Eduardo Suplicy
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| Eduardo Suplicy | |
| Senador de São Paulo |
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| Mandato: | 15 de março de 1990 15 de março de 1998 15 de março de 1998 15 de março de 2006 |
| Nascimento: | 21 de Junho de 1941 (São Paulo, SP |
| Partido: | PT |
| Profissão: | Economista |
Eduardo Matarazzo Suplicy (São Paulo, 21 de junho de 1941) é um economista, professor e político brasileiro.
Filho de Paulo Cochrane Suplicy e Filomena Matarazzo (neta do conde Francesco Matarazzo), Eduardo Suplicy é formado em administração de empresas na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, onde atualmente é professor titular, e em Economia na Michigan State University.
Eduardo Suplicy atualmente exerce o cargo de senador do estado de São Paulo pelo PT, do qual foi um dos fundadores.
Suplicy casou-se com Marta Teresa Smith de Vasconcelos, conhecida hoje como Marta Suplicy, em 1964 e teve com ela três filhos: João, André e Eduardo (o cantor Supla). Em 2001 o casal divorciou-se e atualmente o senador tem uma nova companheira, a jornalista Monica Dallari.
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[editar] Trajetória política
Em 1978, Eduardo Suplicy foi eleito deputado estadual pelo antigo MDB. Em 1982, foi eleito deputado federal pelo então recém-criado PT, tendo ajudado a fundar o novo partido. Candidatou-se à prefeito de São Paulo em 1985 (perdeu para Jânio Quadros) e em 1992 (vencido por Paulo Maluf) e a governador em 1986 (superado por Orestes Quércia). Foi o mais votado vereador de São Paulo nas eleições de 1988, ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal.
Suplicy ocupa o posto de senador por São Paulo desde 1991 (em todas as vezes eleito pelo PT), completando em 2006 dezesseis anos de legislatura, posto pelo qual ele é mais conhecido e com o qual normalmente ele é mais identificado. Desde o início de seu primeiro mandato, defende a implementação de um programa de transferência de renda conhecido como Renda básica de cidadania, o qual garantiria a todos os cidadãos do país o direito a uma renda igualitária e incondicional. Esta renda teria como objetivo garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos. Aprovada em 2004, a Lei 10.835, que instituiu a Renda Mínima ainda carece de regulamentação. Em seu livro intitulado Renda de Cidadania - A saída é pela porta, Suplicy relata sua trajetória política junto ao PT e demonstra como a Renda Básica de Cidadania apresenta vantagens diante todos os programas de transferência de renda.
Em 2002, disputou as prévias internas do PT para ser o candidato do partido à Presidência da República, perdendo por mais de 80% para Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, desde as primeiras eleições diretas desde a redemocratização do país, esta era a primeira vez que Lula precisou disputar prévias para sair candidato pela legenda.
Em 2003, quando um grupo de deputados federais e senadores do PT (a maioria fundadores do partido), liderados pela senadora de Alagoas Heloísa Helena e composto pelos deputados Babá e Luciana Genro foi expulso do partido, por serem contrários aos caminhos por ele tomados, Suplicy foi um dos seus poucos filiados notórios que defendeu publicamente os dissidentes, o que provocou a ira de outros dirigentes do PT, como José Dirceu e o risco de não ser mais candidato ao senado numa próxima legislatura. Este grupo de dissidentes viria mais tarde a fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Em 2005, quando foi passado um abaixo-assinado no Senado para a formação de uma CPI que acabaria por desvendar esquemas de corrupção presentes no governo Lula, Suplicy chegou a chorar quando assinou a lista, provocando conflito com outras alas e facções do partido.
[editar] Eleições para o Senado
- Em outubro de 1990, foi eleito pela primeira vez ao Senado, vencendo nomes consagrados como o jornalista Ferreira Netto (PRN), o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e o empresário Guilherme Afif Domingos (PFL).
- Em outubro de 1998 foi reeleito para seu segundo mandato, vencendo Oscar Schmidt (PPB), ex-jogador de basquete apoiado por Paulo Maluf.
- Em outubro de 2006 foi reeleito para seu terceiro mandato como senador por São Paulo, numa votação mais apertada que as demais, em que disputou novamente com Guilherme Afif Domingos, do DEM (o antigo PFL), e que era apoiado pelo PSDB.
[editar] Vida pessoal
Suplicy casou-se com Marta Teresa Smith de Vasconcelos, conhecida como Marta Suplicy, em 1964 e teve com ela três filhos: João, André e Eduardo (o cantor Supla). Em 2001 o casal divorciou-se e atualmente o senador tem uma nova companheira, a jornalista Monica Dallari.
Em 1979, Lia Junqueira, do Movimento em Defesa do Menor, procurou Eduardo Suplicy, então deputado, solicitando para que proporcionasse um trabalho a uma moça de dezessete anos internada na FEBEM. Suplicy auxiliou-a na obtenção de sua liberdade e veio a empregá-la como estagiária em seu gabinete.[1]

