Edith Bratt

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Túmulo de Edith e John em Oxford. Repare nas inscrições Beren e Lúthien.

Edith Mary Bratt, tendo posteriormente adotado o nome de Edith Mary Tolkien (Gloucestershire, 21 de janeiro de 1889Oxford, 29 de novembro de 1971), seu nome de casada, foi uma pianista e esposa do autor, professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien, com quem se casou em 1913, este célebre por sua obra O Senhor dos Anéis. J. R. R. Tolkien, inclusive, usou Edith como inspiração para a criação de diversos de seus personagens, incluindo as elfas Lúthien e Arwen, ambas referidas pela beleza e graciosidade. Juntos, Tolkien e Edith tiveram quatro filhos, John Francis (1917-2003), Michael Hilary (1920-1984), Christopher John (1924-) e Priscilla Anne (1929-).

Os dois se conheceram por volta de 1908, quando, Edith, já uma talentosa pianista, ficou órfã. Naquele mesmo ano ela encontrou Tolkien pela primeira vez e seu irmão mais novo, Hilary (que também tinham ficados órfãos naquele mesmo período), quando os dois garotos se mudavam para a mesmo orfanato em que ela estava instalada. Apesar de ser três anos mais velha (ela tinha 19 anos e ele 16) no verão de 1909 eles se apaixonaram, e antes do fim daquele ano o guardião de Tolkien, Padre Francis Xavier Morgan, descobriu o relacionamento e proibiu o garoto de vê-la até completar 21 anos.

Tolkien obedeceu a ordem enquanto viveu seu guardião. No entanto, na noite de seu vigésimo-primeiro aniversário, Tolkien escreveu para Edith, que se mudara para Cheltenham, uma declaração de seu amor e um pedido de casamento. Mas ela já estava compromissada, acreditando que Tolkien a esquecera. Em uma semana, Tolkien viajou até Cheltenham, onde os dois se encontraram sob um viaduto por onde passavam trens e reafirmaram seu amor; Edith devolveu seu anel e resolveu casar com Tolkien, que insistiu (e conseguiu) em convertê-la ao catolicismo, uma vez que ela havia sido criada como anglicana.

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