Educação física na China

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Este artigo faz parte da série História da Educação Física

A China foi chamada, pelos gregos e romanos, de o país da seda e, pelos hindus, Tchina. Remonta, a sua origem, segundo a mitologia, a Pam-Ku (o primeiro homem) que teria trabalhado, 18 mil anos, ano 2 229 000 ª C. Mais tarde, descobriu-se indícios no Ho-Nan e Sul da Manchúria, de que a cultura neolítico já existia a dois mil anos, anterior, ao mesmo período, na Suméria e no Egito em depósitos cujos instrumentos da pedra encontrados, assemelham-se, na forma, as facas de ferro usadas no Norte da China, para colheita do sorgo; esta circunstância revela a probabilidade de uma continuidade de sete mil anos, na cultura do povo chinês.

O povo chinês mantém as características da civilização mais primitiva na Terra. Muitos sistemas têm sido incluídos neste estágio de civilização. Porém, consideraremos o tipicamente chinês, em que o método era o direito e da imitação.

A Educação física inserida no sistema educativo[editar | editar código-fonte]

Foi tomado pelos povos orientais como padrão. Nêle, não figura a posição da educação física, e nem como era entrosada no referido sistema. Porém, como a educação física, estava centralizada nas mãos da casta sacerdotal, que dominava a sociedade chinêsa, era ela que particularmente se encarregava da prática e do desenvolvimento da educação física. Nas principais fontes históricas do povo chinês (o Chu-king e Chi-ki) e nas obras de Gutzlaff e Plath, verifica-se que os chineses, há trinta séculos antes da nossa era, praticaram a educação física, em grau bastante elevado.

Durante a dinastia de Huang Di, em 2638 ª C., os exercícios físicos atingiram, além das finalidades higiênicas, fisiológicas e morais, um sentido médico; mais tarde, na dos Shang, estes mesmos exercícios já aperfeiçoados, foram praticados sob o aspecto de “arte de ginástica médica” conforme revela Confúcio, através de suas obras.

Aspectos da prática da educação física na China[editar | editar código-fonte]

A educação física na China, foi praticada, sob os aspectos morais, fisio-pedagógicos, médico, esportivo, rítmico e militar.

  • Aspecto médico: Compreendia os caracteres terapêuticos e higiênico. Na ginástica médica, era prática da sob a forma de massagem (exercícios ativos e mistos), constando de submeter todo o corpo, às manobras de fricção, percussão e vibração, executados com as mãos, que comprimiam, delicadamente, os músculose repuxavam energicamente as articulações; empregavam para fazer desaparecer a rigidez dos músculos, as contrações espasmódicas, as dores reumáticas e consolidação das fraturas. Essa ginástica atingiu sua perfeição sob o reinado de Hoang-Ti, quando, então, uma seita religiosa, denominada Tao-tse, criou e passou a praticar essa ginástica médica, que foi chamada de KONG-FU.
  • Aspecto esportivo: Que compreendia unicamente o caráter individual. Estas atividades entre os chineses, teve um elevado desenvolvimento, pois dedicavam importância especial ao malabarismo (exercícios de adestramento manual, de destreza e de manipulação), adquirindo tal destreza que chegavam a fazer girar, na mão aberta, e sem que elas se tocassem, três bolas de metal ou cristal; extraordinários nas exibições manuais, prestigitações e no equilibrismo, tanto sobre o solo como sobre pirâmides humanas, quanto na ponta de um bambú; eram hábeis acrobatas. Entre os jogos praticados distingue-se, como recreativos, o voador, origem, talvez, longínqua da nossa peteca, também, um jogo de bola característicamente chinês, constituindo de uma grande bola de vime, com cerca de cinquenta centímetros de diâmetro, recoberta de feltro, de grãos ou de couro. Esta bola rola sobre uma pista circular, espécie de funil, com quatro metros de diâmetro na parte superior e dois na parte inferior. O jogo é realizado entre duas pessoas, e consiste em evitar que ela penetre no funil.
  • Aspecto rítmico: Os atores tinham de ser peritos em acrobacias e danças, porque seus papéis, freqüentemente, exigiam o jogo dos músculos. Toda a ação transcorria de acôrdo com algum ritual de graça e harmonia ao som da música.
  • Aspecto militar: Com o fim de preparar o soldado para a guerra porque durante muito tempo a China teve de reprimir à invasão dos Mongóis, Tártaros e Mandchus. Com a finalidade de preparar o povo para guerra, adolescente, entre 15 e 19 anos, era obrigado a aprender maneiras de lançar ao arco ou conduzir um carro. todos os movimentos eram executados de acordo com a cadência do canto TCHEOU-IM, tocado por orquestra,assim os exercícios como o manejo da lança, do escudo, do machado, o lançamento de pedras e o levantamento de pesos, deviam satisfazer ao instinto combativo. A educação física, como se vê já era praticada 30 séculos a. C., com objetivos de preparação guerreiros, para manter o povo e o exército preparado para fazer face às invasões e manter a soberania.

As doutrinas filosóficas chinesas e a educação física[editar | editar código-fonte]

A China sofreu o influxo de três doutrinas filosóficas importantes que influiram, poderosamente, na prática e evolução da educação física:

A de Confúcio (Kong-Fou-Tseu), o qual era praticante exímio dos exercícios físicos; tendo se retirado ao isolamento, entrega-se ao estudo dos livros sagrados, passando a pregar, então a sua doutrina. Confúcio compreendeu a importância dos exercícios físicos; o objetivo da educação era obtido pela conquista de seis virtudes para o acompanhamento de seis deveres, para a aplicação de seis ciências e artes. Estas últimas são: aritmética, caligrafia, cerimonial, música, esgrima e a arte de conduzir um carro.

A de Lao Zi, rival de Confúcio, que reagiu contra a dissolução dos costumes. Diz ele que o homem deve cuidar do corpo, praticar a virtude e se identificar com o TAO que é a razão suprema.

As budistas, que foram introduzidas no decorrer do primeiro século antes de Cristo; elas exigiam a mortificação do corpo