Edna Ferber

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Edna Ferber
Edna Ferber por volta de 1904
Nascimento 15 de agosto de 1885
Kalamazoo, Michigan
Morte 16 de abril de 1968 (82 anos)
Cidade de Nova Iorque, Nova Iorque
Nacionalidade  Estados Unidos
Progenitores Mãe: Julia Neumann Ferber
Pai: Jacob Charles
Ocupação escritora, dramaturga
Principais trabalhos So Big (1924)
Cimarron (1929)
Giant (1952)
Prêmios Prêmio Pulitzer (1925)
Gênero literário Romance, teatro
Causa da morte Câncer

Edna Ferber (15 de agosto de 188516 de abril de 1968) foi uma escritora norte-americana que se dedicou ao romance, conto e dramaturgia. Seus livros se tornaram muito populares e foi um das vencedoras do Prêmio Pulitzer, com os romances So Big (1924), Show Boat (1926, celebrizado por um musical em 1927), e Giant (1952; celebrizado com o filme Assim Caminha a Humanidade, de 1956).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Edna Ferber nasceu em 15 de agosto de 1885 em Kalamazoo, Michigan, filha do dono de armazém húngaro judeu Jacob Charles, e de sua esposa de Milwaukee, Wisconsin, Julia Neumann Ferber. Após terem morado em Chicago (Illinois) e Ottumwa (Iowa), quando Edna tinha 12 anos sua família foi para Appleton, no Wisconsin, onde ela graduou-se na escola e estudou na Universidade de Lawrence. Inicialmente, escreveu para o jornal da escola, o Ryan Clarion, depois trabalhou no jornal Appleton Daily Crescent. Após ser demitida do Crescent, trabalhou para o Milwaukee Journal Sentinel, antes de publicar seu primeiro romance. Ela fez a cobertura da Convenção Nacional Republicana e Convenção Nacional Democrática de 1920, para a United Press Association. Chegou à exaustão em seu trabalho, e enquanto estava se recuperando de uma anemia, escreveu sua primeira história[1] .

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1910, a Everybody's Magazine publicou um conto seu, "The Homely Heroine", ambientado em Appleton, e seu romance, "Dawn O'Hara", foi publicado em 1911.

Os romances de Ferber apresentam personagens femininas fortes, além de personagens secundários com rica diversidade. Usualmente, apresenta uma personagem forte, porém subjugada pelas dificuldades da discriminação, seja étnica ou por outras circunstâncias, e demonstra, através do enredo, a sua crença na grandeza do caráter das pessoas.

Várias peças teatrais e filmes foram feitos com base em seus trabalhos, tais como Show Boat, Giant, Ice Palace, Saratoga Trunk, Cimarron (vencedor do Oscar de 1931) e a refilmagem de Cimarron, em 1960. Três desses trabalhos, Show Boat, Saratoga Trunk e Giant – foram transformados em musicais.

Quando o compositor Jerome Kern propôs trasnformar Show Boat em um musical, Ferber ficou chocada, pensando que seus romance seria transformado em um entretenimento leve, típico da década de 1920, até que Kern explicou que ele e Oscar Hammerstein II queriam criar um tipo diferente de musical, e Ferber lhe concedeu os direitos. Saratoga, baseado em Saratoga Trunk, foi escrito mais tarde, depois que os enredos mais sérios tinham ficado aceitáveis em musicais de palco.

Em 1925, ela venceu o Prêmio Pulitzer por seu livro So Big, e foi trasnformado em um fime mudo estrelado por Colleen Moore no mesmo ano. Uma refilmagem foi feita posteriormente, em 1932, estrelando Barbara Stanwyck e George Brent, com Bette Davis em um papel de apoio. Uma refilmagem de 1953, estrelado por Jane Wyman no papel anteriormente de Stanwyck, é a versão mais frequentemente vista atualmente.

Ferber foi membro do Algonquin Round Table, um grupo que se reunia para o almoço todos os dias no Hotel Algonquin, em Nova York. Ferber e outro membro da mesa-redonda, Alexander Woollcott, eram inimigos de longa data, e sua antipatia durou até a morte de Woollcotts em 1943, embora Howard Teichmann afirme, em sua biografia, que a rivalidade com Woollcott foi decorrente de um mal-entendido.

Em 2008, The Library of America selecionou o artigo de Ferber "Miss Ferber Views 'Vultures' at Trial" para ser inclído na retrospectiva dos dois séculos da American True Crime.

Em 29 de julho de 2002, em sua cidade da infância Appleton, em Wisconsin, o U.S. Postal Service criou um selo em sua homenagem, com seu retrato criado pelo artista Mark Summers criou seu retrato através de uma fotografia em preto e branco de 1927[2] .

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Ferber não casou, nem teve filhos, e não se conhece qualquer relacionamento amoroso dela. Ferber tem sido alvo, algumas vezes, de rumores de lesbianismo, mas não há evidências disso. O Professor John Unsworth fez uma afirmação sem provas em Bestsellers: A Very Short Introduction[3] . Haggerty & Zimmerman defendem que ela era “gay” por causa de suas visitas em Provincetown no início do século XX[4] . Porter[5] comenta que Ferber era lésbica, mas sem oferecer provas. Burrough[6] também refere de passagem que Ferber era “gay”, embora ele cite a biografia escrita por Julie Goldsmith Gilbert (sobrinha de Ferber), e Gilbert não faz menção de relacionamentos lésbicos.</ref>. Ferber teve um maternal interesse pela carreira de sua sobrinha Janet Fox, uma atriz que atuaou nas peças originais de Ferber na Broadway: Dinner at Eight e Stage Door.

Ferber morreu em sua casa em Nova Iorque, de câncer de estômago[7] , aos 82 anos de idade.

