Eduardo Paes

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Eduardo Paes
Eduardo Paes
Prefeito do Rio de Janeiro Município do Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 2009
em exercício
Antecessor(a) Cesar Maia
Sucessor(a) -
Vereador do Rio de Janeiro Município do Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1997
até 31 de dezembro de 1998
Deputado federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1999
até 1 de janeiro de 2007
Secretário de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 2007
até 4 de junho de 2008[1]
Vida
Nascimento 14 de novembro de 1969 (42 anos)
Rio de Janeiro
Partido PV, PFL, PTB, PSDB e PMDB

Eduardo da Costa Paes (Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1969) é um político brasileiro. Atualmente, é prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Índice

[editar] Biografia

Depois de formar-se em direito, Paes começou sua carreira política como subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na primeira gestão César Maia, permanecendo no cargo entre 1993 e 1996. Na época, trabalhou em prol da disciplina na ocupação do solo urbano.[2] Ao ingressar no governo era filiado ao Partido Verde, mas depois ingressou no PFL, quando foi o vereador mais votado do Rio de Janeiro com 82.418 votos em 1996. Paes foi presidente da Comissão de Orçamento na Câmara, onde criou o orçamento cidadão, que possibilitava à população participar das decisões a respeito da utilização dos recursos da prefeitura.[2]

Em 1998 foi eleito deputado federal com 117.164 votos[3] transferindo-se no ano seguinte para o PTB. Com a segunda eleição de Maia em 2000, foi nomeado Secretário Municipal do Meio Ambiente da administração carioca. Como secretário, deu continuidade ao Programa Mutirão Reflorestamento, que plantou mais de 1 milhão de mudas de árvores em áreas degradadas da cidade.[4] Em 2001 retorna ao PFL.

Reeleito deputado federal em 2002 com 186.221 votos,[5] ingressa no PSDB no ano seguinte. Em sua atuação parlamentar em Brasília, Paes teve uma postura contundente quanto às denúncias de corrupção no governo Lula durante o assim chamado Mensalão.

Durante seu segundo mandato, o então deputado acrescentou à Lei 11.128 uma emenda que estendia o direito de requerer a bolsa do Programa Universidade para Todos (PROUNI), beneficiando os estudantes que cursaram o ensino médio em instituições privadas com bolsa parcial. A lei foi aprovada em 12 de maio de 2005..[6] Durante o mesmo mandato, foi autor do Projeto de Lei 125, que instituía a criação do Supersimples, que dispunha sobre o regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte.[7]

Na sua primeira candidatura majoritária, para o governo do Rio de Janeiro em 2006, obteve 5,5% dos votos válidos. No segundo turno das eleições fluminenses, Paes apoiou Sérgio Cabral Filho, apesar de este estar ao lado de Lula para presidente, enquanto a outra candidata, Denise Frossard, apoiada por César Maia, optou pelo "tucano" Geraldo Alckmin. Com a vitória de Cabral, Paes acabou assumindo a Secretaria de Esportes e Turismo do novo governo.

Como secretário, fez parte da "força-tarefa" criada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para otimizar os esforços do governo e terminar as obras do complexo do Maracanã, antes da realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio.[8]

Em outubro de 2007, Eduardo Paes vai para o PMDB, para ser lançado como o candidato de Sérgio Cabral à prefeitura do Rio.

Seu nome sofreu a princípio alguma contestação dentro do PMDB, por parte de outro pré-candidato, Marcelo Itagiba, ex-Secretário de Segurança do Governo Garotinho. Itagiba alegava que a candidatura de Eduardo Paes poderia ser indeferida, sob a alegação de que ele teria se desencompatibilizado de seu cargo de secretário após a data-limite.[9] Entretanto, este argumento mostrou-se improcedente e o TRE deferiu sua candidatura.[10]

Após ir ao segundo turno, tentando o apoio de Lula, Eduardo Paes disse estar arrependido das críticas feitas a Lula,[11] chegando a escrever-lhe um pedido de desculpas às vésperas da eleição.[12]

Eleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro no segundo turno das eleições de 2008, a campanha de Eduardo Paes foi muito contestada devido ao artifício de panfletos apócrifos contra o candidato concorrente, Fernando Gabeira (PV),[13] além de ataques a militantes e campanhas boca-de-urna. Paes também foi atacado em sites e correntes de email que apresentavam 7 motivos para não votar no candidato, além de fornecer um panfleto que deveria ser baixado..[14]

[editar] Prefeitura do Rio de Janeiro

Candidatos a prefeito do Rio de Janeiro em um debate, Fernando Gabeira, Eduardo Paes, Chico Alencar, Jandira Feghali e Alessandro Molon

No dia 1º de janeiro de 2009, assumiu a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. No primeiro dia de seu mandato, Eduardo Paes revogou o decreto 28.878, que instituía o sistema de aprovação automática, como prometido durante sua campanha.[15]

Entretanto, Segundo matéria do O Globo, desde eleito, Paes já descumpriu três promessas de campanha.[16] Após a eleiçao de Paes, eleitores de Gabeira, agrupados no Movimento Pró-democracia, fazem o primeiro protesto no dia 31/10/2008.Até o março do ano de 2010, o Prefeito gastou cerca de R$500 mil em viagens em jatinhos, quando se foi absolutamente desnecessário porque havia disponibilidade de aviões convencionais.[17][18][19] Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[20]

No primeiro ano de mandato, 2009, Eduardo Paes concentrou suas atuações no Choque de Ordem, uma operação geral de combate à desordem urbana na cidade. A ação, coordenada por uma nova secretaria criada para gerir o assunto, a Secretária Especial de Ordem Pública, é realizada por guardas municipais, fiscais de controle urbano, policiais militares e civis, equipes da Comlurb, Detro, Secretarias Municipais de Obras e de Assistência Social e da Procuradoria. O objetivo seria atacar situações que incomodam o dia-a-dia do carioca, inibindo ambulantes informais, flanelinhas, transporte pirata, construções irregulares, população de rua, publicidade não autorizada, desrespeito no trânsito e desordem nas praias.[21]

A partir de 2010, a Prefeitura do Rio visou, entre outras medidas, recuperar as principais vias da cidade, recapeando de 600 a 700 km de vias com asfalto em péssimo estado, como a Linha Vermelha, a Avenida Francisco Bicalho, a Avenida Brasil, a Avenida Dom Hélder Câmara, a Avenida Ayrton Senna, a Avenida Cesário de Melo, a Avenida Delfim Moreira e a Avenida Vieira Souto.[22][23] No geral, as ruas da capital foram deixadas em péssimo estado de conservação pelo prefeito anterior, César Maia, o que vem obrigando a prefeitura atual a realizar muitas obras de conservação.[24] Também seria feita uma reorganização do transporte coletivo: a licitação das linhas de ônibus que operam na cidade seria publicada no dia 24 de maio no Diário Oficial, e começariam a operar em outubro. A previsão era que a quantidade de coletivos na Zona Sul do Rio, que era muito grande na atualidade, caísse pela metade, enquanto na Zona Oeste, região carente de transporte, aumentasse em cerca de 300 ônibus. A prefeitura também teria o direito de realizar intervenções ou criar novos itinerários, caso julgue necessário.[25]

Em 2011 a prefeitura do Rio se concentrou, principalmente, na implantação de diversos novos corredores viários por toda a cidade, visando à Copa do Mundo FIFA de 2014 e aos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, que ocorrerão no Rio. Obras como a TransOeste, TransCarioca e TransOlímpica vem saindo do papel. Além disso, Paes, em parceria com Sergio Cabral, deu início, em 2010, a uma série de obras ditas como de "revitalização", com o objetivo central de preparar a cidade olímpica aos olhos do mundo. Entretanto, obras como a derrubada da Perimetral estão sendo contestadas por toda a população carioca, devido ao custo bilionário e à eficácia duvidosa, além do transtorno que será causado durante a obra [26]

