Efeito Streisand

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Efeito Streisand (em inglês: Streisand effect) é um fenômeno da Internet onde uma tentativa de censurar ou remover algum tipo de informação se volta contra o censor, resultando na vasta replicação da informação. Exemplos de tais tentativas incluem censurar uma fotografia, um número,um vídeo,um arquivo ou um site. Ao invés de serem suprimidas, as informações rapidamente recebem uma extensiva publicidade, sendo largamente publicadas em diversos outras fontes e sites de relacionamentos, intensamente procurada em buscadores (como o Google) ou distribuídas em sites de partilha de arquivos.

Origem[editar | editar código-fonte]

Foto da linha costeira de Malibu pela California Coastal Records Project mostrando a propriedade de Streisand (2002).

Mike Masnick originalmente criou o termo Efeito Streisand em referência a um incidente em 2003 no qual a atriz e cantora estadunidense Barbra Streisand processou o fotógrafo Kenneth Adelman e o website Pictopia.com em 50 milhões de dólares em uma tentativa de ter uma foto aérea de sua mansão removida da coleção de 12000 fotos da costa da Califórnia disponíveis no site alegando preocupações com sua privacidade. Como resultado do caso a foto se tornou popular na Internet, com mais de 420000 pessoas tendo visitado o site durante o mês seguinte.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • Em dezembro de 2008 a Internet Watch Foundation (algo como "Fundação para vigiar a Internet") - IWF - adicionou o artigo Virgin Killer da Wikipédia de língua inglesa em sua lista negra de pedofilia, considerando a foto da capa do álbum "uma potencialmente ilegal e indecente imagem de uma criança menor de idade". O artigo rapidamente se tornou uma das mais populares páginas do site, e a publicidade acerca da censura resultou na imagem sendo rapidamente espalhada por diversos outros sites.
  • Um vídeo retratando uma filmagem feita por um paparazzo da modelo e apresentadora Daniela Cicarelli fazendo sexo com seu namorado em uma praia em Espanha foi disponibilizado no YouTube. Uma liminar, que culminou com o bloqueio do Youtube no Brasil, se mostrou ineficaz em impedir que o vídeo se espalhasse pela Internet, servindo apenas para provocar a ira dos fãs do site e manchar ainda mais a imagem da modelo.
  • Em Portugal, em dezembro de 2010, a retalhista de telemóveis Ensitel tentou, por via judicial, que fossem removidas de um blog pessoal a descrição de um litígio entre a autora do blog e a empresa. A ação ricocheteou contra os interesses da empresa, gerando milhares de comentários negativos nas redes sociais Twitter e Facebook, tendo o episódio chegado à atenção dos media tradicionais.
  • No Brasil, em junho de 2012, a apresentadora Xuxa perdeu no Superior Tribunal de Justiça uma ação que moveu contra a Google em 2010. A apresentadora pedia que não fossem disponibilizados resultados de pesquisas que relacionassem o nome dela com conteúdo sexual, com expressões como “Xuxa pedófila” ou “pornografia” ou qualquer outra similar. Ficou decidido que serviço de buscas da Google não tem a obrigação de restringir pesquisas referentes à apresentadora, associadas a fotos sensuais que ela já fez e ao filme em que protagoniza uma cena erótica com um adolescente.[1] A notícia foi veiculada no jornal A Voz do Brasil no dia 28 de junho e também em diversas outras mídias e programas jornalísticos.[2] Diversos blogs, páginas de redes sociais também comentaram sobre o fato.
  • O artigo sobre a estação militar de rádio em Pierre-sur-Haute em 2013, originalmente existente apenas na Wikipédia em francês e que foi pedido remover pelos serviços secretos franceses alegando segredos de segurança nacional.
  • Em março de 2009, a fabricante de motocicletas Dafra veiculou a campanha “Dafra – Você por cima”, que acabou sendo satirizado em um vídeo que narrava os supostos problemas de qualidade, serviço e reposição de peças. Depois de entrar com pedido na justiça para remoção do vídeo, foi proferido, em Janeiro de 2014, uma decisão que forçou o Google a remover o vídeo do YouTube[3] . A partir de então, a sátira sobre a qualidade dos veículos, que já estava esquecida há 5 anos, foi releembrada e voltou a se transformar em uma campanha viral.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]