Ein Gedi

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Cascata Shulamit, em Nahal David
Nahal David, Ein Gedi
Um damão na reserva natural de Ein Gedi

Ein Gedi (em hebraico: עין גדי, lit. Nascente do Cabrito; é um oásis localizado a Oeste do Mar Morto, perto de Massada e das cavernas de Qumran. Localização 31° 27' N 35° 23' E.

É conhecido pelas suas grutas, nascentes, e a sua rica diversidade de fauna e flora. Ein Gedi é mencionado diversas vezes nos escritos bíblicos, por examplo, no Cântico dos Cânticos; "A minha amada é para mim como um cacho de flores de henna nos vinhedos de Ein Gedi" (1:14). De acordo com a tradição judaica, David escondeu-se de Saul nas suas cavernas; "Então David saiu de lá, e ficou nas fortalezas de Ein Gedi" (I Samuel 23:29).

Um kibutz, fundado em 1956, está localizado a cerca de um quilómetro do oásis. Oferece várias atracções turísticas e tira vantagem do clima local e da abundância de água natural para cultivar diversos produtos fora da sua época normal. Antes da fundação do kibutz, a área de Ein Gedi não havia sido permanentemente habitada por 500 anos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

En-gedi ou Ein-gedi é uma expressão composta de dois radicais na língua hebraica. Ein significa fonte, nascente; Gedi significa cabrito. Logo: a expressão En-gedi ou Ein-gedi significa: a fonte do cabrito, a nascente do cabrito.

Parque Nacional de Ein Gedi[editar | editar código-fonte]

O Parque Nacional de Ein Gedi foi fundado em 1972 e é uma das mais importantes reservas naturais de Israel. O parque está situado no extremo oriental do Deserto da Judeia, na costa do Mar Morto, e cobre uma área de 6250 hectares (25 km2). A altitude do terreno vai desde o nível do Mar Morto, 418 metros abaixo do nível do mar, até ao planalto do Deserto da Judeia, 200 metros acima do nível do mar.

O Parque Nacional de Ein Gedi inclui duas ribeiras alimentadas por nascentes que correm durante todo o ano: Nachal David (ribeira de David) e Nachal Arugot (ribeira de Arugot). Duas outras nascentes, Shulamit e Ein Gedi, também correm na reserva. Juntas, as nascentes geram aproximadamente três milhões de metros cúbicos de água por ano. A maior parte da água é usada na agricultura ou é angarrafada para consumo.

O parque é um santuário para muitas espécies de plantas, aves e animais. A vegetação inclui plantas e árvores das regiões de clima tropical, desértico, mediterrânico e estépico, tais como a maçã de Sodoma, acácia, jujuba, and cloupo. Às muitas espécies de aves residentes juntam-se mais de 200 espécies adicionais, durante os períodos das migrações na Primavera e Outono. As espécies de mamíferos incluem o íbex e o damão.

No Verão de 2005, cerca de dois terços do oásis ardeu completamente depois de um turista largar um cigarro aceso nos terrenos do parque.

Jardim Botânico[editar | editar código-fonte]

O Jardim Botânico no kibutz Ein Gedi

A área do kibutz contém um jardim botânico famoso internacionalmente que cobre uma área de 10 ha. Lá, é possivel encontrar mais de 900 espécies de plantas de todo o mundo.

Referências Bíblicas[editar | editar código-fonte]

No Livro das Crónicas1 é identificado com Asasonthamar, a cidade do Amoreu, morto por Chedorlaomer2 na sua guerra contra as cidades da planície. O Livro de Josué3 enumera Ein Gedi entre das cidades da Tribo de Judá no deserto Bet Arava, mas o Livro de Ezequiel4 mostra que era também uma povoação de pescadores. Depois, o Rei David esconde-se no deserto de Engaddi5 e o Rei Saul busca-o mesmo "sobre os penhascos, apenas acessíveis às cabras montesas".6 De novo, é em Ein Gedi que os Moabitas e os Amonitas se unem para lutar contra Josaphat7 e para avançarem contra Jerusalém "pela subida de Sis".8 Finalmente, o Cântico dos Cânticos9 fala das "vinhas de Engaddi". As palavras, "Eu fui exaltado como uma palmeira em Cades", que ocorre no Eclesiástico, xxiv, 18, pode provavelmente ser entendido como as palmeiras de Ein Gedi.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade judaica de Ein Gedi era uma importante fonte de bálsamo para o mundo Greco-Romano até à sua destruição pelo imperador bizantino Justiniano I como parte da sua perseguição aos Judeus no seu reinado. Um belo mosaico da sinagoga testemunha a antiga riqueza de Ein Gedi, incluindo uma inscrição Judeo-Aramaica alertando os habitantes contra "revelar o segredo da cidade" - os métodos de extracção e preparação da muito apreciada resina de bálsamo - para o resto do mundo.

Entre o século XIII e a Guerra da Independência de Israel em 1948, Ein Gedi foi habitada em várias ocasiões tanto por Judeus como por nómadas beduínos.

Em Abril de 1848, O Tenente William Francis Lynch liderou uma expedição americana que desceu o Rio Jordão até ao Mar Morto.[1] Após "descobrir" Ein Gedi, deu-lhe o nome de Nascente de George Washington.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. xx, 2
  2. Génesis 14:7
  3. xv, 62
  4. xlvii, 10
  5. Samuel I 24:1, 2
  6. ibid., 3
  7. II Crónicas 20:1, 2
  8. ibid., 16
  9. i, 13

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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