Eduardo, o Mártir

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Santo Eduardo, o Mártir
Santo Eduardo em iluminura do séc. XIII
Rei de Inglaterra; Mártir
Nascimento ca. 962
Morte 18 de março de 978 (16 anos) em Castelo de Corfe, Dorset, Reino da Inglaterra
Veneração por Igreja Católica; Igreja Ortodoxa; Comunhão Anglicana
Canonização 1001
Principal templo Abadia de Shaftesbury, destruída na Dissolução dos Monastérios
Festa litúrgica 18 de março
Atribuições coroado e vestido como um rei; segurando uma adaga, uma taça, um falcão, um cetro ou uma espada
Gloriole.svg Portal dos Santos

Eduardo o Mártir (c. 962 — 18 de março de 978) foi rei de Inglaterra entre 975 e 978, sucedendo ao seu pai Edgar. Seu reinado começou quando curiosamente um cometa passou, isso de acordo com um amigo astrólogo era um sinal de que Deus aprovava sua coroação.

Primeiros Anos[editar | editar código-fonte]

Não se sabe sua data de nascimento, mas sabe-se que quando seu pai, o rei Edgar morreu, Eduardo era jovem. De seus 3 irmãos Eduardo era o mais velho. Era filho de Edgar[1] , mas não era filho da esposa de seu pai, sua mãe é desconhecida. Diz-se que sua mãe era filha de um militar no norte da Inglaterra, outros ainda dizem que era um freira que vivia nos arredores da Cornualha.[2]

Questão religiosa[editar | editar código-fonte]

Rei Eduardo

Seu reinado foi curto de 975 a 978 e não houve mudanças consideráveis durante seu governo. Seu pai tinha brigado com a Igreja, já que fechou inúmeros mosteiros beneditinos[3] . O paganismo crescia lentamente no norte da Inglaterra. Como forma de fazer as pazes com a Igreja, o rei implantou igrejas no norte e reconstruiu alguns mosteiros.

O país[editar | editar código-fonte]

A Europa recomeçava a traçar as antigas rotas comerciais, alguns reinos europeus já idealizavam as grandes feiras. A Inglaterra participava do mesmo plano começando a instituir, mesmo que fracamente, o comércio criando os primeiros bancos. Já a população ia começando a sair do campo e marchando para pequenas aldeias que logo se tornariam cidades, mas esta população enfrentava a miséria. No nordeste inglês as enchentes abalavam as colheitas, no leste os ventos fortes destruíam casas e mais casas. Foi um momento onde a nobreza e o clero estavam apavorados. Neste tempo a explicação dada era que a Inglaterra estava sendo punida pelos pecados de seus habitantes, o que levou multidões às paróquias.

A morte[editar | editar código-fonte]

Palco do assassinato do rei

A versão da Crônica Anglo-Saxônica, que contém o relato mais detalhado, registros que Edward foi assassinado, enquanto visitava Ælfthryth e Æthelred. Há muitas hipóteses sobre seu assassinato, mas está registrado que o rei foi morto no Castelo de Corfe na então noite de 18 de março de 978[4] . Acrescenta que ele foi sepultado em Wareham, "sem qualquer honra real"[5] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Higham, Death of Anglo-Saxon England, p. 7.
  2. Hart, "Edward", p. 783; Williams, Æthelred the Unready, p. 2.
  3. Hart, "Edward", p. 783; Williams, Æthelred the Unready, p. 3.
  4. Swanton, Anglo-Saxon Chronicle, p. 121. Ms. A, s.a. 978 & Ms. C, s.a. 978.
  5. Swanton, Anglo-Saxon Chronicle, p. 123, Ms. E, s.a. 979, also in Ms. D; Williams, Æthelred the Unready, p. 11; Higham, Death of Anglo-Saxon England, pp. 17–18.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Edgar
Rei de Inglaterra
975 - 978
Sucedido por
Etelredo II
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