Obras[editar | editar código-fonte]

Edna Ferber em 1903
  • Dawn O'Hara (1911)
  • Buttered Side Down (1912)
  • Roast Beef, Medium (Frederick A. Stokes Company, 1913)
  • Personality Plus (1914)
  • Emma Mc Chesney and Co. (1915)
  • Our Mrs. McChesney (1915) (com George V. Hobart)
  • Fanny Herself (1917)
  • Cheerful - By Request (1918)
  • Half Portions (1919)
  • The Girls (Edna Ferber novel) (1921)
  • Gigolo (1922)
  • So Big (1924) ( vencedor do Prêmio Pulitzer)
  • Minick: A Play (1924) (com G. S. Kaufman)
  • Show Boat (1926, Grosset & Dunlap)
  • Stage Door (1926) (com G.S. Kaufman)
  • The Royal Family (1927) (com G. S. Kaufman)
  • Mother knows best (Doubleday, Doran, 1927)
  • Cimarron (1929)
  • American Beauty (1931)
  • Dinner at Eight (1932) (with G. S. Kaufman)
  • They Brought Their Women (1933)
  • Come and Get It (1935)
  • Nobody's in Town (1938)
  • A Peculiar Treasure (1939) - autobiografia
  • The Land Is Bright (1941)
  • Saratoga Trunk (1941)
  • No Room at the Inn (1941)
  • Saratoga Trunk ((Doubleday, Doran, 1941) (com Casey Robinson)
  • Great Son ((Doubleday, Doran, 1945)
  • Bravo (1949) (com G. S. Kaufman)
  • Giant (1952)
  • Ice Palace (1958)
  • A Kind of Magic (1963) - autobiografia

Musicais[editar | editar código-fonte]

  • Escreveu o roteiro para "Show Boat", musical produzido pela Broadway, musicado por Jerome Kern, adaptado por Oscar Hammerstein II, produzido por Florenz Ziegfeld, no Casino Theatre de 19 de maio de 1932 a 22 de outubro de 1932 (180 apresentações).[carece de fontes?]
  • Saratoga (1959) – musicado por Harold Arlen, adaptado por Johnny Mercer, dramatizado por Morton Da Costa
  • Giant (2009) – musicado e adaptado por Michael John LaChiusa e Sybille Pearson

Cinema e TV[editar | editar código-fonte]

Placa localizada em Manhattan, na 65th Street & Central Park West, no edifício em que Edna Ferber viveu por 6 anos.

Filme biográfico[editar | editar código-fonte]

Edna Ferber em língua portuguesa[editar | editar código-fonte]

  • Mamãe Sabe o que Faz ("Mother Knows Best"), Edna Ferber, volume 72 da Coleção Biblioteca das Moças, da Companhia Editora Nacional[10] . Teve apenas 1 edição em 1939[11] . Tradução de Lígia Junqueira.
  • Cimarron. Publicações pela Editora Saraiva (volume 20 da Coleção Saraiva[12] , tradução de Nair Lacerda, 1950), pelo Círculo do Livro (tradução Tati de Moraes), pela Editora Victor Civita e Editora Abril (Coleção Grandes Sucessos, tradução de Tati de Moraes).
  • Gigante (Giant), 1954, pela Editora Mérito, tradução de Olga Biar Laino, com várias edições. Pela Editora Itatiaia, Coleção Rosa dos Ventos, volume 39 (anos 60).
  • Palácio de Gelo, Editora Itatiaia, 1962. Tradução de Ilecy Expedito de Assis.
  • Teatro Flutuante (Show Boat), volumes 170 e 171 da Coleção Saraiva (1950), tradução de Nair Lacerda. Editado também pela Ediouro, na “Coleção Escritores Contemporâneos”, nos anos 60.
  • Romance em Saratoga ("Saratoga Trunk"), tradução de Esther Mesquita, 1942, Editora Civilização Brasileira[13] .
  • Espera por Mim ("Great Son"), Editora Cupolo Ltda., 1946, tradução de I. Anis[13] .
  • Vovó não está brincando, conto integrante de Contos Magazine nº 147, de 1º de maio de 1944 , contendo ainda outros 9 contos de outros autores. Editora A Noite, 1944.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. Biografia Edna Ferber
  2. The Postal Store (2008). Distinguished Americans Series: Edna Ferber United States Postal Service. Visitado em 2008-08-09. Cópia arquivada em 2008-05-07.
  3. SUTHERLAND, John (2007) Bestsellers: A Very Short Introduction. Oxford University Press: 53
  4. Haggerty & Zimmerman (2000) Lesbian Histories and Cultures: An Encyclopedia, Taylor & Francis, pp 610
  5. PORTER, Darwin (2004) Katherine the Great, Blood Moon Productions, Ltd., pp. 204
  6. BURROUGH, Brian (2010) The Big Rich: The Rise and Fall of the Greatest Texas Oil Fortunes, Penguin
  7. Great American Writers: Twentieth Century
  8. Cimarron
  9. ALBAGLI, Fernando (1988), Tudo sobre o Oscar, Rio de Janeiro: EBAL. ISBN Edições Cinemin
  10. Catálogo da Companhia Editora Nacional
  11. Bibliografia de Obras Norteamericanas em Tradução Portuguesa
  12. A Coleção Saraiva foi publicada pela Editora Saraiva de julho de 1948 a 1972, um volume por mês.
  13. a b Englekirk, John E.. Bibliografia de Obras Norteamericanas em Tradução Portuguesa. [S.l.]: Tulane University.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • FERBER, Edna (1960), A Peculiar Treasure, New York: Doubleday
  • GILBERT, Julie Goldsmith (2000), Edna ferber and Her Circle, A Biography, New York: Hal Leonard Corporation

Ligações externas[editar | editar código-fonte]