Egberto Gismonti

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Egberto Gismonti
Egberto Gismonti
Informação geral
Nome completo Egberto Amin Gismonti
Nascimento 5 de dezembro de 1947
Local de nascimento Carmo, Rio de Janeiro
 Brasil

Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de Dezembro de 1947) é um compositor, multinstrumentista,[1] cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.

Biografia[editar | editar código-fonte]

De família musical, começou a estudar piano aos seis anos.[2] Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção "O Sonho", que atraiu a atenção do público e elogios da crítica.[2] Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, pouco antes do lançamento de seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve sua carreira impulsionada por Maysa. Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP Maysa, lançado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc, Naná Vasconcelos,[3] Marlui Miranda, Wanderléa, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Nos anos 80, Gismonti recomprou os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país donos de seu próprio acervo. Sua discografia foi, então, relançada pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos têm gravado suas composições recentemente.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Egberto Gismonti (1969)
  • Sonho'70 (1970)
  • Janela De Ouro (1970)
  • Computador (1970)
  • Orfeu Novo (1971)
  • Água & Vinho (1972)
  • Egberto Gismonti - Arvore (1973)
  • Academia De Danças (1974)
  • Corações Futuristas (1976)
  • Dança Das Cabeças (1977), com o percussionista Naná Vasconcelos
  • Carmo (1977)
  • Sol Do Meio-Dia (1978), com Jan Garbarek, Collin Walcott e Ralph Towner
  • Nó Caipira (1978)
  • Solo (1979)
  • E. Gismonti, N. Vasconcelos e W. Smetak (1979)
  • Magico (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Folk Songs (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Antologia Poética de João Cabral de Melo Neto (1979)
  • Antologia Poética de Ferreira Gullar (1979)
  • Antologia Poética de Jorge Amado (1980)
  • A Viagem Do Vaporzinho Tereré, con Dulce Bressante (1980)
  • O Pais Das Aguas Luminosas (1980)
  • O Dirigivel Tereré, com Francis Hime (1980)
  • Sanfona (1980)
  • Circense (1980)
  • Em Família (1981)
  • Fantasia (1982)
  • Guitar From ECM (1982)
  • Sonhos De Castro Alves (1982)
  • Cidade Coração (1983)
  • Egberto Gismonti & Hermeto Paschoal (1983)
  • Works (1984)
  • Egberto Gismonti (1984)
  • Duas Vozes (1984), con Nana Vasconcelos
  • Trem Caipira (1985), versões de Villa-Lobos
  • Alma (1986)
  • Egberto Gismonti-Live (1986)
  • Feixe De Luz (1988)
  • O Pagador De Promessas (1988) trilha sonora da minissérie(TV Globo)
  • Dança Dos Escravos (1989)
  • Kuarup (1989), trilha sonora do filme
  • Duo Gismonti / Vasconcelos (1989)
  • Infância (1991) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Amazônia (1991), trilha sonora da novela (TV Manchete)
  • El Viaje (1992), trilha sonora do filme
  • Casa Das Andorinhas (1992)
  • Música De Sobrevivência (1993) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Egberto Gismonti - ao vivo no Festival in Freiburg Proscenium (1993)
  • Egberto Gismonti - ao vivo em São Paulo (1993)
  • Zig Zag (1996)
  • Meeting Point (1997)
  • In Montreal (2001)
  • Saudações (2009)
  • Mágico - Carta de amor (2012), com Charlie Haden e Jan Garbarek

Referências

  1. Egberto Gismonti All Music. Página visitada em 22 de Abril de 2012.
  2. a b Egberto Gismonti (Dicionário Cravo Albin). Página visitada em 2012-04-22.
  3. Egberto Gismonti (n.1947): piano, teclados, violão, flauta, percussão, voz. Página visitada em 22 de Abril de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]