Egrégora

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Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembleia, ou seja, é um campo de força criado no Plano Astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais.

História[editar | editar código-fonte]

Forma pensada (tulpa) da música de Charles Gounod, de acordo com Annie Besant e C.W. Leadbeater em Thought Forms (1901)

Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembleias religiosas. É gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Assim, todos os agrupamentos humanos possuem seus egrégoros característicos: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos, nos quais as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade autônoma e mais poderosa, o egrégoro, capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Em miúdos, um egrégoro participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, os egrégoros são esferas ou concentrações de energia comum. Quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum, a energia se agrupa e se aglomera em um egrégoro. Trata-se de um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

Pode-se exemplificar o egrégoro ao analisar um ambiente hospitalar. O principal objetivo dos circunstantes é promover a cura, independentemente do êxito. Portanto, um hospital carregaria consigo um egrégoro que busca a cura que se localizaria no chão, nas paredes, no nome, recebendo e influenciando o espírito dos frequentadores do hospital, dos funcionários, dos pacientes e visitantes. Muitas mentes voltadas para um único objetivo que gera a concentração de energia.

Da mesma maneira, uma missa, um encontro de algumas ou muitas pessoas voltadas para promover um mesmo fim, seja a cura de alguém, o fim de um problema ou a superação de uma perda tem um grande poder de formar egrégoros.

Um egrégoro se caracteriza, em última análise, pelo espírito formado pela congregação, maior do que a soma de seus membros e cujas existências são cruciais para a sua formação.

O ponto de vista defendido pela Teosofia encontra eco em diversas outras linhas de pensamento, especialmente religiosas. Segundo a teosofia, as incontáveis formas pensamento em que vivemos mergulhados nos afetam continuamente, e ter conhecimento delas pode nos permitir utilizá-las em nosso favor, ou ao menos evitar que sejamos influenciados negativamente. Funcionariamos, segundo essa visão, de forma semelhante a um aparelho de rádio, "sintonizando" através de nossos pensamentos e emoções as frequências das egrégoras ao nosso redor, e dessa forma potencializando seus efeitos, tanto em nossos corpos quanto na própria egrégora, o que tornaria sua existência mais longa [1] .

Referências

  1. Maurício Medeiros. Em Sintonia com as Egrégoras. Página visitada em 18 de março de 2013.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • BAYARD, Jean-Pierre. Os Talismãs: Psicologia e poderes dos símbolos de proteção. São Paulo: Editora Pensamento, 1985 (ISBN 85-315-0647-6).
  • BOUCHER. Jules. A Simbólica Maçônica: Segundo as Regras da Simbólica Tradicional. 11.ª Edição - São Paulo: Editora Pensamento. 2006. (ISBN 85-315-0625-5).