 43 exibições que percorreram diversas capitais do país e do mundo.

Essas experiências e o enorme sucesso das exposições sobre a cultura brasileira, o levaram a idealizar a Brasil Connects – Cultura e Meio Ambiente. Durante sua existência até novembro de 2004, quando o Banco Santos foi quebrado pelo Banco Central

A Brasil Connects trouxe ao país algumas das maiores e mais significativas exposições de arte, e todas elas foram realizadas na OCA. “Os guerreiros de Xi’an e os Tesouros da Cidade Proibida“, “Parade” (com o acervo do Museu de Arte de Paris), “Picasso” (com o acervo do Museu Picasso de Paris), “A Arte Russa” (com o acervo do Museu de Arte Russa), “Splash” (com o acervo de arte inglesa Tate Gallery e Tate Modern), “Fashion Passion” (com as mais importantes peças do Museu de Arte Decorativa, do Louvre), todas inesquecíveis.

Levou o Brasil ao mundo. No Museu Guggenheim, em Nova Iorque, durante seis meses, e a maior até então de um país estrangeiro, ocupou todo o prédio. Nos espaços da Cidade Proibida, em Pequim, que pela primeira vez se abria para receber uma exposição estrangeira. Nos museus de Paris, Jeu de Paume e Petit Palais. Em Oxford no mais antigo museu do mundo o Ashmolean e no museu de arte contemporânea. Em Cambridge, no Fitzwilliam Museum. No Gulbenkian, em Lisboa.

Ao mesmo tempo em que esses fatos se davam, chamando a atenção do mundo, e o orgulho da sociedade, sempre com grande destaque da imprensa, o Banco Santos despontava como o que mais havia crescido no país durante os dez anos no período entre 1993 a 2003, em relação a todos os demais bancos estrangeiros, grandes e médias instituições bancárias. Este desempenho está registrado, no capítulo reservado ao Banco Santos no livro escrito por Carlos Corradi em “Histórias dos Bancos no Brasil”.

Em 2003, foi homenageado como Personalidade de Vendas do Ano, pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), por ter “implementado conceitos modernos de administração, que proporcionaram ao Banco Santos e às empresas do grupo um crescimento ímpar”, conforme consta no site da entidade, que há mais de 40 anos vem homenageando personalidades como Victor Civita (1965), Abílio Diniz (1971), Roberto Marinho (1986) e Luiz Fernando Furlan (1999).

No mesmo ano de 2003, foi destaque na revista Isto É, na categoria Cultura, por divulgar o patrimônio cultural do País, recebeu ainda no mesmo ano a Medalha Tiradentes da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, pelos serviços prestados nas áreas do Desenvolvimento Econômico, Cultura e aproximação entre os povos.

Sempre foi reconhecido pelo trabalho que desenvolveu ao longo de sua carreira, tanto no mercado financeiro quanto no de artes, ocupando, recebendo condecorações e desempenhando funções em diversas entidades institucionais, entre os quais, estão os de Oficial do Quadro do Conselho da Ordem do Mérito Naval; Ordem do Exército Brasileiro; Conselheiro da Sociedade Amigos do Museu da Casa Brasileira; membro do Conselho Diretor da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban); membro do Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil; Conselheiro do Hospital do Câncer; membro do Conselho de Administração da Fundação Bienal; membro Correspondente da Academia Maranhense de Letras; Conselheiro de Honra da Fundação Bienal de São Paulo; membro do Comitê Internacional do Museu de Arte Decorativa do Louvre em Paris; membro do Conselho da Fundação Anchieta da TV Cultura de São Paulo; Chevalier de Artes e de Letras da França no grau de comendador; Medalha Simon Bolívar do Governo da Colômbia; Medalha conferida pelo Itamarati – Ministério das Relações Exteriores, no grau de comendador; Medalha Joaquim Nabuco da Fundação de mesmo nome de Pernambuco; entre outras colocações.

Referências

  1. G1, com Agência Estado. Quatro brasileiros estão em lista de corrupção do Banco Mundial. Página visitada em 15 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Edemar Cid Ferreira
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.