Em 2012, foi anunciado pacote de investimentos de R$ 4,3 bilhões da prefeitura para a Zona Norte, área tradicionalmente esquecida da cidade do Rio. O investimento é em pavimentação, no Parque de Madureira, BRT, clínicas da família e hospital. O Parque de Madureira, nova área de lazer arborizada com quadras para a prática de esportes tradicionais do subúrbio, como bocha e skate, terá 103,5 mil metros quadrados, somente sendo menor que o Parque do Flamengo e a Quinta da Boa Vista. O projeto de reurbanização Bairro Maravilha prevê a recuperação da rede de drenagem e a pavimentação de 506 ruas de 12 bairros. Está sendo construído o Bairro Carioca, em Triagem, um conjunto residencial num antigo terreno das oficinas da Light, que terá 2240 unidades e será usado para reassentar famílias que viviam em área de risco no Rio. Na área da saúde, serão investidos R$ 160,2 milhões. Serão implantadas 33 clínicas da família e construído um hospital na Ilha do Governador. [27]

Estudo divulgado em 17 de fevereiro de 2012, pelo jornal O Globo, mostrou que a Prefeitura do Rio passou a União, os principais estados e as maiores capitais do país no ranking da taxa de investimentos. Em 2011, a fatia das despesas destinada a obras bateu 17,9%, contra 13,2% de Belo Horizonte (segunda colocada), e 9,5% da cidade de São Paulo (terceira colocada). A União aparece com 4%. O estudo foi feito pela Secretaria Municipal de Fazenda do Rio, que comparou dados de 17 dos maiores orçamentos. Em valores absolutos, a capital fluminense foi a 4ª colocada com R$ 3,347 bilhões executados em 2011. O orçamento de 2011 foi de R$ 18,723 bi. "Em 2009, o orçamento foi de R$ 9,6 bi; em 2012, vai passar de R$ 21 bi. O investimento chegará a 22% das despesas", disse o prefeito Eduardo Paes. Projetos como TransCarioca, TransOeste e Morar Carioca lideram os desembolsos.

Referências

  1. http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL591135-5601,00-EDUARDO+PAES+PEDE+DEMISSAO+E+PODE+SER+CANDIDATO+A+PREFEITO+NO+RIO.html
  2. a b SRZD. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  3. G1 > Eleições 2008 - NOTÍCIAS - Eduardo Paes é eleito prefeito do Rio de Janeiro. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  4. [1]
  5. [2]
  6. [3]
  7. [http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=150627
    eCâmara - Módulo Tramitação de Proposições :::]. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  8. G1 > Edição Rio de Janeiro - NOTÍCIAS - Atraso em obras do Pan leva Cabral a criar força-tarefa para jogos. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  9. Clipping Planejamento - Festa junina na política
  10. TRE defere candidatura de Paes
  11. Informe do DIA: Paes a Lula: exagerei
  12. Paes se encontra com Lula e diz que governos municipal e federal vão trabalhar juntos
  13. Folha - TRE apreende adesivos contra Gabeira durante caminhada de Eduardo Paes
  14. COTURNO CARIOCA: Eduardo Paes NÃO!!!. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  15. JB Online :: TR- Eduardo Paes acaba com a aprovação automática na rede de ensino - 01/01/2009. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  16. Paes anuncia hoje novo secretário de saúde
  17. Protesto contra supostas irregularidades na campanha de Paes complica trânsito no Centro do Rio
  18. Jovens vão às ruas no Rio pedir punição a crimes eleitorais
  19. Política - Estadão.com.br. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  20. Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009. revistaepoca.globo.com. Página visitada em 20 de Dezembro de 2009.
  21. Começa o Choque de Ordem
  22. Linha Vermelha começa a ser recuperada
  23. Paes anuncia início de obra de recapeamento
  24. César Maia diz que freou gastos com conservação da cidade
  25. Rio e o transporte coletivo
  26. Derrubada da Perimetral é considerada absurda
  27. Paes investe na Zona Norte

[editar] Ligações externas

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