Efraim de Antioquia

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São Efraim de Antioquia
Patriarca de Antioquia
Nascimento  ? em Amida
Morte c. 545 d.C.
Veneração por Igreja Ortodoxa
Gloriole.svg Portal dos Santos

Efraim de Antioquia ou Efraim de Amida (em grego: Εφραίμ ο Αντιοχείας, nascido em Amida, na Mesopotâmia; † 545 d.C.) foi patriarca grego ortodoxo de Antioquia. Ele era um dos defensores do credo calcedoniano contra os monofisitas durante a controvérsia monofisita. Ele é considerado santo pela Igreja Ortodoxa.

Vida[editar | editar código-fonte]

Ele era um conde do Oriente sob Justino I. Em 527, ele sucedeu a Eufrásio como Patriarca de Antioquia.

A maior parte de suas obras se perdeu. Nós conhecemos os títulos delas, porém, através de Anastácio Sinaíta (ca. 700), João Damasceno (ca. 754), quem quer que seja o autor de Sacra Parellela e, principalmente, Fócio I († 891 d.C.). Anastácio[1] cita passagens de uma obra de Efraim contra Severo, o Patriarca monofisita de Antioquia entre 512 - 519. A Sacra Parallela cita outra curta passagem de "Santo Efraim, Arcebispo de Antioquia", tirado de uma obra chamada "Sobre João, o Gramático, e o Sínodo".[2]

Fócio[3] fala de quatro livros de Efraim. O primeiro consistia de sermões e cartas, o segundo e terceiro continham um tratado contra Severo em três partes e uma resposta a cinco questões sobre o Gênesis endereçadas ao autor por um monge chamado Anatólio. Os fragmentos citados por Fócio representam praticamente tudo o que sobrou dos escritos de Efraim.

O Cardeal Mai foi capaz de adicionar uns poucos mais a partir do manuscrito Catena, na Biblioteca do Vaticano.[3] Krumbacher menciona uns poucos fragmentos a mais na Biblioteca de Paris e considera que Efraim teria a mesma reputação de Leôncio se mais de sua obra tivesse sido preservado. Efraim tinha um grande conhecimento sobre os Padres gregos e segue principalmente a cristologia de Cirilo de Alexandria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Eufrásio
Patriarca grego ortodoxo de Antioquia
527546
Sucedido por
Domno III

Referências

  1. Patrologia Graeca, LXXXXIX, 1185-1188
  2. Tit. lxi, cf. P.G., LXXXVI, 2, 2104-2109
  3. a b Patrologia Graeca, CIII, 957-1024

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bardenhewer, Patrology, tr. Shahan (St. Louis, 1908), 551.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]