Eduardo I de Inglaterra
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| Eduardo I | ||
|---|---|---|
| Rei de Inglaterra, lorde da Irlanda e duque da Aquitânia | ||
| Reinado | 20 de Novembro de 1272 - 7 de Julho de 1307 | |
| Coroação | 19 de Agosto de 1274 | |
| Nascimento | 17 de Junho de 1239 | |
| Westminster, Londres, Inglaterra | ||
| Sepultamento | Westminster, Londres, Inglaterra | |
| Consorte | Leonor de Castela Margarida de França |
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| Filhos | com Leonor de Castela Leonor Joana João Alice Henrique Catarina Joana Afonso, Conde de Chester Margarida Berengária Maria Alice Isabel Isabel Eduardo II Beatriz Branca com Margarida de França Tomás Edmundo Leonor com N João |
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| Dinastia | Plantageneta | |
| Pai | Henrique III | |
| Mãe | Leonor da Provença | |
Eduardo I de Inglaterra (17 de Junho de 1239 - 7 de Julho de 1307), cognominado Longshanks, foi um Rei de Inglaterra da dinastia Plantageneta entre 1272 e 1307. Era filho de Henrique III de Inglaterra, a quem sucedeu em 1272, e de Leonor da Provença. Durante o seu reinado, a Inglaterra conquistou e anexou o País de Gales e adquiriu controle sobre a Escócia.
Eduardo mostrou ter uma personalidade e estilo de governação bastante diferentes do seu pai, que procurava reinar por consenso e resolvendo crises de forma diplomática. A primeira prova do seu carácter forte surgiu em 1265, ainda enquanto herdeiro, quando derrotou decisivamente o rebelde Simão de Montfort, Conde de Leicester na batalha de Evesham, perseguindo depois todos os seus apoiantes e família. Suas ações garantiram uma reputação de violência e falta de misericórdia para com os seus adversários.
Em 1270, Eduardo juntou-se ao movimento das Cruzadas em parceria com o rei Luís IX de França. Como o rei francês morreu antes de realizar os planos para a conquista do Norte de África, Eduardo e o seu exército viajaram para Acre (onde acabaram por nascer dois dos seus filhos). Enquanto se encontrava na Terra Santa, Henrique III faleceu e Eduardo regressou a Inglaterra para reclamar a coroa em 1274.
Em 1282, os nobres do País de Gales, liderados pelos príncipes Llywelyn e Dafydd revoltaram-se contra a presença inglesa. Eduardo lançou contra eles toda a sua força militar e derrotou o exército rebelde. Para além de perseguir até ao último os nobres galeses, Eduardo fortificou o país de forma a assegurar a sua posição. Sem mais família real ou aristocracia digna de tomar iniciativa, o País de Gales foi incorporado em Inglaterra em 1284 através do Estatuto de Rhuddlan.
Para financiar a sua expedição contra Gales, Eduardo impôs um novo sistema de impostos aos usurários judeus que deixou muito deles na bancarrota. Quando não puderam mais contribuir, Eduardo acusou-os de falta de lealdade ao estado e passou a persegui-los. Cerca de 300 chefes de família foram assassinados na Torre de Londres e muitos mais no resto de país. Em 1290, Eduardo expulsou os últimos judeus de Inglaterra. Os judeus só poderiam regressar à Inglaterra no século XVII, após a missão bem-sucedida de Menasseh ben Israel, que pediu a Oliver Cromwell a permissão de entrada no país para os judeus neerlandeses.
Depois destes episódios contra Gales e o povo judaico, Eduardo virou as suas atenções para a Escócia, onde se vivia uma crise dinástica depois da morte da rainha-criança Margarida I da Escócia. O seu plano inicial era casar o seu herdeiro Eduardo com Margarida e assim concretizar a anexação, mas quando esta morreu com apenas sete anos, Eduardo I foi convidado pela nobreza escocesa a escolher o novo rei. Em 1291, a escolha recai sobre John Balliol, um homem extremamente impopular e que resultou na primeira das guerras da independência da Escócia. O herói desta guerra contra Eduardo I foi William Wallace, cuja vida fantasiada foi retratada no filme Braveheart. Após mais de dez anos de conflito, Wallace foi feito prisioneiro à traição e executado brutalmente para dar o exemplo. O efeito foi o oposto visto que os escoceses se motivaram ainda mais pela independência através do martírio de Wallace. Eduardo morreu na fronteira da Escócia em 1307, perseguindo ainda o sonho da anexação. Foi sucedido pelo filho Eduardo II, que havia de se mostrar pouco à altura da sua personalidade. Eduardo I encontra-se sepultado na Abadia de Westminster em Londres.
[editar] Descendência
- De sua primeira mulher, a princesa Leonor de Castela (1240-1290)
- Catarina (1264)
- Joana (1265)
- João (1266-1271)
- Henrique (1268-1274)
- Leonor Plantageneta (1268-1297), casou com Afonso III, Rei de Aragão e com Henrique III, Conde de Bar
- Joana Plantageneta (1272-1307), casou com Gilberto de Clare, Conde de Gloucester
- Afonso, Conde de Chester (1273-1284)
- Margarida Plantageneta (1275-1333), casou com João II, Duque de Brabante
- Berengária (1276-1278)
- Maria Plantageneta (1279-1332), freira
- Isabel Plantageneta (1282-1316), casou com Humphrey VIII de Bohun, Conde de Hereford e Essex
- Eduardo II, Rei de Inglaterra (1284-k.1327)
- Beatriz, princesa de Inglaterra (1286)
- Branca, princesa de Inglaterra (1290)
- De sua segunda mulher, a princesa Margarida de França (1275-1317)
- Tomás Plantageneta, Conde de Norfolk (1300-1338)
- Edmundo Plantageneta, Conde de Kent e Arundel (1301-e.1330)
- Leonor (1306-1311)
[editar] Livro
- Eduardo I, de Jean Plaidy, Editora Record - Este é o sétimo volume da série "A saga dos Plantagenetas", com treze livros, que iniciou com a história de Henrique II intitulado "Prelúdio de Sangue".
| Precedido por Henrique III |
Rei de Inglaterra Lorde da Irlanda Duque da Aquitânia 20 de Novembro de 1272 — 7 de Julho de 1307 |
Sucedido por Eduardo II |
| Precedido por nova criação |
Conde de Chester 14 de Fevereiro de 1254 – 24 de Dezembro de 1264 |
Sucedido por Simão de Montfort |
| Precedido por Simão de Montfort |
Conde de Chester 4 de Agosto de 1265 — 7 de Julho de 1307 |
Sucedido por extinto |

