Edwardsiella

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Como ler uma caixa taxonómicaEdwardsiella
Taxocaixa sem imagem
Classificação científica
Reino: Bacteria
Filo: Proteobacteria
Ordem: Enterobacteriales
Família: Enterobacteriaceae
Género: Edwardsiella
Ewing e McWhorter, 1965
Espécies
Edwardsiella ictaluri

Edwardsiella carnea
Edwardsiella tarda
Edwardsiella hoshinae

Edwardsella é um género de bactérias, bacilos retos, gram-negativos encontrados nos intestinos de animais pecilotérmicos (não-homeotérmicos, de sangue frio) e nos seus habitats: água doce. Porém, também pode ser encontrada em animais de sangue quente, como por exemplo no ser humano.

Este grupo está associado a várias patologias, como gastroenterite em seres humanos, principalmente em crianças, e septicémias. Assim intervém como agente patogénico a nível das enguias, peixe-gato e raramente como oportunista nos Humanos.


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Essa Bactéria aparece muito em crianças principalmente de 6 a 10 anos

A causa dessa bactéria encontra-se em agua leitee derivados



1.INTRODUÇÃO

A Edwardsiella gênero de pequenos bacilos retos, gram-negativos, que são facultativamente anaeróbios, quimioorganotróficos e geralmente com motilidade devido a flagelos peritricosos. Membros deste gênero são geralmente encontrados nos intestinos de animais pecilotérmicos (não-homeotérmicos) e na água doce. São patogênicos para enguias, bagres, e outros animais, sendo raramente patógenos oportunistas para humanos.

 

Com o objetivo de estudar a variação sazonal da septicemia dos peixes tropicais provocada porEdwardsiella tarda foram observadas 50 tilápias (Oreochromis sp.) no verão, 45 no outono, 55 no inverno e 105 na primavera. Os peixes doentes apresentavam opacidade de córnea, dificuldade respiratória, nado desordenado, nódulos nas brânquias e lesões hemorrágicas na pele e nadadeiras. Após três dias de observação as tilápias morriam naturalmente. Nas necrópsias foi encontrado ascite com distensão da cavidade celomática e lesões hemorrágicas e necróticas no fígado, baço e rins. No interior do tubo digestivo observou-se enterite hemorrágica. Isolou-se Edwardsiella tarda a partir de provas positivas para H2S, lisina, indol, motilidade e GLICOSE com gás. Os índices de mortalidade foram: na primavera 69,9%, no inverno 63,6%, no verão 48,0% e no outono 40,0%.

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2.FATORES DE VIRULÊNCIA

Edwardsiella tarda tem sido considerada como bactéria emergente para enfermidades transmitidas através de alimentos (Doyle, 1989). São bastonetes Gram negativos curtos (1mm de diâmetro e com comprimento de  ), pertencentes à família Enterobacteriaceae, anaeróbios facultativos, mesófilos (crescem em temperatura entre 20 e  segundo Holt et al., 1994). Ocorrem freqüentemente em intestinos de répteis, peixes e anfíbios e ambientes limnológicos, podendo também ocorrer em intestinos de mamíferos. E tarda é patogênica para peixes, podendo causar lesões na pele e vísceras, principalmente no verão, quando o ambiente hídrico na região tropical apresenta temperaturas médias de 30ºC, e no começo de outono (Post, 1983). Quando o habitat apresenta elevados teores de matéria orgânica, podem ocorrer lesões mesmo em temperaturas ambientes entre  18ºC (Noga, 1996). Condições de estresse também podem desencadear sintomas de septicemia dos peixes tropicais.

Piscicultores utilizam, com freqüência, fezes de animais domésticos para fertilizar as águas dos viveiros para produção de algas e para alimentação dos peixes. Esse procedimento pode causar aumento da matéria orgânica, o que favorece o aumento de bactérias e a diminuição da concentração de oxigênio, podendo causar enfermidades nos peixes.

 

3.PATOGENICIDADE

              

A enfermidade causada pela E. tarda em peixes é conhecida como "septicemia dos peixes tropicais", apresentando sintomas tais como: lesões hemorrágicas cutâneas que podem evoluir para abcessos com tecido necrótico e odor desagradável, despigmentação cutânea, nódulos nas brânquias, hiperplasia epitelial, necrose de linha lateral e opacidade de córnea. Na forma septicêmica ocorrem ascite, distensão da cavidade celomática, exoftalmia, prolapso anal e nódulos brancos no fígado, rins e baço. Apresenta mortalidade entre 5% e 30% e morbilidade entre 5 e 70%.

Apesar de ser considerada como bactéria de animais de sangue frio, pode acometer mamíferos, inclusive o homem, e causar principalmente gastroenterite e até meningite, infecção renal e abscesso no fígado e na pele relatam um caso de endocardite causado por E. tarda em paciente aidético.

Classifica E. tarda como patógenos potenciais transmitidas ao homem por peixes de água doce, que ocorrem naturalmente em ambientes aquáticos. A contaminação humana ocorre por via oral, sendo recomendando cuidados durante manipulação e preparo de peixes.

4.EPIDEMIOLOGIA

Edwardsiella tarda é considerada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio (Brasil, 1997) como agente etiológico pertencente à CLASSE de risco 2 (risco individual moderado e risco limitado para a comunidade), da qual fazem parte patógenos que causam doença ao homem ou aos animais, mas que não constituem sério risco para quem os manipulam em condições seguras. As normas se aplicam em contenção de microrganismos não modificados geneticamente, assegurando a biossegurança das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi o de avaliar a variação sazonal da septicemia provocada porEdwardsiella tarda em tilápias (Oreochromis sp.) consorciadas com suínos em propriedade rural.

 

5.TRATAMENTO

 

Não existe nenhum tratamento especifico disponível. As sufonamidas, a ampicilina, as cefalosporinas, as fluoroquinolonas e os aminoglisidios possuem efeitos antibacteria nos acentuados contra bactéria entéricas; entertanto, a suscetibilidade varia enormemente, e é essencial  efetuar antibiogramas. E comum ocorrer resistência encontra-se sob o controle de palsmidios transmissíveis.

Certas condições que predispõem a infecção por esses microorganismos exigem correção cirúrgica, como, por exemplo, desobstrução das vias urinarias, fechamento de perfuração de órgão abdominal ou ressecção de uma porção bronquiectásica do pulmão.

O tratamento da bacteremia e do choque séptico iminente por microorganismo Gram-Negativos exige rápida instituição de terapia anti-microbiana, restauração do equilíbrio hidroeletrolitico e tratamento da cogulação intravascular disseminada. A administração de anticorpos antiglicolipidio encontra-se disseminada com a fase experimental, mas pode evitar a ocorrência de choque e de morte.