Eduardo Suplicy

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Eduardo Suplicy
Foto:Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador por  São Paulo
Mandato 1º de fevereiro de 1991
até atualidade
(3 mandatos consecutivos)
Vereador de Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo
Mandato 1 de janeiro de 1989
até 31 de março de 1990
Deputado Federal de  São Paulo
Mandato 1 de fevereiro de 1983
até 31 de janeiro de 1987
Deputado Estadual de  São Paulo
Mandato 15 de março de 1979
até 31 de dezembro de 1982
Vida
Nascimento 21 de junho de 1941 (73 anos)
São Paulo SP
Dados pessoais
Casamento Marta Suplicy (1964-2001)
Partido PT
Profissão Professor, Economista

Eduardo Matarazzo Suplicy (São Paulo, 21 de junho de 1941) é um economista, professor universitário, administrador de empresas e político brasileiro.

Filho do cafeicultor Paulo Cochrane Suplicy e Filomena Matarazzo (neta do conde Francesco Matarazzo), é herdeiro de uma conhecida empresa de cafés de São Paulo, o Suplicy Cafés, e membro do ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo.

Eduardo Suplicy é formado em administração de empresas na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, onde atualmente é professor titular, e em economia na Universidade Estadual de Michigan(em inglês: Michigan State University), nos Estados Unidos.

Eduardo Suplicy atualmente exerce o cargo de senador do estado de São Paulo pelo PT, partido do qual foi um dos fundadores.

Suplicy casou-se com Marta Teresa Smith de Vasconcelos, mais conhecida como Marta Suplicy, bisneta e trineta dos barões de Vasconcelos, em 1964, e teve com ela três filhos: João, André e Eduardo (o cantor Supla). Em 2001 o casal divorciou-se e atualmente Eduardo tem uma nova companheira, a jornalista Mônica Dallari.

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Em 1978, Eduardo Suplicy foi eleito deputado estadual pelo antigo MDB. Em 1982, foi eleito deputado federal pelo então recém-criado PT, tendo ajudado a fundar o novo partido. Candidatou-se a prefeito de São Paulo em 1985 (perdeu para Jânio Quadros) e em 1992 (vencido por Paulo Maluf) e a governador em 1986 (superado por Orestes Quércia). Foi o mais votado vereador de São Paulo nas eleições de 1988, ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal no biênio 1989-1990.

O senador Eduardo Suplicy mostra, em plenário, um cartão vermelho, dirigido simbolicamente ao presidente do Senado, José Sarney, pedindo seu afastamento.

Suplicy ocupa o posto de senador por São Paulo desde 1991, em todas as vezes eleito pelo PT, completando em 2014 vinte e três anos de legislatura, posto pelo qual ele é mais conhecido e com o qual normalmente ele é mais identificado. Desde o início de seu primeiro mandato, defende a implementação de um programa de transferência de renda conhecido como Renda básica de cidadania, o qual garantiria a todos os cidadãos do país o direito a uma renda igualitária e incondicional. Esta renda teria como objetivo garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos. Aprovada em 2004, a Lei 10.835, que instituiu a Renda Mínima ainda carece de regulamentação. Em seu livro intitulado Renda de Cidadania - A saída é pela porta, Suplicy relata sua trajetória política junto ao PT e demonstra como a Renda Básica de Cidadania apresenta vantagens diante todos os programas de transferência de renda.

Em 2002, disputou as prévias internas do PT para ser o candidato do partido à Presidência da República, perdendo por mais de 80% para Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, desde as primeiras eleições diretas desde a redemocratização do país, esta era a primeira vez que Lula precisou disputar prévias para sair candidato pela legenda.

Em 2003, quando um grupo de deputados federais e senadores do PT (a maioria fundadores do partido), liderados pela senadora de Alagoas Heloísa Helena e composto pelos deputados Babá e Luciana Genro foi expulso do partido, por serem contrários aos caminhos por ele tomados, Suplicy foi um dos seus poucos filiados notórios que defendeu publicamente os dissidentes, o que provocou a ira de outros dirigentes do PT, como José Dirceu e o risco de não ser mais candidato ao Senado numa próxima legislatura. Este grupo de dissidentes viria mais tarde a fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Em 2005, quando foi passado um abaixo-assinado no Senado para a formação de uma CPI que acabaria por desvendar esquemas de corrupção presentes no governo Lula, Suplicy chegou a chorar quando assinou a lista, provocando conflito com outras alas e facções do partido.

Em 2009, diante da crise que ocupou o Senado com o arquivamento das onze denúncias contra José Sarney, o Senador Eduardo Suplicy - depois de receber centenas de e-mails de seus eleitores pedindo uma atitude - chegou a pedir explicação do presidente da casa em plenário e, mostrando a ele um cartão vermelho simbólico, pediu sua expulsão.

Eleições para o Senado[editar | editar código-fonte]

  • Em outubro de 2006 foi reeleito para seu terceiro mandato como senador por São Paulo, numa votação mais apertada que as demais, em que disputou novamente com Guilherme Afif Domingos, do DEM (o antigo PFL), e que era apoiado pelo PSDB.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Amante do esporte, Suplicy pratica corrida e já foi um pugilista

Em 1964, Suplicy casou-se com Marta Teresa Smith de Vasconcelos, mais conhecida como Marta Suplicy, e teve com ela três filhos: João, André e Eduardo. Em 2001 o casal divorciou-se e atualmente o senador tem uma nova companheira, a jornalista Monica Dallari.

Em 1979, Suplicy, então deputado estadual pelo MDB, se sensibilizou pela história do jovem transexual Anderson Herzer, interno da FEBEM e, atuando como seu guardião, deu-lhe uma oportunidade de trabalho em seu gabinete e uma vida livre, fora dos muros da instituição.[1] Apesar do auxílio recebido, Herzer se suicidou aos 20 anos de idade em 1982, atirando-se do Viaduto 23 de Maio, localizado no centro da cidade de São Paulo.[2] A vida de Herzer foi adaptada para o cinema no filme Vera, no qual o papel correspondente a Suplicy foi interpretado por Raul Cortez.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons